Muralha, do Fla, leva alegria a crianças com câncer no Hospital dos Servidores

Jogador distribui carinho para pequenos em tratamento no HFSE. Autógrafos, cards e uma camisa, além dos abraços, foram os presentes entregues pelo volante

Fred Gomes, do jornal MAIS - 08/10/2012 - 15:16 Rio de Janeiro (RJ)

Muralha‏ - (Foto: Fred Gomes)

Fora desde o dia 12 de setembro, quando sofreu um estiramento na região abdominal, o volante Muralha ainda não tem uma vaga no time titular do Flamengo. Mas nesta segunda-feira, com certeza, ele se escalou para o "Bom Coração Futebol Clube". Convidado pelos organizadores do Dia de Alicia, evento para presentear e levar carinho a crianças em tratamento de câncer no Hospital Federal dos Servidores do Estado, aceitou prontamente e foi ao HFSE, onde distribuiu cards e autógrafos com sua imagem. Introvertido, soltou-se e brincou muito com os pequenos, principalmente com o animado Danilo, de 4 anos.

- É uma experiência nova, muito boa. Foi muito importante poder levar alegria para essas crianças, que, às vezes, não podem fazer muitas coisas.

Além dos cards, o jovem, de 19 anos, deu uma camisa oficial do Flamengo para ser sorteada pelo Dia de Alicia - marcado para o dia 10 de outubro, em festa fechada para os pequenos. Enquanto abraçava e brincava com as crianças, Muralha ouviu do agitado Danilo um pedido emocionante, para enchê-lo de motivação na busca por um espaço no time de Dorival Júnior.

- Volta logo, tio (Muralha)!

O jovem ficou muito tocado e prometeu dobrar a disposição nos treinos para voltar a ser titular. Ele, inclusive, volta a trabalhar com o restante do elenco nesta segunda.

- Do jeito que ele falou, a pessoa pode até se emocionar. Um cara emotivo chega até a chorar com isso. Espero voltar logo ao time do Flamengo e saio daqui muito feliz - concluiu.

Embora Danilo, tenha se destacado no meio dos pequenos por sua "eletricidade", o rubro-negro fez questão de dar carinho um a um dos pequenos que estavam nesta segunda-feira no Aquário. Confira a "escalação do time": Gilmar (17 anos), Iasmin (17), Beatriz (9), Lucas (4), Diogo (10), Rhamon (13) e João Lucas, de quase 2 anos.

Jogador distribuiu carinho e brincou com as crianças em tratamento no HFSE (Foto: Fred Gomes)

Dia de Alicia

Alicia "virou um anjinho" com apenas 1 ano e 7 meses, quando faleceu após sofrer durante o tratamento de um câncer. A perda se deu por uma hemorragia digestiva, oriunda do estresse sofrido pelo pavor que a pequena sentiu durante o período de internação no hospital. Procedimentos invasivos chocaram a neném e ela acabou não resistindo.

Sensibilizada com o sofrimento da filha e de outras crianças, Bruna Mauro, com o intuito de amenizar a dor do complicado tratamento, criou o Dia de Alicia. Com ele, arrecadou brinquedos, roupas e livros infantis para doar às crianças em tratamento no Aquário Carioca, espaço mantido pela organização social sem fins lucrativos CURUMIM (Associação de combate ao câncer infantil). Esta foi criada e é mantida por profissionais do setor de Oncohematologia Pediátrica do Hospital Federal dos Servidores do Estado.

- É um momento que vai ser registrado na memória das crianças. Foi emocionante. É sempre uma forma de levar esperança às crianças que estão envolvidas nessa luta. É bom para que elas acreditem num futuro sem sofrimento. Achei super legal o Muralha ter cedido uma camisa autografada, vai ser um momento de muita alegria e euforia durante a festa. Espero que ele possa da participar da festa - celebrou Bruna Mauro.

Enfermeira botafoguense vibra

Enfermeira que mais conversou com Muralha durante a visita do jogador, Patrícia Quintans Pacheco, uma botafoguense fervorosa, não escondeu a alegria com a aparição do rubro-negro e pediu a presença de outros atletas, não apenas do Flamengo.

- Foi muito importante isso que aconteceu hoje. É bom que venham jogadores, não só do Flamengo. A quimioterapia é um tratamento muito difícil. Outros jogadores têm um compromisso social de levar alegria a essas crianças. Só registra aí que eu sou botafoguense senão meu marido não me deixa entrar em casa (risos). Mas, falando sério, a atitude dele foi muito legal - finalizou Patrícia, especialista em Oncologia Pediátrica.

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