Eliminação precoce na Liberta seria retrocesso em caminhada do Fla

Diretoria tinha ideia diferente para 2014, mas conquista da Copa do Brasil mudou lógica

Walace Borges - 02/04/2014 - 10:10 Enviado especial a Guaiaquil (EQU)

Eduardo Bandeira de Mello, durante coletiva do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal)

Uma derrota contra o Emelec (EQU) representa mais do que outra eliminação traumática para o Flamengo na Libertadores: é o retrocesso de um trabalho assumido pela diretoria, capitaneada por Eduardo Bandeira de Mello, de fazer o Rubro-Negro novamente vencedor e expor a marca do clube fora do Brasil. Desta maneira, o cobiçado ponto a ser conquistado a partir das 22h, em Guayaquil, em jogo com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net, é bem mais importante para o futuro do clube quanto aparenta.

Em dezembro de 2012, quando assumiu o Flamengo, Bandeira adotou um discurso de que o ano seguinte seria de reestruturação e poucas disputas por títulos. Entretanto, com a conquista da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores, essa lógica teve de ser alterada. Com isso, uma derrota diante do Emelec (EQU) pesa, na mesma medida, dentro de campo e fora dele também. Jayme de Almeida teria de gerir a primeira crise em meio a uma final do Campeonato Carioca, o clube perderia a tão sonhada exposição internacional em um ano de Copa do Mundo e teria de se remontar para o Brasileirão sem a verba de televisão e premiação da competição continental.

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- É o primeiro jogo do ano. E é verdade essa expressão. Se perder, muda a lógica do ano inteiro. Já passei por isso, é horrível. Em 2012 não tivemos a sorte que esperávamos, que era sair com a vitória daqui e decidir em casa. A gente sabe que, desta vez, temos que sair com um bom resultado para nos mantermos vivos - afirmou o goleiro Felipe, que foi eliminado na fase de grupos da Libertadores em 2012 pelo Rubro-Negro.

Se conseguir vencer o Emelec (EQU), a vida de Hernane e companhia fica ainda mais facilitada. Além de chegar em alta para a disputa da final estadual contra o Vasco, pode até mesmo se classificar em primeiro do grupo e pegar um adversário teoricamente mais fraco. Assim, os 90 minutos no George Capwell, em Guayaquil, tornaram-se os mais importantes do ano, pelo menos por enquanto.

Se assim como no ano passado o time comandado por Jayme de Almeida crescer no momento decisivo, a torcida rubro-negra pode ficar tranquila que esta quarta-feira será o grande dia. Entretanto, se mostrar o futebol que apresentou na Libertadores desse ano, será um dia complicado. É agora ou nunca, Flamengo!

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