Década de 90 – O ressurgimento europeu e a consagração de Jan-Ove Waldner
Depois de perder o título em 1989, os chineses entraram na década de 90 dispostos a recuperar a hegemonia no masculino, mas não tiveram facilidade. Dos cinco mundiais disputados na década, a China só levou duas medalhas de ouro no masculino, enquanto no feminino a supremacia só foi interrompida em 1993.
Chiba, no Japão, foi a sede do Mundial de 1991. E os japoneses presenciaram pelo segundo mundial consecutivo uma decisão entre suecos. Desta vez, Jorgen Persson levou a melhor sobre seu compatriota Jan-Ove Waldner e conquistou o segundo título dos suecos na história. No feminino, Deng Yaping conquistava seu segundo título e despontava como o grande nome da década no tênis de mesa.
Dois anos depois, a Suécia recebeu o Mundial na cidade de Gotemburgo. E Persson e Waldner decepcionaram a torcida local ao verem o francês Jean-Phillipe Gatien subir ao lugar mais alto do pódio. Já no feminino, a coreana Hyun Jung Hwa conquistaria o título, o último de uma não chinesa na história.
Os chineses voltariam a fazer uma dobradinha no alto do pódio depois de três mundiais, em casa, na cidade de Tianjing, em 1995. Kong Linghui, no masculino, e Deng Yaping, que conquistava seu terceiro título nos últimos quatro mundiais, foram os responsáveis.
Manchester-1997 foi a consagração de dois mesatenistas. No masculino, o sueco Jan-Ove Waldner. Depois de três finais e apenas um título, Waldner voltaria ao topo do mundo após sete anos. E no feminino, Deng Yaping conquistaria seu quarto e último título se tornando a maior vencedora desde a húngara Maria Mednyanszky e a romena Angelica Rozeanu, que conquistaram cinco e seis títulos, respectivamente.
O último mundial da década foi disputado em Eindhoven, na Holanda, em 1989. E os chineses voltaram a dominar as disputas. Guoliang Liu foi o campeão no masculino, enquanto Wang Nan, de apenas 21 anos, aparecia como a nova sensação chinesa no feminino. |