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Publicada em 8/6/2009 às 9:35

Morte de Clayton: perguntas sem resposta

Contradições do MP e da PM suscitam questionamentos

Ônibus vascaíno pega fogo após partida entre Corinthians e Vasco pela semifinal da Copa do Brasil (Foto: Fernando Roberto)

Ônibus vascaíno pega fogo após partida entre Corinthians e Vasco pela semifinal da Copa do Brasil (Foto: Fernando Roberto)

LANCEPRESS!

A causa da morte de Clayton Pereira de Souza, torcedor corintiano que faleceu na noite de quarta-feira após conflito com vascaínos, está longe de ser encontrada. A reportagem do LANCENET! faz questionamentos e aponta contradições da Polícia Militar e do Ministério Público.

Vascaínos presos. Mas não indiciados?

Após a morte do corintiano Clayton, 19 corintianos foram indiciados e continuarão presos. Com os vascaínos, nada aconteceu. Nem mesmo com aqueles que foram detidos e levados ao 13 DP, no bairro da Casa Verde na última quarta-feira. Um deles, Leonardo Scorza Pereira, estava envolvido na briga que culminou com a morte do flamenguista Germano Soares da Silva em 2007 e, mesmo assim, foi liberado e voltou ao Rio de Janeiro.

Emboscada de 50 contra 700?

De acordo com Paulo Castilho, corintianos da Rua São Jorge, dissidência da Gaviões da Fiel, fizeram emboscada contra vascaínos na Marginal Tietê. Segundo o promotor, teriam participado torcedores fortemente equipados, que estavam num ônibus e quatro carros. Mas há sentido cerca de 50 corintianos emboscarem cerca de 700 vascaínos? Castilho garante que sim. Diz que, inclusive, já sabe quem organizou a emboscada na última quarta-feira.

Houve revista nos vascaínos?

Se havia temor pelo conflito generalizado na última quarta-feira, como afirmou o promotor Paulo Castilho após receber “informações com antecedência”, por que os ônibus vascaínos não foram parados ainda na Via Dutra, seus ocupantes revistados e, sem qualquer tipo de parada pelo caminho, levados ao Pacaembu? Por que fotos tiradas pelos próprios vascaínos, que estão espalhadas na internet, mostram rojão como artefato na mão de um deles?

Pista foi fechada. Por quem e por quê?

Se o trânsito na Marginal Tietê foi paralisado pela escolta da Polícia Militar para a passagem dos ônibus vascaínos nas imediações da Ponte das Bandeiras, como é que os corintianos puderam fechá-los e iniciar a batalha campal?

Além disso, se os corintianos estavam sendo revistados por policiais em frente ao clube Esperia, por que não houve qualquer comunicação com os policiais que faziam a escolta vascaína para que não houvesse o encontro?

Está na internet. Não vale olhar?

Como prova de força e com a intenção de divulgar o “feito”, vascaínos espalham fotos e vídeos na internet com momentos que antecederam a briga generalizada, atos de vandalismo (como atear fogo em uma moto), além de imagens com roupas e acessórios dos corintianos que foram tomados durante a confusão. Por que a Polícia Militar e o Ministério Público de São Paulo não utilizam a internet para encontrar mais informações sobre a briga?

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