Mundial: Fiel Japão se prepara e vê R9 para ‘bombar’ arquibancadas

LANCENET! falou com integrante da sub-sede no país. Ele falou sobre a torcida na Liberta e a correria para receber brasileiros

Renato Rodrigues - 07/07/2012 - 09:01 São Paulo (SP)

Gaviões da Fiel no Japão (Foto: Divulgação)

Caso Ronaldo embarque para o Japão, terá no mínimo 500 corintianos à sua espera no país. Única sub-sede corintiana fora do Brasil, a Fiel Japão, vinculada à Gaviões da Fiel, já vive dias de expectativa para receber o Timão “dentro da sua própria casa”. E a ideia de ver o Fenômeno de perto, em campo, é bem recebida pelos alvinegros com algumas "condições".

Do outro lado do mundo há 11 anos, Leonardo Honda, integrante da torcida, vê a possibilidade do ex-atacante em campo válida apenas para o marketing do clube:

– É uma ideia boa se tratando de marketing. Os mundiais aqui não estão lotando estádios. Tem mais japonês para ver o Barcelona. Santistas não vieram muitos. Se falar que o Ronaldo vai fazer a sua despedida aqui, vai bombar. Os japoneses adoram ele. Mas isso não pode atrapalhar no jogo – disse, ao LANCENET!.

E MAIS:
Dupla do CPM 22 quer ver Ronaldo no Mundial
Mazziotti desaprova R9 no Mundial: 'Irresponsabilidade'
Edu: 'Vejo Ronaldo mais como um embaixador no Mundial'

O depoimento do corintiano tem sentido se levarmos em conta a média de público da última edição do torneio. Em oito partidas em 2011, os estádios tiveram uma média de público de 38.167.

Em Yokohama, palco do primeiro jogo do Barcelona e da final contra o Santos, o público chegou a bater a casa de 68 mil. Já na partida dos brasileiros contra o Reysol (JAP), em Toyota, o público não correspondeu: total de 29.173.

GALERIA DE FOTOS:
Veja as imagens da comemoração do título da Liberta no Japão

Enquanto mais de 37 mil pessoas apoiavam o Timão no Pacaembu, lá no continente asiático, eles acordavam mais cedo para ver a final da Libertadores. A festa foi grande.

- Deu umas 250 pessoas acompanhando o jogo. Era 10h da manhã. Depois rolou um churrasco com chopp de graça e tudo... Foi bem legal. Fomos até a hora que anoiteceu - contou.

Em dezembro a promessa é que, com ou sem Ronaldo, aconteça uma invasão da Fiel por lá. Para isso, os alvinegros nipônicos já ajudam os brasileiros nos preparativos. O Japão vai ficar preto e branco.

Correria para o Mundial

O trabalho para o Mundial de Clubes, que ocorre em dezembro deste ano, começou no Japão. Acostumados a ver o Timão de longe, a sub-sede já iniciou o “suporte” para os brasileiros irem até a Ásia.

Desde a conquista do caneco da Libertadores, pessoas do Brasil têm ligado para o outro lado do mundo em busca de ajuda com hospedagem e passagens para viajar.

– Começa a nossa correria agora. Já sentimos essa diferença pelo tanto de gente que nos procura pedindo ajuda com hotel, casa para ficar, valor de passagem... Vamos receber a galera e fazer muita festa. Vamos nos reunir antes dos jogos e fazer caminhadas até o estádio. Vai ter muito corintiano nas ruas daqui – explicou Leonardo Honda.

Fundada em agosto de 2005, a Fiel Japão se encontra em Aichi-ken, que fica ao lado de Toyota, local da estreia da equipe na competição no dia 12 de dezembro. Segundo explicou o torcedor, o local que reside torcida fica apenas 40 minutos do palco da partida.

Com 500 torcedores ativos, a “filial” da Gaviões já teve mais sócios. Com a crise no país, após o tsunami, em março de 2011, muitos corintianos retornaram ao Brasil.

Bate-Bola

Leonardo Honda

Corintiano e integrante da Fiel Japão, em entrevista ao LANCENET!

‘Trabalhando na fábrica, assistimos pelo celular’

Como foi a comemoração do título da Libertadores por aí?
Foi uma loucura. Comemoramos muito. Fizemos um esquema em um restaurante para assistir. A galera veio de outras cidades, deu umas 250 pessoas acompanhando o jogo. Era 10h da manhã. Depois rolou um churrasco com chopp de graça e tudo... Foi bem legal. Fomos até a hora que anoiteceu.

E como é estar tão longe?
É difícil acompanhar daqui. Bate uma alegria quando vai chegando nas finais, mas, só de não estar por perto, dá uma agonia. Superamos isso com as festas que fazemos.

Para ver os jogos é preciso ficar acordado na madrugada?
Nos jogos de quarta, aqui é quinta de manhã. Dependendo do campeonato a gente acompanha pelo celular na fábrica mesmo, na hora do trabalho. Na Libertadores, vários faltaram e perderam empregos. Ninguém queria saber. A vantagem é que arruma outro rápido.

E como foi a ideia de montar a sub-sede aí no Japão?
A gente se comunicava pela internet. Vimos que tinha um pessoal aqui. A Miriam (Yokomizo, atualmente está em SP) correu atrás e conseguimos oficializar.

Você comentarista: