Tião Fiel adota, ao pé da letra, o lema do corintiano: "maloqueiro, sofredor, graças a Deus". Morador da Zona Leste, reduto dos corintianos em São Paulo, gosta de boteco, pinga, sanduíches de bar, pingado, pão com ovo, essas coisas aí. Malandrão, cheio de gírias, mulherengo, mas fiel à sua Wandréia. Fanático pelo Corinthians, claro, e fã dos ídolos e xodós do clube, como Marcelinho, Neto, Viola, Ezequiel, Wilson Mano, Ronaldo, Wladimir, Basílio, entre outros.
Corintianos apostólicos romanos, o Herrera não é craque. Ok. Ele não é um dos jogadores mais técnicos da nossa história. Ok. Mas pergunto: e daí?
O mano argentino é raça, é amor, é dedicação e, acima de tudo, é respeito à camisa do Corinthians, ao manto sagrado. Com ele não tem bola perdida. Com ele não tem zagueiro que sai jogando. Com ele não tem tempo ruim. O mano é correria mesmo, luta em cada lance como se fosse o último dele...
A gente gosta de cara assim. Não queremos chinelinhos no Parque São Jorge. O cara não é obrigado a jogar bem, não é obrigado a dar show nem a fazer gol. O cara é obrigado a suar a camisa, a mostrar dedicação e vergonha na cara. É obrigado a ser um Herrera!
Corintianos apostólicos romanos, não tô em cima do muro. Mas essa briga aí entre Felipe e Julio Cesar é embaçada mesmo de dar um parecer.
Mas sempre prego na minha coluna que o jogador para vestir a camisa do Corinthians tem que ter vontade, raça, determinação e, acima de tudo, tesão pra honrar o manto sagrado. Já aturei muita gente ruim no meu Timão, mas jamais aceitei ver alguém sem vontade...
O Felipe está mais preparado para ser o camisa 1, é verdade. Mas o que adianta tê-lo de má vontade? Nada! Pra ficar jogando sem tesão, é melhor ficar em casa. É por isso que o Julio, hoje, tem minha preferência. Vontade para o camisa 22 não falta!!!!