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PLÍNIO ROCHA
Plínio Rocha é jornalista, formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou como repórter na Rádio Jovem Pan AM e está no LANCE! desde 2000. Hoje, exerce a função de editor do Diário. Além, claro, de ser nadador amador. Nas horas vagas.
plinior@lancenet.com.br |
Fôlego extrapostado por Natação Foi há algum tempo, sei disso, mas alguns resultados dos brasileiros trazem algumas expectativas e discussões.
1) Para quem achava que Cesar Cielo estava mal, o que dizer dos 21s75 feitos na Geórgia, faltando menos de um mês para a Olimpíada? Não é um tempo ainda suficiente para lhe garantir uma medalha em Pequim, penso eu, mas já mostra que ele está na briga. Bater um recorde sul-americano nessa época do ano só traz mais confiança para o brasileiro, que terá vida dura na China.
2) O que dizer dos 1min00s79 de Fabíola Molina nos 100m costas? Da mesma maneira, infelizmente ainda é um tempo que não a deixa na briga internacionalmente, principalmente depois que Natalie Coughlin nadou para 58s, mas que mostra que a brasileira continua numa forma incrível, melhorando suas marcas aos 32 anos. Lembrando, ainda, que ela também bateu o recorde continental nos 50m, com 28s32.
Os dois têm tudo para melhorar ainda mais em Pequim.
O que isso lhes garantirá em termos de colocação? Só no dia saberemos.
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Olha ele aípostado por Natação Ando em dívida com este espaço, sei disso. Não há justificativas, mas peço desculpas desde já e digo que se deve à correria pré-olímpica.
As coisas tendem a se acertar, mas prometo que de Pequim virão atualizações diárias e com tudo o que rolar na natação por lá.
Mas hoje é dia de falar de um australiano.
Grant Hackett bateu neste domingo o recorde mundial dos 800m livre, durante o Campeonato Estadual de Victoria de curta.
Fez 7min23s42, melhorando uma marca que era sua, de 7min25s28, que durava desde 2001.
Ele também venceu os 400m livre, e quase bateu outro recorde mundial que é seu, fazendo 3min35s16 (a marca a ser batida é de 3min34s58, de 2002).
Hackett passou por maus bocados desde depois de Atenas-2004, mas surge bem para tentar o inédito tricampeonato olímpico.
No caso, claro, nos 1500m livre.
Pouca gente acreditava que ele poderia dar a volta por cima e chegar na China com chances de levar o ouro.
Nos últimos meses a opinião deve ter mudado.
Hackett é um daqueles atletas que merecem respeito, sempre. Típico sujeito que pode até estar mal, mas que tem tanto talento que pode se recuperar, do dia para a noite.
E está aí, na briga. Que vai ser boa, diga-se.
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Medo de vencer?postado por Natação Britta Stefen tem - ou tinha, pelo menos - medo de vencer suas provas.
Foi o que a própria revelou numa entrevista para uma agência de notícias alemã.
Ela teve, inclusive, de procurar ajuda de uma psicóloga para tratar isso. E disse que teve bons resultados.
O curioso é que esse medo não era alguma coisa ligada a uma possível insegurança da própria Stefen.
"Quando me perguntavam por que eu não queria vencer as provas, eu dizia que é porque alguém teria de perder", explicou.
Ou seja, Britta disse que não gostava de assistir às derrotas das outras pessoas. Mas admitiu que seu comportamento era absurdo, já que se trata de uma atleta e, para viver, tem de vencer.
"Depois percebi que isso era uma coisa absurda que saía de mim. Eu odiava ver os outros perdendo porque eles choravam", emendou.
Stefen fez tratamento com a psicóloga alemã Frederike Janofsky, a mesma que trabalhou com Franziska van Almsick.
"Ela me ajudou a fazer com que eu me preocupasse apenas com a minha cabeça, com os meus objetivos", disse Britta, ex-recordista mundial dos 100m livre.
No mínimo curiosa a fobia da alemã...
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Phelps e Hoff brilhampostado por Natação É chover no molhado, mas Michael Phelps e Katie Hoff foram os nomes da seletiva olímpica americana.
Ele se classificou para oito provas: 100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley, 200m livre e os três revezamentos.
Ela se classificou para seis: 200m, 400m, 800m e 4 x 200m livre, 200m e 400m medley.
Ele venceu todas as provas que disputou. E ainda nadou a eliminatória dos 100m livre, fez 47s92 e se garantiu no revezamento.
Ela falhou apenas nessa mesma prova, os 100m livre, na qual parou na semifinal.
Phelps tem 23 anos, vai disputar sua terceira olimpíada, já que esteve em Sydney-2000 e Atenas-2004. Tem oito medalhas, todas obtidas nos Jogos gregos, sendo seis de ouro e duas de bronze.
Hoff tem 19 anos e vai disputar sua segunda olimpíada. Em Atenas-2004, foi a 17ª nos 200m medley.
E a equipe americana que irá a Pequim ficou assim:
Masculino
Aaron Peirsol (100m e 200m costas e 4 x 100m medley)
Ben Wildman-Tobriner (50m e 4 x 100m livre)
Brendan Hansen (100m peito e 4 x 100m medley)
Cullen Jones (4 x 100m livre)
David Walters (4 x 200m livre)
Eric Shanteau (200m peito)
Erik Vendt (4 x 200m livre)
Garrett Weber-Gale (50m, 100m e 4 x 100m livre e 4 x 100m medley)
Gil Stovall (200m borboleta)
Ian Crocker (100m borboleta)
Jason Lezak (100m e 4 x 100m livre)
Klete Keller (4 x 200m livre)
Larsen Jensen (400m e 1500m livre)
Mark Gangloff (100m peito)
Matt Greevers (100m costas e 4 x 100m livre)
Michael Phelps (100m e 200m borboleta, 200m, 400m e 4 x 100m medley, 200m, 4 x 100m e 4 x 200m livre)
Nathan Adrian (4 x 100m livre)
Peter Vanderkaay (200m, 400m, 1500m e 4 x 200m livre)
Ricky Berens (4 x 200m livre)
Ryan Lochte (200m e 400m medley, 200m costas)
Scott Spann (200m peito)
Feminino
Alisson Schmitt (200m e 4 x 200m livre)
Amanda Beard (200m peito)
Caroline Burckle (4x 200m livre)
Christine Magnuson (100m borboleta e 4 x 100m medley)
Christine Marshall (4 x 200m livre)
Dara Torres (50m, 100m e 4 x 100m livre e 4 x 100m medley)
Elaine Breeden (100m e 200m borboleta)
Elizabeth Beisel (400m medley e 200m costas)
Emily Silver (4 x 100m livre)
Jessica Hardy (50m, 100m e 4 x 100m livre, 100m peito e 4 x 100m medley)
Julia Smith (4 x 100m e 4 x 200m livre)
Kate Ziegler (400m e 800m livre)
Kathleen Hersey (200m borboleta)
Katie Hoff (200m, 400m, 800m e 4 x 200m livre e 200m e 400m medley)
Kim Vandenberg (4 x 200m livre)
Lacey Niemeyer (4 x 100m livre)
Margareth Hoelzer (100m e 200m costas)
Megan Jendrick (100m peito)
Natalie Coughlin (100m e 4 x 100m livre, 100m costas, 200m e 4 x 100m medley)
Rebecca Soni (200m peito)
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Ups, she did it again!postado por Natação A satira do título, para que fique claro, é em cima da música de Britney Spears, que fique claro antes de qualquer coisa.
E é de Dara Torres que eu me refiro, que confirmou a classificação para mais uma prova em Pequim, desta vez nos 50m livre.
A veterana de 41 anos venceu a final da seletiva americana, com 24s25, novo recorde nacional.
Deixou Jessica Hardy em segundo, com 24s82.
Assim, Torres está classificada para os 50m, 100m e 4 x 100m livre na Olimpíada. O Blog do Coach informou que ela pode abrir mão dos 100m livre, devido ao desgaste. Já tem 41 anos e faz sentido. Vale mais à pena se concentrar na briga por uma medalha nos 50m e na medalha certa no 4 x 100m (a não ser que alguém faça besteira).
Mas, de qualquer maneira, ela fez a parte dela e se classificou para as provas.
Dara Torres vai disputar sua quinta olimpíada em Pequim. Esteve em Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Sydney-2000.
Tem nove medalhas olímpicas, sendo quatro de ouro, uma de prata e quatro de bronze. Todos os primeiros lugares foram com revezamentos, e as individuais são os terceiros nos 50m e 100m livre e 100m borboleta em Sydney.
Dara tem uma filha, Tessa, de 2 anos.
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Fluminense campeãopostado por Natação Outro dia, e não faz muito tempo, falei aqui que a natação do Fluminense está se recuperando. A comissão técnica teve mudanças e a equipe vai, cada vez mais, se acertando e se transformando na mais forte do Rio de Janeiro.
Pois neste fim de semana o Fluminense foi campeão estadual nas categorias juvenil e júnior. Foram 26 recordes batidos.
O clube já havia ficado com a quinta colocação no Brasileiro júnior e com a terceira no juvenil.
O treinador chefe do Fluminense é Luiz Raphael. Ele está há seis meses à frente da equipe.
Houve uma época em que os grandes do Rio brigavam acirradamente para ver quem levava o Troféu Brasil, o Finkel...
Que esses tempos voltem.
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Valeu, Hall!postado por Natação Gary Hall Jr. falhou na tentativa de se classificar para a Olimpíada de Pequim e pode até mesmo ter se despedido do esporte.
Na seletiva americana, ficou em quarto nos 50m livre, com 21s91. Pecou no tempo de reação, ruim, de 0s73, e o começo do nado.
Ele havia declarado, antes de a competição em Omaha começar, que estava muito confiante para conseguir uma das vagas. Não deu.
Hall Jr. disputou três olimpíadas. Esteve em Atlanta-1996, Sydney-2000 e Atenas-2004.
Tem cinco medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, e é o atual bicampeão olímpico dos 50m livre.
Em 1999, descobriu que tinha diabetes. Chegou a abandonar o esporte durante um tempo, mas voltou a tempo de treinar, competir e ser campeão olímpico em Sydney.
Hoje, viaja pelos Estados Unidos dando palestras e falando sobre como combater a doença. Se preocupa com outras pessoas.
Sempre foi polêmico, chegou a ser suspenso por doping, flagrado com maconha, e vai ser sempre lembrado por ter falado mais do que podia antes do 4 x 100m livre em Sydney, quando disse que pegaria sua guitarra para tocar o hino dos EUA após a vitória contra os australianos.
O resultado, todo mundo lembra: após a vitória da equipe da casa, Michael Klim subiu na baliza, virou para o rival e simulou estar tocando uma guitarra.
Essa ele teve de engolir a seco.
Hall é um sujeito dos legais. Sempre levou o esporte e a vida de maneira bem-humorada. Ninguém vai esquecer, também, de vê-lo chegando com roupões espalhafatosos nas piscinas antes de cair na água.
Hall vai fazer falta em Pequim. Se parar, vai fazer falta no mundo da natação, que precisa cada vez mais de gente como ele.
E antes que eu me esqueça, as vagas da equipe americana nos 50m livre ficaram com Garrett Weber-Gale, com 21s47, tempaço e recorde americano, e Ben Wildman-Tobriner, com 21s65. Parabéns para os dois.
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