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Espaço paraolímpico
Meu nome é Paulo Vitor Ferreira. Sou fanático por esportes adaptados e fiz a cobertura do Parapan 2007, do Meeting Internacional, do Circuito Loterias Caixa e de três clubes do Rio (Flu, Bota e Fla). Fui comentarista do SporTV e da TV BRASIL, onde trabalho, e colunista do LANCE! durante os Jogos de Pequim.
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Seleções de atletismo e natação treinam para os mundiais das modalidadespostado por Paulo Vitor A primeira fase de treinamentos das seleções de atletismo e natação paraolímpicas começou nessa semana na pista do CERV São José e na piscina do Conjunto Aquático Leonardo Sperate, em São Caetano do Sul (SP), respectivamente. O objetivo é a preparação para os campeonatos mundiais: o de natação será em agosto, na Holanda, e o de atletismo em janeiro de 2011, na Nova Zelândia.
“A seleção permanente já está se preparando para a Paraolimpíada de 2012”, explica Gustavo Abrantes, coordenador técnico do time da natação. O objetivo, segundo Gustavo, é conquistar em agosto, no Mundial, na Holanda, um bom número de vagas para o Brasil nos Jogos de 2012.
“Apesar da diminuição do número de vagas o Brasil aumenta o número de atletas nos Jogos desde Sidney. É esse crescimento que a gente pretende confirmar neste mundial”, ressalta Gustavo.
“Esse primeiro encontro já é a continuidade do processo de avaliação que fizemos em dezembro”, ressalta Ciro Winckler, coordenador técnico da seleção de atletismo. Antes das festas de fim de ano, ano passado, os atletas fizeram uma série de avaliações físicas. “Eles vão estar dando continuidade ao que foi avaliado”, explica Ciro.
Segundo o coordenador técnico, esses dias de trabalho serão para o acompanhamento dos principais atletas do país. “Esporte individual é diferente, você não precisa de um tempo para entrosar. É mais ver como os atletas estão treinando, aprimorar algumas coisas e corrigir outras”, justifica. |
Presente e futuro no esporte adaptado brasileiropostado por Paulo Vitor O esporte paraolímpico brilhou em 2009. Os nadadores Daniel Dias e Andre Brasil bateram vários recordes mundiais. Daniel conquistou o Laureus, o Oscar do Esporte, na categoria melhor atleta com deficiência do mundo e o Prêmio Brasil Paraolímpico. Andre foi tão bem em sua classe, a S 10, para competidores com menor comprometimento físico, que já sonha em disputar a Olimpíada de 2012. Isso mesmo! Ele não quer apenas a Paraolimpíada, mas sonha em participar dos Jogos Olímpicos de Londres.
No atletismo, Viviane Soares e Jonathan Souza brilharam no Parapan Juvenil da Colômbia e foram considerados as revelações do movimento paraolímpico. Já os remadores Josiane Lima e Elton Santana conseguiram o segundo lugar no Mundial da Polônia.
Soelito Gohr não pode ser esquecido. Ele foi campeão mundial de ciclismo adaptado, na Itália.
Esses foram alguns dos destaques do ano passado. Em 2010, existe um time que pode conquistar muitas medalhas para o país, como Gabriela Cantagallo e Ana Clara Cruz, na natação, a seleção de Futebol para Cegos, Romário, no Goalball, entre outros.
Caso continue nesse ritmo frenético, em 2012, o Brasil vai ultrapassar as 47 medalhas de Pequim-2008. Imagina como serão os Jogos do Rio, em 2016? Vontade não vai faltar para os desportistas paraolímpicos brasileiros. |
PRÊMIO BRASIL PARAOLÍMPICOpostado por Paulo Vitor O nadador Daniel Dias levou o troféu de melhor atleta masculino no Prêmio Brasil Paraolímpico, realizado terça-feira à noite, no Espaço Lamartine, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Na categoria feminina, Josiane Lima, vice-campeã mundial de remo na Polônia, classe double skiff misto, foi a vencedora.
Depois da brilhante participação no Mundial de Natação em Piscina Curta, com direito a oito ouros e oito recordes mundiais nas provas individuais, além de três pratas nos revezamentos, Daniel fechou o ano com mais uma conquista e agora só pensa em descansar.
“Quero agradecer primeiro a Deus, a meus patrocinadores, Mackenzie, Unimed Rio e ao Instituto Superar, além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, que sempre nos deu apoio. E agradecer muito aos que votaram em mim e aos meus pais, que estão aqui, por terem me criado desse jeito”, disse Daniel, que este ano também ganhou o Laureus, o “Oscar do esporte mundial”, na categoria paraolímpica.
Josiane Lima fez um discurso emocionado. “Esse prêmio é para vocês, meninas, e para todos os atletas paraolímpicos. Sofremos preconceito porque existe um padrão de beleza e por isso temos de enxergar com o coração”, disse a remadora, que fez questão de agradecer também a Elton da Conceição Santana, seu parceiro no barco vice-campeão mundial.
Jonathan Santos e Viviane Soares faturaram o Prêmio de revelação masculina e feminina. O alagoano Jonathan bateu oito vezes o recorde mundial do arremesso de peso este ano. A carioca Viviane Soares, de 13 anos, brilhou no Mundial de Jovens, promovido pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esporte para Cegos), em Colorado Springs, em julho, e subiu três vezes ao ponto mais alto do pódio: nos 100m, nos 200m e nos 400 m rasos, na classe B3 (cego parcial).
Walquíria Campelo foi eleita a melhor treinadora. Ela é a responsável pelo treinamento de atletas como Jonathan Santos e Rosinha. O Futebol de Cinco (deficientes visuais) venceu na categoria melhor equipe. Jorge Luiz Souza, o Chocolate, ficou com o troféu de melhor atleta-guia pelo trabalho com Terezinha Guilhermina. Erinaldo Chagas foi eleito o melhor oficial técnico.
A TV Record ganhou o prêmio de melhor reportagem de TV, com uma reportagem sobre o halterofilismo. Saulo Cruz e Zero Hora ganharam nas categorias melhor foto e melhor reportagem de jornal, respectivamente, ambos sobre o nadador Daniel Dias.
O Prêmio Brasil Paraolímpico também prestou uma homenagem especial aos abnegados professores de educação física que, por muitas vezes, trabalham de graça para ajudar o movimento paraolímpico. O professor Francisco Matias, de Pernambuco, foi escolhido para receber a homenagem. Os depoimentos e a presença de Chico, que descobriu Rosinha, emocionou a todos no Espaço Lamartine.
OS PREMIADOS
Melhor atleta masculino: Daniel de Farias Dias
Melhor atleta feminino: Josiane Dias de Lima
Revelação Masculina: Jonathan de Souza Santos
Revelação Feminina: Viviane Soares
Melhor equipe: Futebol de 5
Melhor atleta-guia: Jorge Luiz, o Chocolate (guia da atleta Terezinha Guilhermina)
Melhor oficial Técnico: Erinaldo Batista das Chagas, o Pit
Melhor Técnico: Walquíria da Silva Campelo
Melhor Reportagem de TV: TV Record
Melhor Reportagem de Jornal: Zero Hora
Melhor Foto: Saulo Cruz
Prêmio Especial: homenagem aos professores de Educação Física Adaptada, representados por Francisco Matias
Fontes: CPB e Instituto Superar
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MUNDIAL DE PISCINA CURTApostado por Paulo Vitor O Mundial Paraolímpico de Piscina Curta será realizado a partir do dia 29 de novembro, no Parque Aquático Julio Delamare, na Zona Norte do Rio. Os 30 principais nadadores do país participarão da competição. |
FALTA DE RESPEITO!postado por Paulo Vitor O livro de bolso do Botafogo que será lançado nesta segunda-feira, às 19h, na Livraria Saraiva, na Rua Lauro Müller, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, também é meu. Fiquei muito triste com a decisão da diretoria do clube de tirar o meu nome e com a omissão do jornalista José Antonio Gerheim. Fiz várias revisões, pois o "autor" da pequena obra não se preocupou em nenhum momento com a qualidade do trabalho. Tomara que essas revisões enviadas por mim à editora de Minas Gerais tenham sido feitas. Peço desculpas pela repetição da afirmação, mas o Srº Gerheim não está preocupado com qualidade. Espero que isso não aconteça com outros escritores em início de carreira. Foi uma total falta de respeito.
Com muita tristeza no coração,
Paulo Vitor Ferreira |
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PRANCHETA
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Tática de rugby O técnico da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas, André Veloso, e o defensor da equipe Guerreiros da Inclusão Marcelo Monteiro explicaram um pouco sobre a tática de defesa nesse esporte.
Segundo treinador e jogador, os dois defensores precisam proteger os cones e o central fecha o meio para que nenhum adversário apareça para marcar ponto. Esta tática é chamada de defesa em chave. O outro jogador fica à espera, fora da área, de um contra-ataque. No rugby para cadeirantes, os times possuem quatro atletas em quadra.
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