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Blog do MONTEIRO
Formado pela Facha, iniciei a carreira em 1989, como estagiário no movimento sindical. De lá para cá, jornalismo foi a única coisa que fiz profissionalemente. Pós-graduado em 1998, pelo Jornal o Dia, onde trabalhei em duas oportunidades, e pela UniverCidade, desde então atuo como repórter. Atualmente, sou responsável pela cobertura diária do Botafogo.
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O TRISTE FIM DE BEBETO DE FREITASpostado por Carlos Monteiro O mandato de Bebeto de Freitas chega ao fim de forma melancólica. Herói na volta do Botafogo à elite do futebol nacional, o ainda presidente alvinegro deixa o clube isolado. Antes rodeado de alvinegros dispostos a mudar definitivamente o caos que habitava General Severiano, agora sai sem um único aliado. Mal-humorado incorrigível, de estilo centralizador, fez inúmeros desafetos.
Manoel Renha que o diga. Financiador da construção do Centro de Treinamento João Saldanha, com dinheiro do próprio bolso, Renha teve despesa como retribuição. Interessado em um camarote no Engenhão, Bebeto não aliviou: cobrou nada menos que R$ 90 mil para que o mecenas desfrutasse do local.
Ninguém duvida que Bebeto de Freitas foi um dos melhores presidentes do clube, que ajudou a resgatar o orgulho alvinegro. Principal articulador para a obtenção do Engenhão, Bebeto não conseguiu tornar o moderníssimo estádio na verdadeira casa do Botafogo. Megalômano, rejeitou propostas por considerá-las abaixo da grandeza do clube e acabou por transformar o Estádio Olímpico João Havelange em um verdadeiro elefante branco. Pouco mais de um ano após vencer a licitação, não conseguiu nem uma empresa sequer para explorar o estádio. Salvo o setor vip, explorado pela Visa, que vive sempre às moscas.
O Engenhão, inclusive, foi um dos principais motivos para a perda de espaço político de Bebeto. Antigos aliados não se conformam com a catastrófica administração do estádio. Tanto que a maioria deles rejeitaram imadiatamente a sugestão de transformar o hoje presidente em administrador do estádio.
Assim como em 2003, quando assumiu o Clube da Estrela Solitária, Bebeto deixa o Botafogo quase como o encontrou. Jogadores, como Carlos Alberto e Triguinho, buscam a Justiça trabalhista para conseguir receber o que lhes é devido, cofres vazios praticamente iviabilizam a próxima administração, sem contra os enormes problemas estruturais como atraso de salários e as precárias condições das sedes de General Severiano e Marechal Hermes. No currículo, um único título: o carioca de 2006. Quem diria, Bebeto se vai sem deixar saudades. |
Desncanse em paz, poeta de todas as Vilas!postado por Carlos Monteiro O Rio amanheceu mais triste nesta segunda-feira. Como se não bastasse a iminente queda de Vasco e Fluminense à Segundona do Brasileiro, Luiz Carlos da Vila, bamba do samba e profundo conhecedor da alma carioca, com seus botequins e afins, morreu, vítima de câncer.
Certa vez fui levado pelo amigo Antônio Jorge, lá de Irajá, à casa do poeta, na vizinha Vila da Penha, bairro do subúrbio da Leopoldina. Muito samba e comida da boa. Luiz, cercado por amigos e pela boa música era a imagem da felicidade, assim como eu e meu amigo, encantados com aquela roda dos sonhos. Já conhecia algumas jóias da obra do bamba, mas depois daquele dia passei a acompanhar Luiz bem mais de perto.
A proximidade aumentou ainda mais porque sou amigo de Luiz Carlos Máximo, jornalista e parceiro do mestre. Fui a vários shows. Assisti a várias canjas, seja no Samba do Trabalhador ou em participações nas mais variadas rodas do Rio.
Luiz Carlos da Vila, certa feita, explicou assim a origem do sobrenome que o samba lhe deu: "Comecei como o Luiz Carlos da Vila Isabel. Mas um amigo chegou a conclusão de que sou o Luiz Carlos de todas as Vilas. Vila da Penha, Vila Kenedy, Vila Kosmos..."
Eu dira, mestre: Luiz Carlos do Brasil.
Descanse em paz, poeta! |
O autoritário STJDpostado por Carlos Monteiro Não poderia ficar sem tecer um comentário sobre o grande circo que se transformou o STJD. Em um dia, suspende Jorge Henrique e Carlos Alberto, no outro, concede efeito suspensivo aos jogadores. E as penas de 120 dias e oito jogos imputadas a Jorge Henrique e Carlos Alberto, respectivamente, além de exageradas, revelam o lado autoritário dos auditores do referido tribunal. Imagine a cena: auditor de bermuda, domingo de sol, cervejinha gelada e um amendoinzinho para acompanhar. Na telinha, um clássico nacional. Então, durante a trasmissão, vossa senhoria vê uma cena que julga inadequada, seja esportiva, ética ou moralmente e resolve punir o pivô dela. E se na súmula do jogo não constar nada? Dane-se o árbitro, pensa o auditor. No seu mundo, que se resume apenas ao seu próprio umbigo, não existe nada mais importante que a sua própria vontade. Que se danem os outros, pensa vossa senhoria. Uma vergonha! Lamentável! |
Internauta detona Cucapostado por Carlos Monteiro A situação continua caótica para Vasco e Fluminense. O Botafogo despediu-se do título e luta por uma vaga na Libertadores. Já o Flamengo entrou no G4 e muito provavelmente conseguirá uma vaga Libertadores.
Como a intenção do blog é dar espaço aos internautas, publico abaixo texto de Fábio Aguiar. Ele analisa, sob uma ótica bem particular, o jeito Cuca de ser. Concordo com ele.
Basta!
(Fábio Aguiar)
Eu sou uma das pessoas que gosta do trabalho do técnico Cuca, mas ele precisa chorar menos. Desta vez, ele passou dos limites. Após a derrota do Fluminense para o Coritiba, no Maracanã, ele voltou a criticar a arbitragem por não ter marcado uma penalidade a favor do Tricolor no começo do jogo: “Aos três minutos houve o lance do jogo. Foi muito pênalti. Ali, nosso time se perdeu”, comentou o treinador.
Poderia passar uma semana citando exemplos que acabariam com este argumento do treinador, mas vou me limitar a falar sobre o jogo a que assisti, entre Portugal e Dinamarca, pelas eliminatórias européias para a Copa de 2010.
A partida estava empatada em 1 x 1 quando, aos 40 do segundo tempo, o árbitro marcou pênalti para Portugal, time da casa. Foi um cruzamento para a área dinamarquesa em que o zagueiro e o atacante correram em direção à bola. Houve o choque e o apitador marcou falta do defensor. Aqui no Brasil, seria lance para mais de cinco minutos (sendo bem econômico) de reclamação de jogadores e de show de treinador na lateral do campo.
Lá, nos mesmos cinco minutos, a Dinamarca fez 3 a 2. Como assim? Não entendeu? Vou explicar: aos 41, Deco converteu a penalidade, colocando Portugal em vantagem. Aos 44, os dinamarqueses empataram e alcançaram a virada com um gol aos 46 do segundo tempo.
Além de não reclamarem, os dinamarqueses não “se perderam”. Eles partiram para cima e viraram o jogo. Agora, como pode o Cuca dizer que o time do Fluminense se perdeu aos três minutos do primeiro tempo? Vale ressaltar que o Tricolor saiu em desvantagem no placar, mas terminou a etapa inicial vencendo por 2 x 1. Será que no vestiário, mesmo com a vantagem, o treinador não conseguiu fazer a equipe se achar?
Não agüento mais essa ladainha e tanto choro após as derrotas. Os minutos finais do jogo entre Portugal e Dinamarca deveriam servir de tema para palestras para treinadores e jogadores que, rotineiramente, utilizam-se de erros, ou supostos erros, de arbitragem para justificar os maus resultados.
É hora de dar um basta nesta situação! Jornalistas e comentaristas esportivos dos grandes veículos de comunicação: por favor, reproduzam em seus programas, repetidamente, os lances finais do jogo Portugal e Dinamarca, para ver se estes “professores” e “atletas” aprendem como se deve agir. Até porque, ninguém recusa os três pontos quando um erro de arbitragem os beneficia. |
Quanto sofrimento...postado por Carlos Monteiro O drama de vascaínos e tricolores não tem fim. Depois de mais um vexame - a eliminação da Copa Sul-Americana com goleada sofrida para o Palmeiras - Tita deu adeus à Colina Histórica. Já foi tarde demais. Para dizer que não fez nada de bom em São Januário, o ex-jogador, na saideira, externou o sentimento de todo torcedor da cruz-de-malta. "tem jogador no elenco que não tem a menor condição de jogar no Vasco", essas foram as últimas palavras de Tita. Boa... Mas se sabia disso porque aceitou o cargo? Como diria Caetano, em "Sampa": "a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Com o adeus de Tita, Renato Gaúcho, ele mesmo, que quando técnico do Fluminense disse que o Tricolor iria brincar no Brasileiro. Espero que tenha menos empáfia e mais competência na Colina.
Pelos lados das Laranjeiras, Cuca tenta a todo custo dar padrão de jogo a um time desfigurado e arrasado pela perda de Libertadores, pelos poucos treinos comandados por Renato Gaúcho e pelo desmonte de um elenco que, se não era espetacular, pelo menos dava ao torcedor a sensação de que o time poderia ter melhor sorte. Além disso, a Unimed, a dona do departamento de futebol do clube, continua com a mania de contratar sem critérios. A moda agora, na Laranjeiras, é trazer jogadores da Série B, casos de Ciel (Ceará) e Elias (Bahia). Será que já preparam a equipe para o descenso no ano que vem?? Com a palavra, Roberto Horcades.
Por falar em Roberto Horcades, por que o presidente tricolor não deu queixa das ameaças que sofreu por não distribuir ingressos às organizadas? Vale lembrar que Bebeto de Freitas, seu colega de Botafogo, não cedeu às ameaças, comprou briga com torcedores de facções organizadas, e parou com a distribuição de ingressos. Pelo que eu saiba - e olha que como setorista do Glorioso vou ao clube todos os dias - ninguém morreu e nem foi agredido em General Severiano. |
Cara-de-pau tem de ter limite, Tita!postado por Carlos Monteiro Da rodada, do mole que deu o Botafogo, da pisada na bola do Flamengo, da iminência de rebaixamento de Vasco e Fluminense, tudo isso já foi vastamente comentado por meus colegas nas páginas ou na web. Mas uma declaração, em especial, sinto necessidade de abordar. Nestes mais de 30 anos acompanhando futebol, seja apenas como torcedor ou como profissional da área, já ouvi as mais diversas desculpas esfarrapadas para justificar todo e qualquer insucesso. Mas a utilizada por Tita para explicar a vexatória derrota em São Januário extrapola o limite da cara-de-pau.
Abusando da capacidade intelectual de seus interlocutores, o covarde treinador do Vasco, que considerava, pelas alterações que fez, o empate contra o Náutico, EM CASA, um bom resultado, justificou o injustificável, a derrota em São Januário para o time pernambucano, como mais um resultado obtido às custas de um mirabolante esquema da arbitragem para mandar o Vasco para a Segundona.
Abre aspas para o treinador vascaíno: "As expulsões foram justas. Mas tem de se olhar também o outro lado. Vou conversar com o nosso presidente para ver como podemos resolver isto".
O que quer dizer Tita? Sente saudade do tempo em que as arbitragens eram armadas para favorecer o Vasco? Outro dia, Edmundo deixou o campo chorando e reclamando de algo pareceido, que ninguém ajuda o Vasco. E não tem de ajudar mesmo, Edmundo. O Vasco é que tem de fazer força para se ajudar. E não tem essa não, Tita.
Caro Tita... o Vasco está onde está porque o time é ruim de doer. Além disso, Tita, você apequena ainda mais o Vasco com substituições que visam sempre fechar o meio-de-campo, não deixar o adversário jogar. Mas Tita, para vencer, nem que seja para sair da zona de rebaixamento, é preciso ousadia, audácia, acreditar que é possível sempre. Mas que nada né, Tita... Melhor é pegar o menino Alex Teixeira - ao lado de Madson e agora de Leandro Amaral o úncio a jogar algo parecido com o que chamamos de futebol - e tirá-lo do time para colocar em campo o poderoso Vilson, zagueiro medíocre como todos os outros que estão em São Januário. Francamente...
A diretoria também tem uma enorme parcela de culpa pelo desastre que se avizinha. Ciente de que o elenco montado (ou desmontado, sei lá) pela antiga diretoria era frágil, como cansou de criticar em discurso de campanha, resolveu, como grande novidade para mudar a situação caótica, não contratar dois reforços de peso, mas sim nomear Neca (quem?) vice-presidente de futebol, e Tita, ex-treinador do Macaé, para dirigir o futebol do clube. Deu no que deu. Uma lástima... |
Lamentável!postado por Carlos Monteiro Até mesmo os jogadores da Seleção Brasileira perderam a noção do quão grandiosa é a história da única camisa cinco vezes campeã mundial. Perguntado se considerava o Chile, adversário de domingo pelas Eliminatórias, favorito, Gilberto Silva não titubeou: - É claro que o Chile é favorito. Uma lástima. Na avaliação do jogador, o país cinco vezes campeão do mundo está em um patamar abaixo do que nossos vizinhos sul-americanos. Tristes sinais da degradação de nosso futebol, tão estimulada pelo ineficiente Dunga. |
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