|
Um brinde ao Bindipostado por Mauro Beting Um minuto de barulho pela alegria de ser amigo de Luiz Fernando Bindi.
Uma vida de silêncio pela dor de ter perdido um amigo de 35 anos.
O Bindi é bom. É ótimo.
(E me recuso a escrever no passado. O Bindão foi um presente para todos que o conheceram. Seguirá sendo uma luz e inspiração).
Daquelas pessoas que querem o bem, que querem bem, que fazem bem, que fazem o bem.
Sei que ele não quer a gente triste. Mas como? Somos pequenos, Inferiores quando comparados a pessoas como ele.
Somos egoístas quando achamos que o mundo acabou.
Não acabou. Mas ficou pior sem o Bindi.
O texto abaixo é o prefácio para “Futebol é uma Caixinha de Surpresas”, primeiro livro de Luiz Fernando Bindi, lançado em 2007 pela Panda Books.
Eu orgulhosamente o escrevi para um dos mais queridos amigos que tive nos últimos anos.
Um cara com o coração e a cabeça do tamanho dele. Enormes. Eternos.
Um amigo que o coração tirou da terra nesta terça-feira, com apenas 35 anos.
Um vazio armagedônico se abre.
Porque Bindi era o futebol que amava.
Um dos poucos caras que conheci que sabiam definir tantas coisas indefiníveis.
Um colega que, mais uma vez, me deixa sem palavras.
Desculpem se vocês não conhecem o Bindi. Uma pena em todos os sentidos.
Mas pensem em alguém que mereça todo o carinho e respeito.
Imaginem o que é perdê-lo.
E tão jovem.
Esse é o Bindi. Para sempre.
"O BAÚ DO BINDI"
Não tem nada mais futebol na nossa vida que o futebol.
Tá bom: não tem na vida nada mais imperfeito, falível, emocionante, sublime, apaixonante, exasperante que o futebol.
E depois divagamos o porquê de o futebol fazer tanto sucesso em tantos campos além do campinho nosso de cada domingo...
Onde o pior ganha do melhor? Na sua firma e no nosso estádio.
Onde um sapo enterrado pode fazer estragos no mais bem bolado e executado plano? No placar de um jogo.
Onde altos e Romários, Ronaldos e magros, Diegos e Pelés (ops, Pelé não tem plural) se dão bem e podem se dar bem?
Nada é mais democrático que o futebol. Mesmo com a Pelécracia, todo mundo joga, entende, discute e ama futebol. Até quem odeia precisa ser amado. Porque futebol não é só amar um time e um drible. É odiar a camisa alheia, é desbotar a cor rival.
Futebol é assim. É preto ou branco. E é preto com branco. É cinza. É renascer dela. É ver estrelas. É torcer por buracos negros.
Quem ama futebol, mesmo, talvez prefira a última frase. É fácil amar futebol num Fla-Flu de Maracanã lotado. Quero ver uma Javari vazia numa tarde de terça com jogo de quinta. Esse é o amante do futebol. Que não se importa com o placar, nem com a vitória. Ele se importa com o mais desimportante jogo e jogador. Esse ama o futebol sem pedir vitória.
Esse é o torcedor. Que vibra com o título. Mas que vibra, mesmo, por estar ao lado. Por estar na arquibancada. Por estar junto. Como amigo que é. Como amante que é.
Esse é Luiz Fernando Bindi. Ele vai ao Maracanã. Mas sabe o que é a Javari. Por isso sabe mais que muitos. Tem jornalista que consulta o Google, tecla o Yahoo!, vai aos livros. Na Rádio Bandeirantes, nós chamamos o Bindi. E ele atende sem precisar ser chamado. Geografia, futebol, tática, filosofia, cores, estádios, religião? Bindi está no ar.
Não por acaso ele sabe como nenhum outro no mundo – e não é chute, é fato – os distintivos dos clubes. Bindi é um escudo que nos blinda da ignorância. É um distintivo de conhecimento.
O futebol é um baú de surpresas. O livro de Bindi traz algumas das tantas histórias que esse farejador viu, leu e ouviu. Como amante dos fatos. Como apaixonado pela paixão do futebol que não se escreve. Das grandes ligas às histórias sem liga. Do maior espetáculo de craques ao menor futebolixo de bagres.
Histórias que são maiores que nomes e números. Porque são humanas como o futebol. A melhor definição indefinível do homem.
|
Rodada 13postado por Mauro Beting FLAMENGO 0 X 1 VITÓRIA - O gol de Tardelli foi legal. Há como discutir o pênalti para o Vitória no primeiro tempo. Mas é indiscutível que o contragolpe baiano segue letal. E o Flamengo, não segue o mesmo.
GRÊMIO 1 X 0 CRUZEIRO - Rafael Carioca deu um passe de qualidade para Paulo Sérgio marcar um golaço. Mais não fez o Tricolor porque Fábio salvou o que a defesa celeste bobeou. A despeito dos desfalques celestes, foi atuação convicente do Grêmio e de seu jovem meio-campo, bem articulado por Tcheco.
SÃO PAULO 2 X 1 BOTAFOGO - O jogaço do Morumbi tem post logo abaixo.
GOIÁS 2 X 3 PALMEIRAS - Qual é a do Palmeiras? O time que joga muito contra o Fluminense ou o que nada marca contra o Goiás? A vitória esmeraldina passou pelos rodados Romerito e Iarlei. Mas falta muito ao time de Hélio dos Anjos.
NÁUTICO 1 X 1 INTERNACIONAL - Arbitragem polêmica e já comentada. Mas um bom jogo. O Colorado perdeu a chance de vencer bem com um tonel de gols perdidos por Nilmar. Mais uma atuação interessante da gurizada gaúcha. O Náutico, na estréia de Pintado, ainda precisa voltar ao nível inicial. O que é difícil.
FLUMINENSE 1 X 0 FIGUEIRENSE - Outro time o Figueira, com PC Gusmão. Bom, muito bom. O Flu ainda não é outro. Ou melhor, o mesmo. Elenco com codição de brigar pelo título.
ATLÉTICO-MG 3 X 2 CORITIBA - Dorival Júnior é treinador que gosta de atacar. Tem bons nomes para tanto. Mas a defesa fica por demais exposta. E não tem grande qualidade. O Galo também tem muitos problemas. Mas conseguiu virada que pode virar alguns humores no clube.
ATLÉTICO-PR 3 X 1 VASCO - O primeiro gol de Joãozinho, na Arena: o ala Nei vira o jogo para o ala Márcio Azevedo cruzar para o gol. Pelos lados, algo que o Furacão não tinha nos últimos tempo, foi construída bela vitória contra um Vasco que precisa acordar.
SANTOS 1 X 0 SPORT - O rubro-negro pode reclamar da arbitragem. E do time, também. É preciso acabar com a festa da Copa do Brasil. Como o Santos terminou o jejum sem vitórias. Mas ainda precisa jogar um futebol mais consistente. Falta muito ao time de Cuca.
IPATINGA 4 X 1 PORTUGUESA - Em casa, uma vitória que pode ser um marco para o time mineiro. Ou apenas mais um mau resultado para a Lusa, que muda de treinador, mas está longe de mudar a fase.
|
Ramires, enfimpostado por Mauro Beting
Com semanas de atraso, o volante cruzeirense foi convocado para a seleção olímpica.
Ainda falta um zagueiro na lista de Dunga.
Mas o meio-campo estará melhor composto, sem perder qualidade ofensiva.
Claro que Robinho, pela técnica e ascendência, fará enorme falta.
Ainda assim. é um chamado mais que merecido. |
São Paulo 2 x 1 Botafogopostado por Mauro Beting
Uma das melhores partidas do BR-08 foi ainda mais corrida pela ó-tima arbitragem de Leandro Vuaden (que não marca todas as faltas e deixa o jogo correr solto, embora pudesse marcar um pênalti de Diguinho em Éder Luís). São Paulo foi mais eficiente, ganhou por 2 a 1, e encosta no G-4.
Desde a bela vitória sobre o Palmeiras, Muricy resolveu apostar no 4-2-2-2 (deixando na prancheta o dileto 3-4-1-2). Éder e Alex Cazumba (no seu primeiro jogo como titular tricolor atuando no Morumbi) foram as escolhas iniciais para as laterais. Jorge Wágner foi volante ao lado de Zé Luís, liberando Hernanes para articular com Hugo. A dinâmica de Éder Luís e Dagoberto (que garantiram a bela vitória no Barradão) foi repetida no Morumbi, com Aloísio no banco.
Ney Franco também apostou no que deu certo na rodada anterior, mantendo o time da boa vitória sobre o Ipatinga, com um losango no meio-campo: Diguinho próximo aos zagueiros, vigiando o velocíssi-mo ataque tricolor e começando com qualidade o jogo, com Túlio saindo mais à direita, Zé Carlos mais enfiado pela esquerda, e Lúcio Flávio mais próximo aos atacantes. Triguinho voltou a ser lateral pela esquerda, com o volante Thiaguinho novamente improvisado pela outra lateral, saindo muito bem para apoiar.
O clássico começou quatro minutos antes da hora. A pressa do árbi-tro contagiou os times. Com menos de três minutos, a zaga do Botafogo salvou quase sobre a linha dois gols paulistas. Com o ataque inspirado e Hernanes dando gás, o São Paulo mandou nos primeiros 10 minutos. Até o Botafogo acertar o pé, sair bem pelos lados, e explorar a agilidade de Jorge Henrique. Até os 20, os cariocas dominaram o ótimo jogo, que ficou igual até os 32 minutos. O ritmo já não era o mesmo (nem poderia ser), as marcações estavam “encaixadas” (como virou moda entre treinadores e trainees), até Cazumba acertar seu primeiro lance e ser atingido pelo afobado Castillo. Primeiro pênalti para o São Paulo no BR-08, primeiro gol de Rogério na competição, 80º. na carreira. Uma bomba indefensável no canto esquerdo de Castillo.
O clássico seguiu igual no segundo tempo. Com o São Paulo mais recuado, tentando explorar o contragolpe com Éder e Dagoberto bem abertos, o Botafogo ficou mais com a bola. Perdeu enorme chance com Lúcio Flávio, com 5 minutos. Outra com Jorge Henrique, aos 12, logo depois de entrar (e bem) Carlos Alberto para armar com Lúcio Flávio (que foi fazer a de Túlio, pela direita). Muricy respondeu rápido com Juninho no lugar de Cazumba. Mais um zagueiro para conter o time que mais cruza bolas no campeonato. Jorge Wágner virou ala, Hernanes voltou a ser volante, e apenas Hugo foi armar. O 3-4-1-2 tricolor estava de volta. Mas o São Paulo ficou só atrás, defendendo-se de um Botafogo cada vez mais consis-tente.
Aos 19, Ney tirou Lúcio Flávio e abriu Gil pela esquerda, numa linha de meias com Jorge Henrique e Carlos Alberto. O apagado Welington Paulista ficou à frente, com Diguinho e Zé Carlos começando o jogo pelo meio. Muricy desistiu do contra-ataque e reforçou a bateria antiaérea com Aloísio, que aos 22 substituiu o pregado Éder Luís.
O São Paulo até melhorou, mas Carlos Alberto foi mais feliz, aos 32. Num chute da entrada da área que bateu em dois rivais, marcou seu primeiro gol alvinegro. Do mesmo modo como havia marcado seu primeiro gol tricolor, em 2008, num chute torto que bateu na zaga e venceu o clássico contra o Santos.
O que o São Paulo havia errado, o Botafogo resolveu devolver. Deu a bola e o campo ao bicampeão brasileiro, e o empate num belo gol de Dagoberto, aos 43. Gol de um time que conseguiu superar um ótimo rival. E que volta à turma de cima. Com futebol para ficar.
|
BOTA-TEIMA RODADA 13postado por Mauro Beting NOTA: Por motivos de força menor, em breve os comentários da rodada.
[[[[[A INTENÇÃO DO BOTA-TEIMA É LISTAR ERROS DE ARBITRAGEM – OU LANCES EM QUE INTERPRETEI, COM A AJUDA DA TV, DE FORMA DIFERENTE; O ESPAÇO É LIVRE PARA DETONAR O APITO E ESTE QUE VOS BLOGA. PARTICIPE. AO FINAL DAS CONTAS, FAÇO UM SALDO DOS ERROS IMPORTANTES QUE TIRARAM – OU BOTARAM – PONTOS DOS TIMES
LEMBRANDO QUE DIFICILMENTE ESTARÃO LISTADOS LANCES DE EXPULSÃO]]]]]
FLUMINENSE 1 X 0 FIGUEIRENSE
Ricardo Marques Ribeiro (MG) não marcou pênalti discutível no catarinense Marquinhos, aos 34 do segundo tempo. Estava 0 x 0. Eu não teria marcado.
Figueirense prejudicado -
Ricardo Marques Ribeiro (MG) não marcou falta de Washington na bola cruzada sobre a área catarinense. Thiago Neves pegou o rebote e fez o gol. Lance bem discutível. O atacante tricolor ergue o braço em direção à bola, e acerta o braço do goleiro do Figueira. Foi falta.
IPATINGA 4 X 1 PORTUGUESA
Ipatinga prejudicado –
Wilson de Souza Mendonça (PE) não marcou pênalti sobre Marinho. Estava 4 x 1.
SANTOS X SPORT
Sport prejudicado –
Luís Sardinha (DF) e o assistente Ediney Mascarenhas (RJ) marcam impedimento inexistente, em lance muito difícil. Roger estava em posição legal quando recebeu cruzamento da esquerda, e, no rebote do goleiro Felipe, fez o que seria o primeiro gol do jogo, na Vila Belmiro.
GOIÁS 3 X 2 PALMEIRAS –
Goiás prejudicado –
Alício Pena Júnior (MG) e o assistente Helberth Andrade (MG) não marcaram impedimento de Alex Mineiro, que estava em posição irregular (29cm, pelo tirateima global) quando recebeu a bola no lance do primeiro gol palmeirense. Estava 2 x 0 Goiás.
Palmeiras prejudicado –
Alício Pena Júnior (MG) não marca pênalti de Ernando em Kléber, aos 2min. Estava 2 x 2.
ATLÉTICO-PR 3 X 1 VASCO
Wallace Valente (ES) não marcou pênalti aos 37, quando a bola bateu no braço do vascaíno Eduardo Luiz, depois de toque do atleticano Julio dos Santos. Eu também não marcaria.
FLAMENGO 0 X 1 VITÓRIA
Elmo Resende Cunha (GO) não marcou pênalti do flamenguista Bruno em Willans, aos 10min. Eu não teria marcado a falta pedida pelos baianos.
Flamengo prejudicado –
Elmo Resende Cunha (GO) e a assistente Márcia Caetano (RO) anularam lance que daria em gol legal do Flamengo. Diego Tardelli não estava impedido quando teria aberto o placar, aos 2min.
SÃO PAULO 2 X 1 BOTAFOGO
São Paulo prejudicado –
Leandro Vuaden (RS) não marca pênalti de Diguinho em Éder Luís. Estava 0 x 0. Lance muito rápido e difícil. Eu, na cabine, não teria marcado. Revendo pela TV, foi falta.
NÁUTICO 1 X 1 INTER
Internacional prejudicado –
Rodrigo Cintra (SP) não marcou pênalti sobre o colorardo Marcão do zagueiro timbu Vágner Silva. Lance discutível, como da outra mão na bola do mesmo Marcão, em chute do pernambucano Gilmar, na área gaúcha. Esta, eu não marcaria. A primeira infração era “marcável”.
Internacional prejudicado –
Rodrigo Cintra (SP) marcou pênalti a favor do Timbu quando o volante Ticão caiu dentro da área, aos 13min do segundo tempo.
Náutico prejudicado –
Rodrigo Cintra (SP) e o assistente Alessandro de Matos (BA) não marcaram impedimento de Nilmar, que empatou o jogo, nos Aflitos.
[[[[[SALDO TOTAL DEPOIS DE 13 RODADAS]]]]
PREJUDICADOS:
SEIS PONTOS A MENOS: Grêmio
TRÊS PONTOS A MENOS: Botafogo, Figueirense
DOIS PONTOS A MENOS: Goiás, Coritiba, Flamengo
UM PONTO A MENOS: São Paulo, Vasco, Portuguesa, Atlético-MG, Internacional
BENEFICIADOS:
UM PONTO A MAIS: Fluminense, Sport, Náutico
DOIS PONTOS A MAIS: Palmeiras, Vitória
TRÊS PONTOS A MAIS: Cruzeiro
CINCO PONTOS A MAIS: Santos
|
BOTA-TEIMA RODADA 12postado por Mauro Beting
[[[[[A INTENÇÃO DO BOTA-TEIMA É LISTAR ERROS DE ARBITRAGEM – OU LANCES EM QUE INTERPRETEI, COM A AJUDA DA TV, DE FORMA DIFERENTE; O ESPAÇO É LIVRE PARA DETONAR O APITO E ESTE QUE VOS BLOGA. PARTICIPE. AO FINAL DAS CONTAS, FAÇO UM SALDO DOS ERROS IMPORTANTES QUE TIRARAM – OU BOTARAM – PONTOS DOS TIMES
LEMBRANDO QUE DIFICILMENTE ESTARÃO LISTADOS LANCES DE EXPULSÃO]]]]]
VITÓRIA 1 X 3 SÃO PAULO –
Vitória prejudicado –
Sérgio Carvalho (DF) e Pedro de Araújo (AL) anulam lance que daria em gol do Vitória, aos 5min. Jogada difícil, o assistente marcou saída de bola.
PORTUGUESA 3 X 2 NÁUTICO
Náutico prejudicado –
Ricardo Marques Ribeiro (MG) não marcou pênalti sobre o atacante pernambucano Felipe, aos 22min.
Portuguesa prejudicada –
Ricardo Marques Ribeiro (MG) não marcou pênalti em Diogo, da Lusa.
[[[[[SALDO TOTAL DEPOIS DE 12 RODADAS]]]]
PREJUDICADOS:
SEIS PONTOS A MENOS: Grêmio
TRÊS PONTOS A MENOS: Botafogo
DOIS PONTOS A MENOS: Figueirense, Goiás, Coritiba
UM PONTO A MENOS: Flamengo, Fluminense, São Paulo, Vasco, Portuguesa, Atlético-MG
BENEFICIADOS:
UM PONTO A MAIS: Internacional
DOIS PONTOS A MAIS: Palmeiras, Sport
TRÊS PONTOS A MAIS: Cruzeiro, Santos
|
Rodada 12 - Parte 1postado por Mauro Beting
CRUZEIRO 1 X 0 ATLÉTICO-PR – Wágner foi o desfalque de última hora de Adilson. O ataque não era o ideal. Faltava um meio-campo mais robusto. Não foi uma grande partida, mais uma vez. Mas como aconteceu nas últimas duas rodadas, contra Ipatinga e Atlético Mineiro, o Cruzeiro achou um gol depois dos 40, com uma solução que veio do banco, e do meio - Elicarlos. Castigo para o Furacão, que segue não achando seu jogo. Muito menos os pontos.
SPORT 2 X 2 GRÊMIO – O primeiro tempo eu não vi. Mas, pelo que li, melhor não ter visto. Mas o segundo, pelo pouco que vi, poderia ter visto melhor. Bom jogo, e empate justo. Melhor para o Grêmio, por ser no Recife, e por Tcheco ter voltado bem à equipe. Quanto ao esquema com três zagueiros, o Sport pode repetir. Não é má idéia.
VITÓRIA 1 X 3 SÃO PAULO – O Tricolor chegou tarde ao Barradão, mas volta da Bahia com um senhor resultado. O gol de Hugo aos 17min facilitou a tarefa tricolor no contragolpe contra o velocíssimo time baiano. Gol nascido dos pés talentosos de um volante que chega como meia como Hernanes. E, na dura segunda etapa, bem defendida por Ceni, a aposta no contragolpe veloz com Dagoberto e Éder Luís foi plenamente recompensada com dois golaços dos atacantes. Baita vitória.
PALMEIRAS 3 X 1 FLUMINENSE – O Tricolor começou melhor até o Verdão acertar a marcação com Sandro Silva. O jogo era igual quando Kléber abriu o placar. Washington respondeu dois minutos depois num resultado justo, mas num placar amplo para pouco futebol. O segundo tempo foi diferente: o placar foi injusto com a superioridade paulista. Dez chances foram criadas, apenas duas concluídas pelo Palmeiras de Kléber e Leandro, contra um Flu que marcou mal, também pelas mexidas ruins de Renato.
FIGUEIRENSE 3 X 0 SANTOS – Cuca resolveu apostar no “básico” modelito 4-2-2-2. Mas com uma equipe tão desatenta, nervosa e desentrosada, qualquer rival parece uma máquina. O Figueira tem melhorado claramente com PC Gusmão. Mas o placar dilatado se deve muito mais ao pavoroso momento santista. Algo que a simples, digo, complexa troca de treinador não resolve. Se Leão e Cuca, que são ótimos, não deram certo (com perfis distintos), quem dará?
BOTAFOGO 4 X 0 IPATINGA – Passeio alvinegro no Engenhão. A bolha de bom futebol do Ipatinga murchou e o fraco elenco voltou ao normal. O Fogão pode celebrar o bom resultado seguido. Mas é dever dizer que os dois últimos rivais foram os lanternas do BR-08. Ainda assim, a seriedade e a aplicação da equipe foram determinantes para a goleada.
PORTUGUESA 3 X 2 NÁUTICO – Com 31min, a torcida que foi ao Canindé ensaiada para atazanar Benazzi estava com o prato de tremoços feito. Dois a zero para o Náutico, e um pênalti não marcado para o Timbu (e outro também marcável para a Lusa). Tudo caminhava ao cadafalso até a comovente virada lusa, aos 45min, com todo o elenco apoiando o treinador. Ao menos até a próxima rodada.
|
| |
PRANCHETA
 |
Botafogo-08 Difícil desenhar equipe tão móvel. Mas, sem a bola, esse é o Botafogo que chega com muita gente ao ataque. Cuca diz que é um 3-4-3. Mas, muitas vezes, é mais um 3-3-2-2. Ou coisa parecida
|
|
|
|
|
|