BLAG DO MAURO

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Brasil 6 x 2 Portugal - acredite...

postado por Mauro Beting


Pelo jeito, na festa de encerramento da temporada portuguesa, a FPF irá anunciar Luxemburgo, Autuori ou Muricy para o lugar de Carlos Queiróz...

Brasil x Portugal fizeram um jogo de Copa do Mundo no primeiro tempo no Gama, 40 anos depois de Pelé fazer no Vasco o gol mil, no Rio.

Danny fez um gol de letra portuguesa com 3min, em falha brasileira na zaga.
Aos 8, contragolpe armado pelo brasileiríssimo Robinho, com a chancela do ex-brasileiro Pepe, deu no golaço de Luís Fabiano. O primeiro. Porque o Brasil seguiu contra-atacando um Portugal que se achou em casa, e não encontrou Kaká, que armou todo o belo lance para outro golaço de Fabiano, que deu a cambalhota no placar, como narram em Portugal.

Na segunda etapa, com Nani aberto pela direita, Raul Meirelles pare tentar fechar a entrada da área, Portugal foi para cima nos primeiros 10 minutos. Estava melhor porque o Brasil, mesmo corretamente posicionado, parecia abdicar do ataque.
Até uma jogada brilhante de todo o ataque terminar num golaço de Maicon como se fosse um Josimar-86, no México.
Mais dois minutos, aos 12, Maicon foi ao fundo (e como ele vai bem péla Seleção), serviu para Robinho, Quim desta vez foi bem, mas Fabiano foi ainda melhor. 4 x 1 Brasil.

Uma senhora vitória. Um senhor placar. Um placar dilatado que parecia adulterado no estádio do governador Arruda - sem maldade. Ou com maldade, como queiram.

Mas tinha mais. Elano bateu como Nelinho-78 e fez a quinta do Quim. Um golaço. Como faria Simão, na seqüência.
Como poderia ter feito Adriano se não fosse mal marcado um impedimento. Tão mal marcado como Adriano esteve no sexto gol brasileiro.

Sexto gol?!!
Seis a dois no Bezerrão!

Foi um amistoso realmente particular.

20/11/2008 00:19

 

Amigável particular

postado por Mauro Beting


Na terrinha, "particular" é o termo mais, digamos, particular para um jogo "amistoso".

Este Brasil x Portugal é particular, de fato.

Dunga é o ameaçado da vez de amarelo. Carlos Queiróz, o português.

O bom treinador que sucede Felipão ainda não acertou a mão com um time que não acerta o pé desde Scolari.

O treinador-trainee brasileiro sofre como qualquer senhor treinador da Seleção, como sofreu o próprio Dunga por estigmatizar o time lazarento de 1990.

Mas é para tanto choro no Bezerrão?

Não. Claro que não.

Queiróz é caso à parte, e não tem seis meses no cargo.

Dunga já está há dois anos.

Mas a análise não é essa: é a grita da imprensa elegendo um sucessor a cada maré.

Luxemburgo assumiria depois da Olimpíada...

Luxemburgo ou Autuori, um deles pegaria o Brasil depois do jogo contra a Bolívia...

Muricy vai assumir na festa do BR-08, depois do jogo de hoje, vai acumular com o São Paulo, vai ser apresentado no "Bem, Amigos", dará a volta olímpica do hexa (do São Paulo) com o boné de Dunga...

E Dunga, bem ou mal, segue lá.

Porque, amigos e colegas, é bom (ou mau) lembrar que o homem que define é Ricardo Teixeira.

Não é jornalista. Não é amigo do patrão. Não é empresário. Não é lobista.

É o Teixeira.

Ponto.

O resto é torcida ou chute.

19/11/2008 09:40

 

Sorte campeã

postado por Mauro Beting



Não conheço campeão azarado.

Todos têm mais pontos (ou mais sorte no regulamento e/ou na decisão), mais jogadores, time, mais técnico, mais tática, mais físico, mais cartolas, mais arbitragens, mais tudo.

Ou menos coisas ruins que os rivais.

São Paulo e Grêmio têm tido mais sorte e mais pontos que os rivais.

Mas há times que também têm sorte vez ou outra e não estão bem.

Michael Jackson Quiñonez, por exemplo. O santista deu um chute que sairia junto à lateral, mas a bola bateu no ex-santista Gustavo Nery e deu a volta salvadora para o Santos.

Acontece.

Mas estou com Roth: quanto mais se trabalha, mais sorte se tem.

Só é preciso dizer ao treinador gremista que a frase é de Thomas Jefferson, não de Tiger Woods.

17/11/2008 17:37

 

Kiss FM, hoje, 20h30

postado por Mauro Beting



"90 Minutos" é o programa da Kiss FM dos chapas Nasi e Ronaldo em que, vez ou outra, dou o ar da desgraça.

Por razões contratuais com a Rádio Bandeirantes, não posso fazer parte do time titular.

Mas, sempre que possível, vou dar meus chutes por lá. Como hoje. Falando bastante de rock e pouco de futebol - até porque, convenhamos...

Prometo algumas boas raridades de rock, homenageando o aniversário do Flamengo, bandas que por aqui passaram recentemente, e, também, um dos magos da Fender Stratocaster.

Faça como seu time: não perca.

Porque o meu...

17/11/2008 17:34

 

Flamengo 5 x 2 Palmeiras

postado por Mauro Beting



[Por motivos de força maior - uma programação errada do gravador - só depois assistirei à goleada do Flamengo]

ESCREVE ANDRÉ ROCHA
(http://blogs.abril.com.br/futebolearte)

Rio de Janeiro, domingo de sol; Maracanã com bom público, um clássico decisivo atraindo a atenção de todo o país, com início às 17 horas; Dois times competitivos, mas que, dentro das possibilidades do futebol atual, privilegiam a técnica e o jogo ofensivo.

O ambiente e as circunstâncias lembravam outros tempos. E o que aconteceu em campo, especialmente na segunda etapa, resgatou uma atmosfera nostálgica no para sempre “maior estádio do mundo”. Melhor para o Fla, que entrou no clima, lembrou em alguns momentos o esquadrão de craques de quase trinta anos atrás e, talvez na melhor atuação desta década, conseguiu uma vitória emblemática, daquelas de guardar nas retinas e na memória, sobre um adversário direto na disputa pelo G-4.

No primeiro tempo, uma disputa mais “contemporânea”: marcações “encaixadas”, com Aírton em Diego Souza, Pierre em Ibson e Leandro e Léo Moura travando um belo duelo de alas. Os gols saíram em erros do oponente: na falha de posicionamento de Gustavo, belo chute de Marcelinho Paraíba; no duelo entre o “enjoado” Kléber e o hesitante Jaílton, o pênalti que Alex Mineiro bateu deslocando Bruno. Nem o costumeiro lance polêmico que gera os habituais protestos contra a arbitragem faltou: Obina sofreu falta de Gustavo e bateu rápido, mas fora do local em que foi agarrado. Para não beneficiar o infrator, Gaciba mandou seguir e, depois da jogada de Fábio Luciano pela esquerda, Marcelinho chutou prensado e Ibson apareceu para colocar o Fla novamente em vantagem. Com o forte calor, o desânimo da equipe de Luxemburgo e a preguiça rubro-negra, a primeira etapa se foi.

Depois do intervalo, além da saída de um Juan claramente no sacrifício para a entrada de Everton, o time de Caio Jr. voltou transformado no espírito e inspirado no timaço que deu as principais conquistas do time mais popular do país.

Foram quarenta e cinco minutos irresistíveis no ataque e com atuações muito acima da média: o desempenho da dupla Kléberson e Ibson lembrou as jornadas mais brilhantes de Adílio e Zico, os grandes craques do meio para frente de uma equipe inesquecível. Se o leitor achou um exagero, reveja o quarto gol do Fla: Ibson inicia e finaliza a jogada, de letra, com a eficiência e beleza do Galinho; Kléberson fez ótima assistência e foi sempre o parceiro ideal para a troca de passes, como o ex-camisa 8 do Fla.

Lá atrás, dois outros destaques que lembraram um outro craque excepcional em duas fases distintas de sua vitoriosa carreira: Léo Moura, com categoria para sair jogando e timing perfeito para apoiar, lembrou o Leandro lateral; Fábio Luciano, perfeito na cobertura e nas antecipações e com a exata noção da hora de partir para o ataque, com direito a duas assistências nos lances do segundo e quinto gols, parecia o zagueiro campeão brasileiro de 1987, plantado atrás pelos joelhos a menos e o talento a mais.

Como nem tudo é perfeito, o sistema defensivo rubro-negro repetiu os vacilos nas bolas aéreas da retaguarda comandada por Raul, Mozer e Júnior. Kléber, o destaque alviverde, não perdoou, diminuindo a vantagem. Obina lembrou os piores momentos de Nunes, o “João Danado”: muita vontade para levar vantagem sobre os lentos zagueiros Gustavo e Roque Júnior, mas pouca inteligência para participar das belas combinações do ataque e para concluir tirando a bola de alcance de Marcos, como Ibson fez com maestria no terceiro gol. Como o camisa sete foi maior do que Tita ou Lico e teve atuação nota dez, lembrando novamente o maior camisa 10 que já passou pela Gávea.

A torcida espera que tardes como essa se repitam ainda nesta temporada. Mais ainda: reza para que Caio Jr., empolgado pelo triunfo incontestável sobre seu sucessor no Palmeiras e pelo apoio das arquibancadas, emule a seriedade e disciplina de Cláudio Coutinho e não deixe que o “oba-oba” por um 5 a 2 contagie seus comandados.

E mais: que a equipe, animada por uma exibição memorável, mas com a mesma humildade e fome de conquistas de um time quase imbatível, possa cumprir a sua parte nas últimas três partidas e esperar os resultados dos adversários para conferir o final dessa história, que teve um de seus mais belos capítulos em uma tarde mágica para rubro-negros de todas as idades.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

17/11/2008 08:40

 

Grêmio 2 x 1 Coritiba

postado por Mauro Beting


O São Paulo é, pela matemática, pelo futebol do returno, e pelo bi-penta que ostenta, o favorito ao tri-hexa.
Mas o Grêmio está colado e mais vivo que se imagina.

Com menos de 15 segundos, dois jogadores do Grêmio trombavam na disputa de bola, mostrando a vontade do time. Com dois minutos, Tcheco arriscou de longe. Era o espírito tricolor no Olímpico contra um Coxa que foi se perdendo na reta de chegada. O time de Roth era o mesmo da vitória sobre o Palmeiras, apenas com Réver qualificando a zaga, e muitas vezes iniciando o ataque. Mas chance boa só aos 12, quando Hélder quase abriu o placar, como se fosse centroavante. E só. O Coritiba foi travando o Grêmio, e aproveitando o bom contragolpe. Aos 22, o ótimo Keirrison só não abriu o placar porque Victor (o melhor goleiro do BR-08) fez grande defesa.

Aos 27, a sorte que tabela com os líderes. Tcheco bateu da meia direita uma bola sem maiores dificuldades, mas o desvio na zaga matou o ótimo goleiro Vanderlei. O 1 x 0 fez jus ao apoio impressionante (e habitual) do gremista. Aos 35, Reinaldo (cada vez melhor) preparou o segundo gol para Marcel jogar em cima do goleiro paranaense.

Na segunda etapa, o Grêmio malhou o gol paranaense por cinco minutos e puxou o freio. Como o Coxa não veio, o Grêmio foi administrando até ampliar, em lance todo ele armado por zagueiros. O ótimo Réver tocou de calcanhar para Héverton cruzar, e Alê marcar contra. Nem o gol de Ariel (quando o Cortiba só tinha 10 em campo) animou o Coxa, que não conseguiu ultrapassar do meio-campo no minuto e meio que faltava.

17/11/2008 08:33

 

São Paulo 3 x 1 Figueirense

postado por Mauro Beting


Não foi fácil. Mas foi São Paulo. Jogando muito bem por apenas - e suficientes - 25 minutos, ganhou com autoridade. Quando os rivais jogam mal, não ganham; quando o Tricolor não joga bem, também vence.

O Figueira começou com algo como um 5-1-3-1, com o lateral Diogo alternando na marcação e no apoio pela direita. Muricy manteve o 3-1-4-2 que é ótima solução para a ausência de meias-atacantes, e um bom modo de pressionar os rivais na saída de bola, adiantando os alas numa linha de quatro bem ofensiva e de boa qualidade, com o volante Jean protegendo os três zagueiros. Sem o machucado Zé Luís, Joílson foi o ala pela direita, com o experiente Anderson na zaga, substituindo André Dias com a mesma eficiência do titular.

Com 24 minutos, o artilheiro são-paulino em 2008 (Borges) marcou dois gols em lances bem ensaiados pelo São Paulo, e muito mal marcados pelo Figueirense. Mais quatro chances teve o Tricolor que estava com o jogo aos pés. Até porque depois do primeiro, Diogo se soltou mais, e deu mais espaço ao contragolpe tricolor, muito bem bolado pelo cada vez melhor Dagoberto, e pelo cada vez mais letal Borges. Mas o São Paulo deu de administrar o jogo. E tomou o gol de Cleiton Xavier na primeira vez que o meia foi à frente, como deveria desde o início.

A mais que provável bronca de Muricy no intervalo fez o São Paulo voltar à seriedade habitual. Mas sem a mesma velocidade e errando muitos passes. Mário Sérgio escalou mais um atacante (Tadeu), colocou Diogo na dele (pelo meio), jogou Anderson Luís na ala, e adiantou Cleiton Xavier. O que era um passeio numa bela tarde ensolarada paulistana ficou um jogo frio como o fim de tarde cinzento. Mas com o Figueirense mais perigoso, apesar das limitações.

Como popularizou o Mário Sérgio comentarista, o time dele passou a “gostar do jogo”. O são-paulino tentou animar o Tricolor, aos 16. Estava difícil. O Figueira resolveu apostar no ataque. Aos 26, o atacante Bruno Santos entrou pela ponta direita no lugar do lateral-esquerdo William Mateus. Menos de um minuto depois, a zaga tricolor pedia para Jorge Wágner recompor a sobra defensiva quando Joílson escapou exatamente no buraco onde havia William (e não estava Asprilla, atendido fora de campo), e serviu Hugo, que dividiu com o zagueiro e ampliou as chances são-paulinas no BR-08.

Vitória justa do maior favorito ao Troféu João Saldanha contra a pior campanha do returno. Do líder do BR-08, atual bi, rumo ao tri inédito do clube, ao primeiro hexa na história do Brasileirão.

16/11/2008 20:54

 

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Botafogo-08

Difícil desenhar equipe tão móvel. Mas, sem a bola, esse é o Botafogo que chega com muita gente ao ataque. Cuca diz que é um 3-4-3. Mas, muitas vezes, é mais um 3-3-2-2. Ou coisa parecida


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