Made in USA

Com 27 anos, Perdigão já passou pelas faculdades de Hotelaria e História, antes de decidir pelo Jornalismo. As diferenças políticas em relação aos EUA acabam quando o assunto é esporte. E é justamente sobre isso que este blog irá tratar: competições esportivas e tudo que as envolvem na terra do Tio Sam.

thiagop@lancenet.com.br

Recorde marca o All Star Game!

postado por Thiago Perdigão

É difícil descrever com palavras o Cowboys Stadium. E o melhor: palco de um grande jogo de basquete. Mais do que um estádio, é um monumento da cidade de Dallas. Fora do local, na estrada que dá acesso a ele, a silhueta já impressiona.

Por dentro, é um luxuoso e gigantesco lugar para se praticar esportes. O telão, que tem quase 70 metros de cumprimento, é um caso à parte. É como se os seus olhos o perseguissem durante todas as apresentações. Olhando de cima, ele parece duas vezes maior que a quadra.

Mas engana-se quem pensa que os mais de 108 mil torcedores (recorde absoluto na História do basquete - o anterior era de pouco mais de 79 mil pessoas na final do basquete universitário - e do estádio - 105 mil em jogo da NFL) que aqui estiveram neste domingo estavam preocupados apenas com o jogo. Os corredores do estádio lembram uma balada. Sim, há paquera (gíria velha, mas não consegui pensar em uma melhor...)!

Dentro de quadra, o All Star Game é um show. Desde a fabulosa apresentação dos jogadores, com status de superastros de cinema, até a disputa em si. Dirk Nowitski e Jason Kidd, que jogam no time "dono da casa" foram muito ovacionados.

E não foram os únicos. Steve Nash, que já jogou no Mavs, Dwyane Wade, LeBron James, Carmelo Anthony, Dwight Howard (que brincou com o público o tempo todo)... Enfim, as estrelas que faltaram no sábado, foram devidamente reconhecidas.

Apesar do caráter festivo do jogo (e até por isso), há grandes jogadas. Howard, LeBron, Carmelo, todos mereceram o "uhh" da plateia após um grande lance.

Durante os intervalos, não faltaram eventos na quadra. Mascotes e até cheerleaders enterrando bolas após malabarismos, danças e os shows das cantoras Shakira e Alicia Keys. Até um bandeira do Brasil apareceu no telão. Destaque também para a programação da NBA TV durante os intervalos. Ao invés de grandes jogadas, pudemos ver os astros em outra "profissão": cantores. Wade, Nash, James... Todos soltaram a voz e arrancaram risos por todos os lados.

Além dos atuais jogadores, muitos ex-atletas marcaram presença no evento: Magic Jonhson, Charles Barkley, Patrick Ewing, foram alguns dos que estavam em Dallas, seja por trabalho, ou pela simples presença na festa. Atores, cantores e até o governador da Califórnia, Arnold Schawzeneger, foram focalizados.

Shaquille O'Neal, que este ano não foi selecionado, e os lesionados Chris Paul e Kobe Bryant apareceram em todos os momentos da festa.

Mas é difícil não apontar que o grande objetivo do evento foi cumprido: 108.713 foi o público presente ao estádio. Anúncio feito pelos donos do Dallas Mavericks, Mark Cuban e Jerry Jones, dono do Cowboys Stadium, que gastou cerca de R$ 2,2 bilhões na construção dele.

Em entrevista a este blogueiro na semana passada (veja o post ali embaixo), Jones afirmou que sonhava com 100 mil pessoas. E conseguiu o seu "número mágico"!

Prêmio para os torcedores, que vibraram muito com o anúncio. Recorde estabelecido e que dificilmente será quebrado em uma partida de basquete. Pelo menos não a curto prazo.

Ah, e o jogo terminou 141 a 139 para o time do Leste sobre o Oeste. E com muita emoção no final, para delírio da torcida. O Oeste teve a chance de vencer com menos de um minuto, mas perdeu a bola e deu a chance para o rival ganhar. Dwyane Wade foi escolhido como o melhor do jogo.

Mas o que vale é a festa e o comprometimento de todos com ela!

Foto:

Uma vista do Cowboys Stadium. http://www.lancenet.com.br/blog... on Twitpic

O repórter viaja a convite do canal Space

Twitter: @thiago_perdigao

15/02/2010 03:47

 

Shakira e Alicia Keys fazem sucesso!

postado por Thiago Perdigão

A colombiana Shakira e a armericana Alicia Keys caíram nas graças do público que esteve no Cowboys Stadium neste domingo, no All Star Games.

Os dois show foram durante o intervalo da partida foram ovacionados pelos fãs que lotaram o estádio.

Luzes, fogos de artifício, tudo como numa apresentação "normal". Shakira, com um micro vestido, dançou e cantou com seu corpo de dançarinos.

Alicia Keys ainda tocou piano, além de cantar e ambalar o público, que aplaudiu muito as duas após suas respectivas apresentações.

Semana passada, durante o show do "The Who" postei que a banda inglesa não empolgou o público do Super Bowl e alguns amigos me entenderam mal. Foi só a impressão de quem estava no estádio, como a de agora também é. Não é questão de preferência musical.

O repórter viaja a convite do canal Space

15/02/2010 03:46

 

Polêmica: Quem é o verdadeiro Super Homem?

postado por Thiago Perdigão

Shaquille O'Neal está na NBA desde o começo da década de 90. Começou na liga no Orlando Magic, mas brilhou mesmo pelo Los Angeles Lakers e Miami Heat, onde conquistou, ao todo quatro títulos (três pelo primeiro e um pelo segundo).

O'Neal ficou marcado, também, por uma grande tatuagem que tem no braço esquerdo, com o símbolo do Super Homem, heroi dos quadrinhos, filmes, desenhos animados e séries de televisão.

Mas o "Super Homem" ganhou um concorrente pelo posto há duas temporadas, quando Dwight Howard, atual pivô do Magic, ganhou o campeonato de enterradas do fim de semana das estrelas, vestido com a capa do Homem de Aço.

A torcida do Magic adotou a fantasia do seu novo ídolo e nos ginásios é mais do que comum ver camisas do time de Orlando com a marca do heroi.

Mas Shaq já avisou: é o verdadeiro Super Homem. Na última partida entre eles, o Cleveland Cavaliers, atual time de O'Neal, não teve problemas para bater o Magic por 115 a 106 na quinta-feira, último dia antes da parada para o All Star Game.

- O verdadeiro Super Homem é o Shaq, não tenho dúvidas - afirmou Kobe Bryant, antigo companheiro de O'Neal no Lakers e ausência no All Star Game de hoje, por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo. Ele acabou substituído por Jason Kidd, que joga pelo Dallas Mavericks, dono da casa.

Em temporada apenas regular, Shaq não disputará o Jogo das Estrelas. Seu "rival" Howard, estará em quadra. Mas com algo a lamentar: depois de ser o mais votado na eleição do ano passado, perdeu o posto para LeBron James, companheiro de O'Neal no Cavs, em 2010.

Antes do "Jogo das Estrelas", neste domingo, Howard, um dos mais animados durante todo o fim de semana, tratou de encerrar a polêmica:

- Nunca quis roubar o apelido de ninguém. Respeito muito o Shaq, ele é um dos melhores de todos os tempos, e me espelho nele. Me chamaram de Super Homem, mas nunca quis tirar o apelido dele.

O blogueiro viaja a convite do canal Space

Twitter: @thiago_perdigao

15/02/2010 03:42

 

Campeonato de enterradas é a decepção do fim de semana!

postado por Thiago Perdigão

Sem estrelas, sem empolgação. Pelo segundo ano consecutivo o campeonato de enterradas, antes a grande atração do "Sábado das Estrelas", pouco agradou o público presente ao ginásio.

O American Airlines Center, em Dallas, recebeu um bom público, mas não estava lotado. Decepcionante para um evento deste porte.

A festa começou com o campeonato de arremessos das estrelas e os donos da casa levaram. Com Dirk Nowitski, grande estrela do Dallas Mavericks, na equipe do Texas, a torcida presente foi ao delírio.

Depois, foi a vez de Steve Nash vencer a competição de habilidade. Na final, o jogador do Phoenx Suns bateu Deron Williams, ex-campeão, e recordista deste torneio.

Nash, que se destacou durante o fim de semana por seu semblante que parecia ter acabado de sair da cama, admitiu depois da competição que não deverá disputar o Mundial de basquete, mas estará de olho em outro Mundial:

- Estou ansioso pela Copa do Mundo de futebol na África do Sul. Não vejo a hora de começar. Há uma chance de eu acompanhar ao vivo, mas ainda não sei.

Após a vitória do simpático Nash, que brincou o tempo todo desde a sua apresentação no telão, foi a vez do "modesto" Paul Pierce ganhar o seu troféu, na disputa dos três pontos.

- Sou um dos melhores arremessadores da NBA de todos os tempos, não tenho dúvidas - afirmou Pierce, na cerimônia de entrega da taça.

Pierce, que admitiu ter treinado para a competição, fez 17 pontos na primeira fase e 20 na segunda, venceu, mas ficou longe do recorde de 25 pontos.

Na competição mais esperada da noite, poucos gritos da platéia e menos notas 10. Só o calouro DeMar DeRozan, do Toronto Raptors conseguiu os 50 pontos, nota máxima, em uma bela enterrada, ainda na primeira fase da competição.

Mas o título ficou mesmo com Nate Robinson, primeiro a ser campeão três vezes desta competição.

O jogador do New York Knicks, que ano passado roubou a cena ao se fantasiar de verde em alusão a Kriptonita para bater o "Super Homem" Dwigth Howard, desta vez não produziu nada muito criativo.

Mas pediu "ajuda" das famosas cheerleaders do Dallas Cowboys, consideradas uma das mais bonitas dos Estados Unidos. E venceu. Para comemorar, agitou os pompons e fez a festa com a galera!

Que não se empolgou muito...

Muito pouco para um competição que já teve Michael Jorda, por exemplo. LeBron James, uma das maiores estrelas da atual NBA, disse que disputaria este ano, mas ficou de fora. É hora das verdadeiras estrelas participarem!

Twitter: @thiago_perdigao

15/02/2010 03:38

 

Confira a conversa com Jerry Jones

postado por Thiago Perdigão

Este blogueiro encontrou Jerry Jones, dono do Cowboys Stadium, no saguão do centro de imprensa de Fort Lauderdale na véspera do Super Bowl, a final do futebol americano, disputada na último dia 7 de fevereiro. Simpático, o dono do Dallas Cowboys, respondeu as perguntas antes de sair do local, rumo a um evento da NFL.

LANCE!: Senhor Jones poderia responder umas perguntas?
Jerry Jones: Sim, claro. Da onde você é, jovem rapaz?

L!: Do Brasil...
J.J.: Acho que você confundiu o futebol. Vocês gostam do outro futebol, não é? (risos)

L!: Sim, mas futebol americano também é muito acompanhado por lá.
J.J.: Fico muito feliz por isso, adoro o Brasil, é um grande país, muito bonito. E além de futebol, tem grandes jogadores aqui na NBA.

L!: Obrigado senhor. Quantos recordes o Cowboys Stadium ainda vai quebrar?
J.J.: Isso ninguém sabe, mas ficamos orgulhosos pelos números que conseguimos. O estádio não é meu, é da cidade, do Texas. Sentimos muito orgulho por isso.

L!: E ainda tem o Super Bowl no ano que vem. É neste jogo que o senhor espera pela lotação máxima?
J.J.: Não dá para fazer uma previsão, mas é a expectativa. O Super Bowl é um jogo diferente, com muitos jornalistas, convidados, então não faço previsões.

Twitter: @thiago_perdigao

15/02/2010 03:34

 

Dono do Cowboys sonha com 100 mil pessoas!

postado por Thiago Perdigão

Ele não estará em quadra. Não ficará nem no banco de reservas. Mas Jerry Jones, de 67 anos e ex-jogador de futebol americano, é um dos principais nomes do All Star Game que acontece hoje em Dallas.

Dono de uma fortuna de mais de dois bilhões de dólares, que está na lista das maiores dos Estados Unidos segundo a revista Forbes, Jones é proprietário do Cowboys Stadium, palco da partida.

A expectativa é de que quase 90 mil pessoas estejam no estádio, que na verdade é de futebol americano, o que seria o maior público da História do basquete. O recorde anterior é de 78.129 em uma partida entre Kentucky e Michigan State, em Detroit, pelo campeonato universitário americano, em 2003.

- Ainda sonho com o número mágico. Dois zeros e o recorde absoluto de público - afirmou Jones em entrevista ao LANCE!.

Capacidade, o estádio tem. O Cowboys stadium pode receber até 111 mil pessoas. Em setembro do ano passado, 105.121 mil torcedores estiveram no local para acompanhar a derrota do Cowboys para o New York Giants - primeiro jogo do time em sua nova casa - jogo que marcou o recorde de público da liga de futebol americano em temporada regular.

- Ficaríamos muito orgulhosos se conseguíssemos mais de 100 mil pessoas no All Star Game, mas não depende apenas de mim. É preciso esperar pelas autoridades e a NBA - afirmou Jones.

Apesar do desejo do bilionário dono do estádio, a NBA não parece disposta a aumentar o número de ingressos à disposição do torcedor. Até hoje, a maior platéia em um jogo da liga de basquete profissional foi 62.046 pessoas, na partida entre Atlanta Hawks e Chicago Bulls em 1998, na despedida de Michael Jordan do time de Chicago.

Mas apesar das negativas da liga de basquete americana, Jones não parece ter desistido de conseguir o seu "número mágico":

- Ainda temos tempo para convencer a NBA. Tenho esperanças, apesar de respeitar a decisão deles.

Com pouco menos de um ano de sua inauguração, em um festival de música country no dia 6 de junho de 2009, o estádio já recebeu vários grandes eventos. Shows de Paul McCartney, U2 e Jonas Brothers. Jogos de futebol, futebol americano universitário, futebol americano profissional, basquete universitário e agora se prepara para o basquete profissional. Ainda tem uma luta de boxe profisional entre o campeão mundial Manny Pacquiao contra o ex-campeão Joshua Clottey, marcada para o próximo dia 13 de março.

Mesmo com os recordes no futebol americano e basquete, Jerry Jones sonha com mais. A reportagem do LANCE! perguntou ao bilionário se ele ainda sonhava com outras marcas históriccas. No beisebol, por exemplo?

- Quem sabe? Pode ser uma boa ideia. Sempre buscamos os grandes eventos - afirmou o "enigmático" dono do estádio, que custou cerca de R$ 2,2 bilhões.

Twitter: @thiago_perdigao

15/02/2010 03:31

 

Boneco de neve marca primeiros dias em Dallas

postado por Thiago Perdigão

ort Lauderdale foi a minha "casa" na primeira semana nos EUA. A cidade da Flórida tem um inverno parecido com o de São Paulo, pelo menos nos últimos anos. Calor durante o dia e aquele frio durante a noite.

Antes de minha viagem a Dallas, li nos jornais que a nevasca tinha sido forte nos últimos dias. Mas aquele mundo parecida distante, já que olhava pela janela e via o sol. Minha "ficha caiu" (ainda existe esta expressão?) no aeroporto, quando meu voo acabou cancelado devido ao mau tempo no Texas.

Depois de horas esperando, finalmente entrei no avião e fiz a viagem de três horas entre Fort Lauderdale e Dallas. Quando cheguei no Texas, finalmente entendi o que é inverno.

Nunca tinha visto neve. E quando sai do saguão, parecia estar no filme "Jamaica abaixo de zero", quando os protagonistas colocam todas as suas roupas já na sua primeira saída após deixar o terminal.

Abri as malas, peguei algumas blusas e finalmente me senti como menos frio. Mas foi divertido, deu até para fazer um daqueles bonecos de neve clássicos, quer dizer, eu acho que era um pelo menos...

Twitter: @thiago_perdigao

15/02/2010 03:29

 

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