FABRIZIO GALLAS

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Bellucci precisa aprimorar 3 fundamentos

postado por Tênis

Thomaz Bellucci perdeu grande oportunidade de conquistar uma baita vitória na primeira rodada de Toronto. Pegou o espanhol Fernando Verdasco, número 11 do mundo, que vinha embalado pelo título em Umag conquistado no domingo à noite, porém cansado pela longa viagem da Croácia, fuso-horário e pouco tempo de adaptação à quadra dura.

Tanto é que Verdasco começou o duelo sonolento, cometendo várias duplas-faltas e sacando apenas 36% do primeiro saque no primeiro set, um convite para o brasileiro partir para o ataque e vencer com facilidade. Mas a partir daí, o canhoto europeu mostrou um pouco mais de disposição, mas mesmo assim não evoluiu tanto assim para marcar 6/3 6/2 como aconteceu.

Bellucci pecou em três aspectos nessa partida que precisa trabalhar. Falta ao paulista tanto saber o momento certo de ir à rede para matar o ponto como executar o voleio. Além do mais o saque, uma de suas armas, não está tão regular assim. Bellucci sacou menos da metade de seus primeiros serviços hoje, igual à sua derrota de semana passada contra o colombiano Alejandro Falla. O espanhol teve nada mais nada menos do que 15 break-points.

O terceiro item é a regularidade. Tenistqs atrás do top 50, top 100 se caracterizam por dar algumas chances, abrir brechas, mas dentro do universo dos top 20, top 30, todos eles sempre chegam nas finais de torneios importantes e é difícil ver alguém dentro nessa faixa jogar mal e errar constantemente por toda a partida. Aliado ao pouco aproveitamento de saque, Bellucci começou a errar algumas bolas de fundo a partir do segundo set . Como seu jogo é baseado em bolas planas com pouco margem de segurança em relação à rede, esses equívocos fizeram com que sua confiança baixasse e os golpes não entraram com tanta frequência. Faltou volume de jogo por mais tempo.

Mas volto a dizer. Dado a pouquíssima experiência de Bellucci em torneios de alto nível sobretudo na quadra rápida, essa partida foi importante para a maturidade do jovem de 20 anos. Ganhar um set de 6/1 do Verdasco é algo muito positivo.

O natural de Tietê tem muitos aspectos a melhorar para se tornar um tenista top, mas seu potencial é notável e precisamos ter paciência. Vamos evitar cobranças agora.

A caixinha está aberta para comentários sobre Bellucci e a rodada em Toronto!


Curtinhas:

Novak Djokovic parece ter entrado com muito apetite neste torneio ao derrotar por um duplo 6/4 o canadense Dancevic. Ele comemorou muito essa vitória. Também pudera. Ele chegou muito badalado em Wimbledon e foi derrotado logo na segunda rodada, se afastando do número dois do mundo. Djokovic defende o título conquistado em Montreal no ano passado

Esta quarta é dia de Federer e Nadal. Vai começar a briga pelo número 1. O placar Tenis News/Lancenet! Mostra os dois jogos ao vivo!

22/07/2008 23:34

 

Forma de se manipular um jogo de tênis

postado por Tênis

Depois de estar praticamente abafado, as histórias das apostas e manipulação de jogos retornaram ontem com a suspensão dos duplistas Michal Mertinak e Frantisek Cermak. A ATP afirmou que ambos não apostaram em suas próprias partidas e nem tiveram qualquer intenção de combinar o resultado dos jogos em que apostaram, mas deu uma leve suspensão por ambos terem jogado seu dinheiro em partidas de tênis.

Mas não quero entrar em detalhes sobre isso. Busco hoje detalhar para vocês como funciona uma outra forma de combinar resultados. Ela existe, muitos fazem isso, mas pouco se comenta e ninguém (pelo que me lembro) já admitiu publicamente ter feito. Vamos por um exemplo. Aconteceu ontem durante a última rodada do qualifying do Masters Series de Toronto um caso que me soa suspeito.

Thomas Johansson entrou na última rodada do quali sabendo da desistência do cipriota Marcos Baghdatis e perdeu seu jogo contra o compatriota Jonas Bjorkman por 6/3 6/4. Horas depois estava Johansson na chave como lucky-loser por ser o 64º do mundo e tenista de melhor ranking para ocupar a vaga na chave como manda a regra da ATP.

Veja bem, não estou afirmando que este jogo foi manipulado, mas temos a grande chance de uma combinação entre os prováveis amigos suecos. Uma vitória de Johansson o classificaria, mas deixaria Bjorkman de for a. Como o veterano anunciou sua aposentadoria e faz seu último ano de circuito, não custava nada deixar ele disputar esse torneio tão importante.

Um tenista que faz isso, perde o último jogo do quali para beneficiar seu adversário e entrar de lucky-loser tem as perdas somente dos pontos que ganharia se tivesse vencido aquela partida - no caso Johansson deixará de ganhar 15 pontos. Para um tenista jovem com ranking mais baixo e buscando evolução na tabela isso não seria o ideal, mas para um experiente como Johansson que já foi top 10 e tem 33 anos, esses pontinhos não valem nada.

Essa forma de combinar resultado é muito comum em torneios menores como challengers e ATPs pequenos.

A ATP ainda mantem essa regra sobre os lucky-losers, mas a ITF, para coibir tal situação, fez uma alteração a partir desse ano nos Grand Slams. Os lucky-losers nos Majors são definidos através de um sorteio, independente do ranking que ele esteja. Basta o tenista que perdeu na última do quali continuar no torneio a espera de uma desistência. O problema é que às vezes muitos desses jogadores que entram tem o ranking baixo, outros que aguardam tem competições challengers a jogar na semana seguinte e não podem esperar muito, por isso vão embora.

Roland Garros foi a prova disso. Metade dos 16 que perderam na última fase foram beneficiados por retiradas e muitos deles entraram por ranking baixo. O brasileiro Thiago Alves infelizmente não foi sorteado, mas não se sabe se ele esperou já que disputou um torneio nos Estados Unidos.

Lá vai minha pergunta do dia para você leitor. Você acha que Johansson poderia ter perdido de propósito, ou foi coincidência ? O que você acha sobre essa nova regra de lucky-losers em Grand Slams ? A caixinha está aberta!

Curtinhas:

Hoje é a vez de Thomaz Bellucci estrear contra o espanhol Fernando Verdasco. Provavelmente o jogo vai passar na televisão e estou ansioso para ver o desempenho do brasileiro. Ele tem o benefício de pegar um adversário cansado que chegou somente ontem em Toronto após longa viagem da Croácia. Além disso é bom que se diga, Verdasco estava jogando no saibro, em superfície diferente e teve um duelo de 3h no domingo à noite. Mesmo assim será parada duríssima.

Grande vitória do gaúcho Franco Ferreiro contra o algoz de Nalbandian em Roland Garros, o francês Jeremy Chardy (97º do ranking). O brasileiro marcou duplo 6/2 e está nas oitavas do challenger de San Marino.

22/07/2008 09:46

 

Agradecer ou não ao ARGENTINO ?

postado por Tênis

No futebol a rivalidade entre Brasil x Argentina é evidente. Quando se fala entre Pelé e Maradona é uma discussão interminável.

Mas no tênis a situação é um pouco diferente. É claro que sempre é bom para nós torcedores ganharmos de tenistas argentinos, mas dentro do âmbito dos tenistas o companherismo e amizades com nossos hermanos existe. E muito. É inegável que rivalidades sempre vão existir, mas tudo dentro de quadra. Quando acabam os jogos muitos dos brasileiros batem papo e no dia seguinte estão treinando com eles.

Mas não quero aprofundar muito neste assunto hoje. Procuro fazer um link com o que aconteceu hoje pela manhã e logo depois a tarde. Até ontem durante o sorteio da chave do quali do Masters de Toronto, Thomaz Bellucci estava como 2º alternate e acabou entrando mesmo estando como cabeça 3 do qualificatório. Pelas regras da ATP um tenista no quali pode jogar a chave caso algum tenista da mesma desista antes que o primeiro ponto no quali seja disputado.

O espanhol Nicolas Almagro que estava na chave desistiu e abriu vaga para o argentino Juan Martin Del Potro, primeiro de fora, que também foi baixa por estar na final do torneio de Kitzbuhel na Áustria e optar por descansar uma semana. Daí sobrou a vaga para Bellucci poder disputar pela primeira vez um Masters na carreira, seu terceiro maior torneio da vida até agora.

Se pela manhã estava agradecendo ao ARGENTINO Del Potro, na parte da tarde digo que fiquei pensativo e mudei um pouco de idéia.

Bellucci conheceu seu adversário que será o espanhol Fernando Verdasco. Falta de sorte. Assim como Bellucci, Verdasco é canhoto e que vem em um ótimo ano onde está entre os 15 melhores e disputa amanhã a final em Umag. Nesta temporada ele não tem nenhuma final ou semi sobre quadras rápidas (apenas na grama), mas é um tenista com bom saque e golpes planos que encaixam bem nessa superfície.

Enquanto isso Bellucci só fez um jogo sobre quadra dura nível ATP e tem pouca experiência. Acredito que seria melhor para o paulista de Tietê não ter essa 'sorte' e disputar o quali onde teria dois jogos não muito difíceis, com muitas chances de furar e ainda marcaria 15 pontinhos. A partir daí ele poderia pegar mais ritmo de jogo e entrar em uma primeira rodada com o espírito do torneio, além de não poder enfrentar um adversário mais fraco.

Pode pesar a favor do brasileiro enfrentar um tenista cansado. Verdasco está na final em Umag e fez semis em Bastad. Ao todo serão sete jogos em duas semanas além da longa viagem Europa-América do Norte. De certo modo será uma parada duríssima para Bellucci.

Chave Principal - E Federer teve um bom sorteio na chave principal. Tem possíveis adversários fortes como Roddick em uma quartas, Gonzalez e Gulbis nas oitavas, Davydenko e Blake nas semis. Mas todos são fregueses (só não enfrentou Gulbis). Jogando no nível em que vem atuando desde o início da temporada de saibro é difícil não ver o suíço na decisão do torneio.

Do outro lado da chave temos Nadal que pode rever Berdych nas oitavas (último a eliminá-lo em Toronto nas oitavas há dois anos), mais o espanhol Ferrer que o derrotou no mesmo tipo de quadra no US Open no ano passado e a maior dificuldade contra Novak Djokovic em uma eventual semi. É bom que se diga que Nadal jogou duas vezes em Toronto e nunca passou da terceira rodada - o título e a semifinal vieram em 2005 e 2007 respectivamente em Montreal. Mas é bom que olhemos a boa forma com que o número dois está e a motivação altíssima na clara chance de ser o novo número 1 do mundo em breve.

Agora deixo perguntas para você leitor. Seria melhor Bellucci disputar o quali ou foi melhor entrar direto pegando Verdasco ? Quais os palpites para a chave principal em Toronto ? Quem chega às finais ? Quem leva o caneco ? Opine!

19/07/2008 17:53

 

Perigo para o Brasil!

postado por Tênis

Trago hoje uma notícia ruim para os brasileiros. O croata Ivo Karlovic, número 20 do mundo e gigante de 2,08m, confirmou sua participação no duelo contra o Brasil na Copa Davis a ser disputado em Zadar daqui a dois meses entre os dias 19 e 21 de setembro, valendo uma vaga no Grupo Mundial.

A informação foi dada em entrevista à organização do torneio de Umag após sua derrota diante do argentino Máximo Gonzalez: “Vou jogar em Cincinnatti, depois Olimpíadas em Pequim, US Open e a Davis contra o Brasil”, afirmou o tenista que preferiu descansar e não disputar o Masters de Toronto na semana que vem.

É uma péssima notícia já que Karlovic vinha até o ano passado boicotando os jogos da Davis por problemas na divisão de prêmios no time croata. Ele pediu para voltar em duelo no início desse ano visando sua participação nas Olimpíadas já que não seria aceito caso não tivesse participado da Davis nos últimos anos.

Portanto, caso nenhuma lesão ocorra, teremos o gigantão Karlovic, e os ótimos sacadores Mario Ancic e Marin Cilic. Ivan Ljubicic se aposentou e não joga mais a Davis. Situação é muito complicada para o Brasil, mas aguardamos mais dois meses...

Curtinhas:

Uma pena. Apenas um brasileiro foi às semis no challenger de Manta no Equador. Ricardo Mello é nosso representante e pega o espanhol Alcaide que eliminou em três sets joão Olavo Souza, o Feijão. Thiago Alves foi batido por Giovanni Lapentti enquanto que Daniel Silva perdeu para Eric Nunes. A boa notícia é que devemos ter mais um brasileiro no top 300 já que Danielzinho faz sua primeira quartas de final nível challenger.

18/07/2008 10:45

 

Problemático, calendário de 2009 pode sair no US Open

postado por Tênis

Tenho recebido muitos emails perguntando sobre as datas para o Brasil Open, Buenos Aires, alguns Masters Seriers etc. Muitas pessoas desejam comprar pacotes para assistir e operadoras de turismo querem montar os pacotes para oferecer.

O fato é que 2009 terá um calendário reformulado com pontuação diferente, mudanças nos Masters Series e na nomeação das competições. Prometido para novembro do ano passado, as datas até agora não sairam por algumas pendências. Os problemas ficaram na tentativa de rebaixamento de Monte Carlo e Hamburgo de um evento '1000' (nova classificação dos Masters) para um '500' (antigos International Series Gold).

Os tenistas reclamaram, fizeram abaixo assinado, conversaram com o presidente e acertaram a permanência do evento no principado de Mônaco como '1000' , onde não será obrigatória a presença dos tenistas. Mas Hamburgo ainda é pauta. Os organizadores não querem que seu torneio seja diminuído para '500', por isso entraram na justiça contra a ATP. Nessa semana foi feita uma reunião entre as duas partes em Munique, mas não foi proclamado um acordo e a justiça decidirá no próximo dia 21, através de uma côrte em Delaware.

A expectativa é que depois desse julgamento seja possível a ATP promulgar o calendário completo que está demasiadamente atrasado. Há quem diga que a lista saia até o US Open ou durante o último Grand Slam do ano. Agora, caso a ATP perca, os problemas podem se extender.

Enquanto isso, a ITF aproveitou a semana e saiu na frente, divulgando o calendário da Copa Davis. A primeira rodada e quartas de final do Grupo Mundial foram adiadas e serão jogadas no início de março e julho, antes de Indian Wells e após Wimbledon, respectivamente. Isso não vai mudar muita coisa em termos de atração de jogadores na minha opinião já que continua colado a torneios importantes. Pode ser importante apenas para o evento na Costa do Sauípe que habitualmente é jogado em fevereiro e nesta temporada ficou colado com a Davis fazendo com que jogadores de alto calibre não viessem.

Madri será um dos pilares da mudança de calendário. O evento passará a ser jogado no saibro em conjunto com Roma e Monte Carlo. Em outubro teremos o novo torneio de Shanghai e para o mês seguinte o ATP Tour World Finals em Londres.

Teremos 10 ou 11 eventos '500'. Eles substituiriam os torneios International Series Gold e teríam como destaques Rotterdam, Barcelona, Dubai e o novíssimo evento em Valência. Os eventos restantes ficariam como um resto '250' que seriam os eventos menores como o Brasil Open e Buenos Aires. Mas ainda não se sabe quantos e quais cidades vão aderir.

Algo que também ainda está confuso é sobre os challengers que tem a tutela da ATP (futures são da ITF). Nesse ano foi estipulado que o menor evento da categoria será de US$ 35 mil + Hospedagem que dá 55 pontos ao campeão, mas o resto continua o mesmo. Não se sabe se os mesmos ganharão bônus de prêmios ou pontos. De prêmios vejo que será difícil pois há muitos organizadores que pagam com muitas dificuldades um torneio com a mínima classificação. A tendência é que continuem os mesmos e fiquem ainda mais desequilibrados prejudicando tenistas abaixo dos 100 150 do ranking.

Curtinhas:

Thomaz Bellucci vinha bem, mas sofreu a virada diante do colombiano Alejadnro Falla em Indianápolis por 3/6 6/4 6/1. O detalhe é que o jovem de 20 anos só confirmou o saque duas vezes nos dois últimos sets e sacou menos de 50 % de seu primeiro serviço. Que sirva de aprendizado. Este foi seu primeiro jogo nível ATP em quadra rápida.

Marcos Daniel teve um jogo difícil, também não sacou bem (não fez um ace sequer) e penou para ganhar do argentino Carlos Berlocq no saibro de Umag. Mesmo assim ele marca 15 pontos e assume a condição de número 1 do Brasil já que Bellucci perderá 35 pela final de Cuenca (Equador) no ano passado. Daniel busca vaga ainda oje nas quartas contra o canhoto alemão Zverev.

16/07/2008 10:28

 

Cenário otimista para o Brasil

postado por Tênis

Depois de um 2007 ruim sem ninguém dentro do grupo dos 100 melhores e sequer um título challenger até outubro, a temporada vigente apresenta evolução e esperança de alegrias para o Brasil.

Os resultados da semana passada colocaram mais dois tenistas nacionais dentro do grupo dos 300 melhores, fazendo com que tenhamos todos nossos Top 10 nessa faixa, dois deles entre os cem do mundo. O melhor é que seis têm menos do que 25 anos, idade ideal para o amadurecimento de um profissional. Para efeitos de comparação, no mesmo período do ano passado eram oito e Franco Ferreiro o mais jovem com 23.

Hoje temos grandes valores brigando lá por cima. O primeiro deles é Thomaz Bellucci que venceu quatro challengers, criou dificuldades para Rafael Nadal em Roland Garros e ainda ganhou uma partida em Wimbledon. Nesta semana ele joga o ATP de Indianápolis com chances de cravar sua primeira boa campanha nível ATP.

Ferreiro, que há um ano lutava no top 250, hoje está dentro dos 140, alcançando sempre as finais dos eventos médio porte. Na risca pelo top 200, João Olavo Souza, com duas semis de challengers, e Ricardo Hocevar, vice de Bogotá. Caio Zampieri e André Miele estão um pouco atrás, perto dos 250.

O resultado é que podemos ver os brazucas disputando competições mais fortes no cenário internacional e ganhando experiência. Bellucci e Daniel estão garantidos e os outros sete ou oito entrariam no qualifying para o US Open (lista sai dentro de duas semanas) já que a lista de corte fica em torno de 230 e as desistências são muitas.

Boa parte dessa evolução se deve ao maior esforço de nossos tenistas. Mesmo criticada em alguns aspectos é bom que se elogie também o trabalho da CBT na manutenção com mais de 20 futures por ano e a ajuda financeira (um pouco burocrática) dada aos nossos top 10. A promessa é um cenário ainda melhor, caso o investimento da nova verba de patrocínio de uma estatal seja feito de forma correta.

Veja aqui a evolução dos brasileiros nessa temporada (rankings 31/12 e 14/07):

Thomaz Bellucci (20 anos) 202º / 72º = + 130
Marcos Daniel (30 anos)118º / 79º = + 39
Franco Ferreiro (24 anos) 238º / 140º = + 98
Thiago Alves (26 anos) 383º / 166º = + 217
Ricardo Mello (27 anos) 257º / 199º = + 58
Ricardo Hocevar (23 anos) 432º / 209º = + 223
João Souza (20 anos) 313º / 221º = + 92
André Miele (21 anos) 404º / 243º = + 261
Júlio Silva (29 anos) 193º / 244º = - 51
Caio Zampieri (22 anos) 308º / 276º = + 32

Curtinhas:

Em Bogotá Hocevar foi vice em sua primeira final challenger perdendo para Mariano Puerta que eliminou nas semis André Miele (primeira semi challenger) e nas quartas Ricardo Mello. Nesta semana teremos João Souza, Mello, Thiago Alves, Caio Zampieri e Daniel Silva no challenger de Manta no Equador, disputados em quadra rápida.

Em ATPs Bellucci precisa de um bom resultado para não perder o número 1 do Brasil já que defende 35 pontos pela final de Cuenca no ano passado. Ele joga em Indianápolis com estréia nesta terça contra Alejandro Falla enquanto que Daniel estréia também amanhã em Umag na Croácia contra o argentino Berlocq.

14/07/2008 10:33

 

Quais as chances do Brasil ?

postado por Tênis

Hoje a Croácia escolheu o piso rápido coberto para enfrentar o nosso time a partir do dia 19 de setembro em duelo a ser realizado na pequena cidade de Zadar. A superficie é a RuKortHard de acrílico, classificada na categoria Médio-Rápida de acordo com a Federação Internacional de Tênis. A escala vai de 1 a 5 sendo a sequência: Muito Lenta, Lenta, Média, Média-Rápida e Rápida. Dos males o menor pois esperavamos um carpete similar ao do ano passado contra a Áustria.

Sei que ainda está cedo, faltam dois meses, mas desde de nossa primeira discussão sobre o confronto acredito que o panorama ficou um pouco mais otimista para o Brasil após as ascensões de nossos tenistas. O time ideal, se o confronto fosse por agora, não poderia ser outro além da dupla Melo/Sá, Thomaz Bellucci e Marcos Daniel. Enquanto isso a Croácia viria de Mario Ancic e Marin Cilic com a dúvida para Ivo Karlovic que tem uma rixa com a federação local por causa de prêmios. Ivan Ljubicic anunciou no fim do ano passado que não atuaria mais na Davis.

Nossa dupla tería ótimas chances de bater os croatas que não tem uma parceria de sucesso. Em simples a ascenção de Bellucci nos dá confiança de ter ao menos jogos parelhos. Nosso ponto um pouco mais fraco estaria em Daniel que é um bom tenista no saibro, mas que na quadra rápida ainda não mostrou muitos resultados. É bom lembrar também que Ancic fez quartas em Wimbledon, mas mesmo assim não vem ainda no nível que estava até o início do ano passado quando foi top 10.

É bem certo também que devemos esperar as próximas semanas para elevar, manter ou diminuir nossas expectativas através do desempenho dos brazucas na quadra rápida. O jovem de 20 anos começa sua saga já na semana que vem em Indianápolis depois segue para Toronto, China, New Haven e US Open. Daniel terá um calendário mais curto se juntando a Bellucci a partir das Olimpíadas.

Mas a pergunta que fica é. Depois da escolha do piso e vide a melhora dos brasileiros, teríamos chances de bater a Croácia ? Se quiser pode arriscar o placar.

Curtinhas:

Brasil x Colômbia em Sorocaba teve o custo de 200 reais para os três dias. Lá na Croácia o preço é de 15 euros no pacote, menos de 40 reais. Bem certo que o ginásio está prnto e não precisará receber estrutura como foi aqui, mas mesmo assim dá pra ver que as coisas por aqui foram um absurdo...

Quatro brasileiros disputam hoje as quartas de final em Bogotá. Zampieri pega o argentino Patriarca. Mello encara o ex-9º do mundo Mariano Puerta. André Miele mede forças contra o cabeça 1 Alejandro Falla enquanto que Ricardo Hocevar enfrenta o local Carlos Salamanca.

11/07/2008 12:17

 

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