FABRIZIO GALLAS

Fabrizio Gallas passou a acompanhar o tênis aos 10 anos com Meligeni nas Olimpíadas 1996 e há quase quatro anos acompanha de perto o circuito como editor do site Tenis News e colunista do Diário Lance e da revista argentina Solo Tenis

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ATP ajuda tops a desvalorizarem ATPs 250 e 500

postado por Tênis

Dois torneios ficaram furiosos com o descaso de Andy Murray. Em Marselha, o diretor reclamou que o escocês pediu reserva em hotel 5 estrelas e convite para duplas ao lado de seu irmão, mas na hora H desistiu. Em Dubai, recebeu por fora US$ 250 mil como uma das estrelas, mas perdeu nas 8as e disse que não se preparou para adequadamente além de ter usado tática diferente a que usa em um torneio maior.

Murray é apenas um exemplo do que vem ocorrendo com jogadores top - focar apenas nos Grand Slams e Masters 1000 - algo que não ocorria com frequência até 2008. E a própria ATP é a responsável pela mudança. Alguns jogadores declaram em ocasiões que o ranking não é importante. Demagogia. Com o sistema de pontos dobrados, aumentou o abismo entre os Slams, Masters 1000 e os ATP 500, 250.

Outro motivo é que todos os top 30 são obrigados a jogar oito dos nove Masters 1000 (apenas Monte Carlo pode ser descartado) e todos os Majors. Qualquer tipo de lesão faz com que tal tenista some 0 nesses 12 eventos e não possa recuperar em outro menor. Além disso, o mesmo pode aderir os quatro melhores resultados em ATP 500 e outros dois ATP 250 ou challengers. Logo esse mecanismo evita jogar em grande quantidade os menores.

O mecanismo permitido que muitos diretores utilizam é o de oferecer uma quantia por fora aos top 10 para jogar esse tipo de competição, mas ainda assim vários dos principais nomes não dão o devido valor, como fez Murray, ou se tem algum pequeno problema físico não fazem qualquer esforço para jogar.

Por consequência, os 250 e 500, como o Brasil Open por exemplo, ficam cada vez mais desvalorizados e se limitam a ver apenas nomes de menor ranking e expressão. Para o diretor que não tanta grana por fora assim fica a maior dor de cabeça em fazer seu torneio atrativo.

Só para lembrar. Anos atrás o maior torneio do país atraía tops como Gaudio, Coria, que viviam bons momentos e nesta temporada sequer um top 20 tivemos (Ferrero era número 22).

O lado bom para o top é que ele tem o calendário mais enxuto, mas para os cinco, dez melhores, que sempre chegam às finais dos grandes eventos, acaba que o tiro sai pela culatra já que vários desses torneios obrigatórios são seguidos. Aí é conversa para outros posts...

 
Comentário de
Suellen Clemente

Eu acho que não deveriam haver torneios obrigatórios, cada tenista deveria escolher o torneio em que jogaria,pois, assim esses torneios menores teriam mais valor para esses tops 10.... Mas há um pouco de ingratidão desses tenistas mais reconhecidos, já que quando não atuavam lá em cima no ranking cada torneio de 500 e 250 valia muito para eles!!!!.

03/03/2010 19:59

Comentário de
Marcos

Eh isso ai! Vamos deixar o Bellucci e Dimitrok brilhar nos chalengers e ATP250 enquanto os tenistas Top vao caem no ostracismo jogando apenas os ATP1000 e GrandSlams... HAHAHA Aqui a gente ouve cada piada fantastica!

02/03/2010 14:33

Comentário de
JFK

Pensando bem, esses tops não fazem tanta falta assim nos torneios. Creio que é melhor ver os caras novos jogarem do que esses quase veteranos que só conseguem mostrar aquele joguinho de sempre. Está faltando inovação, criatividade, um cara com uma proposta nova de jogo, como fizera Michel Chang na sua era. Todo mundo sabe como o Federer, o Nadal, o Joko e o chato do Murray jogam. Não é novidade prá ninguém. Entretanto se pegarmos caras como Nishikori, Dimitrov, Gulbis, Tomic e até mesmo o Belucci, vamos ver muito mais ação e vontade em quadra. Deixam os tops com sua arrogância caírem no ostracismo. Vamos valorizar a nova geração e esperar por novos paradigmas no tênis, que parece estar cada vez mais down com esses tops. Let us make up to date our beloved game.

01/03/2010 22:30

Comentário de
Andre

Concordo com o Marcos. Tornar-se e manter-se TOP não é uma tarefa fácil, exige muitos sacrifícios, ainda que pague bem, mas custa ainda mais. Achei anti-profissional a atitude do Murray, por exemplo, acredito que um profissional deva respeitar e ao menos da "boca pra fora" tratar todos os torneios com o mesmo respeito. Ainda assim, acredito que o mecanismo atual permite que os jogadores menos rankeados tenham mais chances de crescer sem serem eliminados por jogadores melhor preparados, expandindo o circuito internacional.

01/03/2010 16:13

Comentário de
Marcos

Nehuma formula eh perfeita, mas ainda eh melhor desse jeito do que expor os tops a lesoes devido ao extenso calendario. Na minha opiniao o ideal seria reduzir ainda mais o numero de torneios obrigatorios. Torneio pequeno que atraia jogadores de ranquing menor ou invista mais dinheiro. Como dizia o Senna: "Quem pode mais chora menos"

01/03/2010 15:56

 

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