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Vôlei de Base
O jornalista Felipe David é repórter do Poliesportivo do LANCENET!. Já cobriu Futebol Brasileiro tanto no site como no LANCE!. Ex-atleta do Botafogo no vôlei e como goleiro de futsal, percebeu que sua baixa estatura não iria contribuir para uma longa vida no esporte. E se meteu a estudar Jornalismo para trabalhar em sua grande paixão: o esporte. Por isso, este frustrado voleibolista dedicará este espaço de forma a garimpar futuros craques do vôlei.
feliped@lancenet.com.br |
Que venham os dois Estados Unidos...postado por Felipe David A Seleção feminina disputa neste sábado, às 9h (de Brasília), o título mais importante de sua história contra os Estados Unidos na final dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Com 100% de aproveitamento e nenhum set perdido, as brasileiras podem apagar a fama de "amarelonas", obtida após a Olimpíada de Atenas-2004.
Na ocasião, o time foi eliminado nas semifinais pela Rússia e na seqüência perdeu a medalha de bronze para Cuba. Em contrapartida, nesta edição dos Jogos as meninas do Brasil vêm atropelando todas as rivais e chegaram à final após passarem facilmente pela anfitriã China por 3 sets a 0. Pelo mesmo placar, as americanas superaram Cuba.
As adversárias desta final olímpica trazem boas recordações para o Brasil. Na estréia das duas equipes na fase final do Grand Prix deste ano, o time comandado por Zé Roberto Guimarães venceu os Estados Unidos por 3 sets a 0. Mais tarde aa brasileiras sagraram-se campeãs do torneio.
O Brasil vai à quadra com Fofão, Paula Pequeno, Mari, Walewska, Fabiana e Sheilla, além da líbero Fabi. O destaque da equipe é a maestrina Fofão, considerada a melhor levantadora do mundo.
Já pelos Estados Unidos o trunfo está no banco de reservas: a técnica chinesa Lan Pin.
Ouro significa revanche e fim vitorioso de ciclo
Vencer os Estados Unidos neste domingo, à 1h (de Brasília), na final do torneio de vôlei da Olimpíada de Pequim será triplamente importante para a Seleção masculina do Brasil. Além de assegurar o bicampeonato olímpico e ganhar a terceira medalha de ouro do país, os brasileiros poderão se redimir da eliminação na Liga Mundial para os americanos e encerrar o ciclo do grupo atual com chave de ouro.
Este ciclo começou em 2001, quando o técnico Bernardinho assumiu o comando da Seleção. De lá para cá foram mais de vinte títulos, incluindo a conquista da medalha de ouro em Atenas-2004, dois Campeonatos Mundiais (2002 e 2006), duas Copas dos Mundo (2003 e 2007) e seis Ligas Mundiais (2001, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007).
Em 2008, entretanto, esta geração vitoriosa sofreu um revés ao ser eliminada pelos Estados Unidos na semifinal da Liga Mundial, pouco antes do início da Olimpíada. O time comandado por Bernardinho tem agora a oportunidade da revanche. Talvez a última, já que muitos jogadores são veteranos (Giba, Serginho, Gustavo, Marcelinho e Anderson) e podem se aposentar da Seleção após os Jogos. O próprio treinador já declarou que não sabe se permanecerá.
A partida, entretanto, promete ser disputadíssima. Além da força do time dos Estados Unidos, campeão da Liga Mundial deste ano, o grupo está unido após o assassinato do sogro do técnico Hugh McCutcheon, esfaqueado em Pequim um dia após a abertura da Olimpíada.
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Ouro no vôlei de praia depende do saquepostado por Felipe David Depois da vitória por 2 sets a 0 (22-20 e 21-18) sobre os atuais campeões olímpicos, Ricardo e Emanuel, nesta quarta-feira, a final do torneio masculino de vôlei de praia da Olimpíada de Pequim, contra os americanos Rogers e Dalhauser, tende a ficar mais fácil. Esta é a opinião da dupla brasileira Márcio/Fábio Luiz.
- Nós respeitamos os americanos, mas acreditamos que o mais difícil foi derrotar o Ricardo e o Emanuel, porque eles são dois grandes jogadores. São nossos ídolos, nos espelhamos muito neles. Estamos muito felizes por representar o Brasil na final e esperamos trazer a medalha de ouro - enfatiza Márcio Araújo.
Pessoal, não sei o que os amigos do Blog Vôlei de Base pensam a respeito, mas para mim está bem claro que Márcio ainda está sob o efeito do triunfo histórico (para eles) diante da dupla número 1 do Brasil. E por que digo isso, talvez alguns de vocês questionem.
Simples! Num confronto verde-amarelo tudo pode acontecer, é como um clássico no futebol: o favoritismo conta muito pouco. Além disso, Ricardo e Emanuel estiveram numa manhã (na China) em que nada deu certo, haja vista a frase dita por Emanuel ao fim da partida, quando ele afirmou que sua dupla estava acostumada a jogar no período noturno na Olimpíada.
O meu receio, amigos, é que a dupla brasileira entre nas provocações dos adversários, conhecidos por serem falastrões em demasia. E já adianto: este jogo será decidido no saque, afinal, sabemos muito bem que é impossível (sem exagero!) ficar naquele jogo trocando bolas com os americanos. Dalhausser tem "apenas" 2,09m, enquanto Rogers fora escolhido recentemente o melhor jogador dos Estados Unidos. Se Márcio e Fábio Luiz não conseguirem quebrar o passe deles, não há como vencê-los.
Bem, agora segue uma breve análise de Rogers e Dalhausser:
- Não comedidos no falar, os americanos já avisaram que seria muito mais difícil encarar, na decisão, os campeões da última Olimpíada;
- Estiveram em quatro finais consecutivas de Grand Slam e venceram três (Stavanger-NOR, Paris-FRA e Moscou-RUS);
- Nunca tiveram a simpatia nem eram vistos com bons olhos pelos próprios americanos, seja imprensa ou público;
Em sete jogos, foram cinco vitórias brasileiras.
Confira abaixo cada uma das partidas realizadas entre os finalistas olímpicos:
28/07/2006 - 2 x 0 (21-18 e 21-11)
08/04/2006 - 2 x 0 (21-15 e 21-18)
29/09/2006 - 2 x 1 (21-17, 19-21 e 15-8)
27/10/2006 - 0 x 2 (21-23 e 23-25)
30/07/2006 - 2 x 1 (14-21, 21-19 e 15-12)
15/07/2007 - 2 x 1 (21-15, 19-21 e 15-13)
05/07/2008 - 0 x 3 (18-21 e 15-21) |
Fantástico, Ricardo/Emanuel, Fantástico!!!postado por Felipe David Sou brasileiro e não desisto nunca!!! Esta frase é bastante conhecida, não é verdade? Mas ela nunca se fez tão presente no jogo da manhã deste sábado (no Brasil) e noite (na China).
Favoritos ao ouro olímpico em Pequim, a dupla brasileira formada por Ricardo e Emanuel teve de encarar diante dos russos Barsuk e Kolodinsky na fase oitavas-de-final um dos desafios mais difíceis de sua carreira repleta de conquistas no vôlei de praia.
Mas o Brasil venceu!!! Ricardo e Emanuel venceram... e estão classificados para as quartas-de-final.
Sentindo dores no tornozelo, o baiano Ricardo (ou Block Machine, como é conhecido no circuito) foi caçado o tempo inteiro no saque na tentativa russa de fazê-lo sofrer com o incômodo... e conseguiram êxito, ou melhor, quase!!! O gigantão Kolodinsky travava um duelo particular com Ricardo, e a cada ponto em cima do brazuca, vibrava com comemorações que soavam mais como provocações. Desta forma, a Rússia levou o primeiro set por 21 a 18.
Pressionados a vencer para não darem adeus de forma precoce ao torneio olímpico, no qual defendem o título conquistado em Atenas-2004, Ricardo e Emanuel tiveram um segundo set daqueles que ficarão na memória para sempre. Venciam por diferença de três pontos até que Ricardo voltou a ser caçado no saque russo - e ele não conseguia acertar a recepção! Drama...
Veio o 20 a 18 e nós, brazucas, acreditávamos na virada??? Talvez alguns não, mas Ricardo e Emanuel sim, sempre... afinal, são brasileiros e não desistem nunca!!! Foi aí que o gigante Ricardo renasceu das cinzas como a mitológica ave fênix e, em três bloqueios consecutivos, não apenas virou o placar (21 a 20) como aniquilou mentalmente os russos, que ainda tiveram um outro match point - não aproveitado! Brasil 25 a 23.
Vem o tie-break. Quando Barsuk e Kolodinsky davam provas de que o sofrimento do set anterior voltaria à tona com 10 a 8 num set de 15... que nada, Ricardo e Emanuel cresceram novamente nas areias e despacharam os russos por 15 a 12.
E que venham os velhos conhecidos Gibb e Rosenthal, dos Estados Unidos, nas quartas-de-final.
Em tempo:
A outra dupla berde-amarela no torneio masculino, Márcio/Fábio Luiz derrotou os japoneses Asahi e Shiratori também por 2 sets a 0, com parciais de 23-21 e 21-15. Nas quartas, os brasileiros enfrentam os austríacos Gosch e Horst, que superaram Samoilovs e Plavins, da Letônia, por 2 sets a 0 (21-17 e 21-18).
Na quadra, vitória da afirmação
Na quadra, a Seleção masculina se recuperou da derrota para a Rússia na última quinta-feira e venceu a Polônia por 3 sets a 0, parciais de 30-28, 25-19 e 25-20, neste sábado, numa partida equilibrada e de alto nível técnico.
Desfalque na última partida por sentir dores no ombro direito, Giba começou a partida como titular e atuou com desenvoltura, comandando o triunfo brasileiro. A Seleção também contou com as boas atuações de Gustavo, importante nas jogas pelo meio-de-rede e no bloqueio, Marcelinho, que ditou o ritmo brasileiro em quadra e André Nascimento, boa opção no ataque.
O Brasil segue em busca do bicampeonato olímpico. Já classificada para as quartas-de-final, a Seleção enfrenta a Alemanha ainda na fase de grupos. |
Joelho trai Juliana; Ana Paula é a substitutapostado por Felipe David Sai Juliana, entra Ana Paula. A notícia que o mundo do vôlei de praia imaginou ouvir há dois meses, quando a parceira de Larissa sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado do joelho direito, durante a etapa de Paris do Circuito Mundial, concretizou-se apenas na noite de terça-feira no horário de Pequim, três dias antes da estréia da modalidade na Olimpíada.
Após uma reunião, que contou com a presença de Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Chaoyang, sede do vôlei de praia olímpico, o corte de Juliana for confirmado. Ela voltou a sentir a lesão e, segundo a nota oficial divulgada pela entidade, abriu mão da disputa.
– A Juliana não acha justo com a Larissa arriscar uma medalha de ouro olímpica voltando a sentir a dor no joelho. Ela disse também que não se
sente segura, e chorou muito – disse Ary Graça.
Atristeza relatada pelo dirigente contrasta com o alegre desembarque da dupla, na segunda-feira, na capital chinesa. Depois de 50 dias de tratamento, Juliana dizia estar aliviada com a presença em Pequim e pronta para superar o problema físico.
Na semana anterior, havia jogado quatro partidas no Grand Slam de Klagenfurt, na Áustria, antes de abandonar nas quartas. A explicação da comissão técnica, em conjunto com a CBV, foi poupá-la para a Olimpíada. Na terça, porém, a dupla não treinou. Na quarta, o treino noturno que realizariam seria fechado para a imprensa. Nem aconteceu.
– Foi a decisão mais difícil da minha carreira e estou sofrendomuito. Lutamos durante quatro anos para chegar nas Olimpíadas e não poderei estar
ao lado de Larissa – contou Juliana, desapontada.
Tricampeãs do Circuito Mundial, Juliana e Larissa sempre foram apontadas como principais rivais das americanas Walsh e May na disputa pelo ouro. Em Pequim, disputariam a primeira Olimpíada.
Para Juliana, sonho adiado por mais quatro anos. Já para Larissa, a caminhada olímpica começará no sábado, contra as compatriotas Cris e Andrezza, que defendem e República da Geórgia. E ela promete ser bem mais árdua.
Juliana
FORA DA OLIMPÍADA
"Tentei de tudo, me agarrei a todas as possibilidades que me foram passadas pelos profissionais que me avaliaram, mas infelizmente cheguei no meu limite. Sabíamos que isso poderia acontecer, mas trabalhamos sempre com a expectativa de que eu iria jogar".
"Sei que algumas pessoas podem questionar porque não resolvi tomar essa atitude antes. Mas pergunto, alguém desistiria do sonho assim tão fácil, sem lutar até o último instante? Durante nosso último treino, voltei a sentir dores e instabilidade no joelho. Pensei muito e entendi que não seria justo com a Larissa, com a comissão técnica e com o povo brasileiro jogar sem ter as condições ideais".
Isto é Ana Paula
Barcelona-1992
Com 20 anos, Ana Paula disputou sua primeira Olimpíada com a equipe de quadra. O Brasil ficou em quarto.
Atlanta-1996
Aos 24 anos, a jogadora conquistou sua única medalha olímpica, com o bronzeda Seleção feminina, comandada por Bernardinho.
Atenas-2004
Primeira Olimpíada de Ana Paula na areia. Em dupla com Sandra, perdeu nas quartas-de-final para Adriana Behar e Shelda.
Cura da lesão soava como um milagre
Quando Juliana lesionou o joelho e o diagnóstico foi divulgado, era claro que o sonho olímpico tinha acabado. Por mais louvável que o esforço para a
recuperação tenha sido, 50 dias para ficar zerada de uma lesão grave no ligamento cruzado do joelho soava como milagre. Por mais doído que pudesse ser para Larissa, a decisão correta a ser tomada era admitir a gravidade da lesão de Juliana e iniciar, há quase dois meses, os treinos com uma nova parceira, neste caso, Ana Paula. No meio do vôlei de praia, todos sabem que elas não são as melhores amigas.
Agora, com no máximo um dia de treino antes da estréia, terão de ser aturar e demonstrar profissionalismo.
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Joelho de Juliana está recuperadopostado por Felipe David Juliana parece estar pronta para disputar a Olimpíada. Depois de lesionar o joelho no mês passado, na última quinta-feira, ao lado de sua parceira Larissa, ela voltou a vencer e avançou para as oitavas-de-final do Grand Slam da Áustria. E o melhor: as adversárias foram as mesmas da estréia em Pequim, as brasileiras Cris e Andrezza, que competem pela Geórgia como Saka e Rtvelo.
Juliana/Larissa não encontrou dificuldades e fez 2 sets a 0 (21/17 e 21/19), em 40 minutos de partida.
Em tempo:
Ministro espera o melhor resultado
O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, visitou a redação do L!, na última quinta, aqui no Rio de Janeiro, e falou sobre a Olimpíada. Confira abaixo alguns trechos da entrevista:
EXPECTATIVA PARA PEQUIM
"Estou confiante para termos o melhor resultado da história. Isso porque temos a maior delegação de todos os tempos, a maior participação feminina, a maior participação em número de modalidades e, sobretudo, porque a delegação está bem preparada. As confederações puderqam contratar técnicos de bom padrão internacional, tivemos o intercâmbio com países importantes de cada modalidade e tivemops na reta final um aporte de recursos para fortalecer o ajuste fino de último hora."
PROBLEMA DE POLUIÇÃO
"A poluição atrapalha todos os esportes de resistência, imagine uma maratona! Deve-se fazer chover para melhorar. Estou confiante que as medidas anunciadas sejam adotadas e o ambiente permita a performance dos atletas."
CENSURA À IMPRENSA
"Procuro evitar criticar outros países. Espero que o COI ofereça e garanta condições aos jornalistas que vão cobrir o evento, seja no esporte ou na cultura chinesa."
RESULTADOS
"Estou muito confiante no vôlei e no vôlei de praia, assim como o judô e o atletismo. Estou muito animado com a Maurren, o Jadel. A natação pode surpreender, assim como a vela e o hipismo. Estou muito animado com a ginástica que pode trazer o primeira medalha individual feminina. Esspero que novos nomes surjam e surpreendam" |
Bernardinho: 'A ferida está aberta'postado por Felipe David Parece que Bernardinho estava pressentindo o pior quando afirmou às vésperas da estréia contra a Rússia que preferia jogar as finais da Liga Mundial fora de casa. Feito o estrago, o treinador brasileiro mostrou uma preocupação até então nunca vista nesses oito anos após a perda da medalha de bronze para os mesmo russos.
- Eu disse várias vezes que jogar as finais em casa seria um risco. E isso era tudo que a gente não precisava neste momento. Mas aconteceu e, para piorar, o resultado foi negativo - disse.
Mas vencer não a única virtude de Bernardinho. Diferentemente da maioria das pessoas, em vez de esquecer e deixar de lado as derrotas, o treinador brasileiro sempre faz questão de lembrá-las.
- A ferida está aberta e não sei se vai cicatrizar. E nem sei se quero que isso aconteça. Eu já passei por muitas situações deste tipo no feminino e sempre as inverti, mas hoje não deu. Temos que reaprender a sofrer e sangrar nas derrotas - explicou o treinador brasileiro.
Mas a sinceridade de Bernardinho foi além. E, desta vez, as críticas sobraram até para ele.
- Minha preocupação é que pela primeira vez em oito anos não consegui recuperar o time técnica e emocionalmente após uma derrota. Se há alguém responsável, é quem dirige o grupo - admitiu o técnico, reconhecendo que alguns jogadores pareciam constrangidos por não terem conseguido levar o Brasil à oitava final consecutiva.
Segundo o treinador, Marcelinho, que acabou deixando a partida com uma contratura no trapézio após um choque involuntário com
Gustavo, era um deles. Visivelmente decepcionado, o levantador negou qualquer tipo de salto alto.
- Isso não existe. As pessoas querem criar situações que não existem. Eles foram superiores e nos venceram - disse.
Novas regras à vista em 2009
Futuro presidente da Federação Internacional de vôlei (FIVB), o chinês Jizhong Wei anunciou durante as finais da Liga Mundial que a entidade pretende fazer algumas mudanças nas regras na temporada de 2009.
Entre elas, que deverão ser propostas numa reunião em setembro, a diminuição do tempo das substituições; a diminuição da pressão da bola, que permitirá um número maior de ralis nos jogos masculinos, e o aumento no número de participantes da Liga Mundial para 18 seleções. As equipes seriam divididas em três grupos de seis, com que as duas melhores colocadas avançando à fase final, o que acabaria com os convites.
Visão de jogo do GIOVANE
O Brasil entrou em quadra levando nas costas o peso da derrota contra os EUA, muito pelo fato de jogar em casa. Só no fim do terceiro set a Seleção Brasileira jogou como está acostumada: com agressividade e eficiência. Por isso, acho que a derrota por 3 a 1 foi muito mais graças ao Brasil do que méritos da Rússia. Eles estiveram bem no ataque e no bloqueio, mas isso só foi possível porque a Seleção jogou muito mal.
Mas não se pode criar mais problemas só por causa de dois jogos. Até sexta-feira o Brasil estava muito bem e tenho certeza de que vai se recuperar para a Olimpíada. Todos já estão tentando achar uma solução desde a hora que acabou o jogo. Se eu
conheço bem esse grupo, eles vão conversar, se cobrar e procurar reagir antes de chegar a Pequim.
O quarto lugar na Liga foi um decepção, por causa da ansiedade da torcida em ver o time campeão, mas não há nada que uma medalha de ouro em Pequim não cure.
Estados Unidos dão o troco na Sérvia e levam o ouro
Mesmo sob vaias do torcedor brasileiro, os Estados Unidos mostraram que não bateram o Brasil na semifinal por acaso. Depois de chegar à fase final da Liga Mundial com o pior retrospecto entre as seis equipes classificadas, os americanos derrotaram a Sérvia por 3 sets a 1 (26/24, 23/25, 25/23 e 25/22) ontem, no Maracanãzinho, e conquistaram pela primeira a Liga Mundial.
Mas o risco de não disputar a decisão de domingo no Maracanãzinho não passou raspando apenas na fase de grupos. Depois de serem atropelados pelos mesmo sérvios na primeira partida da fase final, por 3 a 0, os americanos tiveram um match point
contra na vitória por 3 a 2 diante da Polônia, no duelo que os levou às semifinais da competição.
Azar da equipe sérvia, que além de ter despachado os americanos na estréia facilmente, não sabiam o que era perder um set em dez disputados. Mas, como diz o ditado, cada jogo é um jogo, e domingo, a história foi completamente
diferente.
Para coroar a festa americana, o país teve dois jogadores entre osmelhores da competição: o experiente levantador Lloy Ball, de 36 anos, que ganhou o prêmio de melhor levantador e ainda foi escolhido como melhor jogador das finais da competição, e Richard Lambourne, que desbancou o brasileiro Serginho e foi eleito o melhor líbero.
SOFRIMENTO!"
Giba (CAPITÃO)
"É difícil ficar fora do pódio pela primeira vez. Essa derrota abriu uma ferida, mas temos de conseguir cicatrizá-la. Percebemos algumas dificuldades que até então com as vitória nós não enxergávamos"
O Brasil vai se recuperar da derrota? Veja a opinião de especialistas
Giovane: "O Brasil é favorito em todos os torneios em que participa. Essa é a realidade do voleibol moderno, não há como negar isso. Duas derrotas não vão apagar um trabalho de tantos anos. Espero que não criem problemas que não existem, porque essa Seleção tem tudo para conquistar o ouro em Pequim, repetindo o feito da minha geração e mantendo o título que a maioria deles conquistou em Atenas."
Amauri (PRATA E LOS ANGELES-84 E OURO EM BARCELONA-92): "Por experiência própria, tivemos outras derrotas e nos recuperamos em seguida. Nós tivemos como técnico o Bebeto de Freitas, que sempre punha um objetivo à nossa frente. Pode ser que eles estejam sobrecarregados fisicamente ou tenham sentido a pressão de decidir em casa. A Olimpíada é o maior evento, mais
importante que a Liga Mundial e a Copa do Mundo. Espero que essas duas derrotas tenham servido de alerta e que os jogadores reúnam forças."
Veja a lista dos melhores da competição:
MELHOR JOGADOR
Lloy Ball (Estados Unidos)
MAIOR PONTUADOR
Ivan Miljkovic (Sérvia)
ATAQUE
Dante (BRA)
LEVANTADOR
Lloy Ball (EUA)
SAQUE
Giba (BRA)
BLOQUEIO
Marko Podrascanin (Sérvia)
LÍBERO
Richard Lambourne (EUA)
BRASIL 1 X 3 RÚSSIA (23x25, 19x25, 25x23, 19x25)
BRASIL: Marcelinho, Dante, Giba, André Heller, André Nascimento e Gustavo. Líbero: Serginho. Entraram: Bruninho,
Anderspn e Rodrigão. T: Bernardinho
RÚSSIA: Grankin, Kosarev, Tetyutkhin, Volkov, Mikhalylov e Kuleshov. Líbero: Verbov. Entraram: Poltavskiy, Berezhko e
Ostapenko T: Vladimir Alekno
GINÁSIO: Maracanãzinho (RJ) |
De volta ao vôlei...postado por Felipe David Senhores, estive na última semana fazendo a cobertura do Mundial de Bodyboard, portanto, ficou complicado atualizar o Blog Vôlei de Base nestes dias.
De volta à redação do LANCE!, vejo que os comentários deste espaço têm sido de natureza contrária à idéia proposta.
Peço que, por favor, se atenham aos assuntos relacionados ao vôlei.
Quanto à sua indagação, caro Luiz Carlos, abra o jornal de quinta a segunda-feira passada e veja minhas matérias. Aí verás se sou ou não um jornalista. Mas tens toda a razão, não me sentiria bem ao ser ofendido em lugar algum.
E você, Mg, peço que pare de ofender as pessoas, se quiser fazê-lo, utilize outro espaço. Sua presença é bem-vinda para comentar a respeito do vôlei, ok?
Vou postar algo referente ao vôlei mais tarde.
Até a próxima! |
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