DIVINO FONSECA

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Dúvidas, dúvidas, dúvidas...

postado por Futebol Gaúcho

Gremistas e colorados andam cheios de dúvidas sobre o futuro próximo. Isto é, aquele que começa em 3 de agosto, data a partir da qual os novos contratados poderão mostrar a que vieram. A seguir, as principais incertezas:

1. D’Alessandro se integrará ao ambiente e ao espírito de jogo do Internacional, assim como, digamos, Guiñazú? Ao contrário do “Cholo”, um interiorano indiático, Andrés é um portenho descendente de italianos. Segundo o chavão, confirmado no caso de Guiñazú, um humilde e um altivo.

Andrés D’Alessandro joga muito, com um estilo semelhante ao de Roger, que deixou o Grêmio de repente. Em seu contrato com o Inter, estará embutida alguma cláusula que lhe permita sair pela próxima janela, se isso for conveniente a ele e a seus procuradores?

2. O mesmo pode-se perguntar em relação a Orteman. Recorde-se que em sua primeira coletiva o meia contratado pelo Grêmio admitiu “um problema”: a mania de trocar de clubes muito amiúde.

Outra, a principal: que futebol estará jogando o uruguaio Sergio Daniel Orteman? Todos por aqui só se recordam dele no Olímpia de 2002. Mas há pelo menos uma certeza: se estiver jogando a metade, já será lucro.

3. Confirmando-se a contratação de Daniel Carvalho pelo Inter, onde ele entrará? Pode ser no ataque, ao lado de Nilmar. Mas por que, então, se diz que o clube procura um centroavante de área? Daniel poderia atuar mais atrás, seu hábitat. Mas, e D’Alessandro e Alex, com os quais ele também se parece, no mínimo por ser canhoto?

4. Aliás, a contratação de dois meio-campistas canhotos não indica que Alex e Guiñazú, ou pelo menos um deles, não estariam de saída?

5. Souza será meio-campista ou ala no Grêmio? Celso Roth já disse que ele será meio-campista e Souza reafirma que não gostaria de voltar à ala-direita.

Mas, e a estrutura tática do Grêmio ? Ninguém discute mais que foi com base nela, um 3-5-2 ortodoxo, que se conseguiu a segurança defensiva que resultou na atual colocação na tabela. Respeitado isso, o mais lógico não seria usar Souza na ala e um trio de meio formado por Rafael Carioca (ou William Magrão), Tcheco e Orteman ? Ou Celso partirá mesmo para o 4-4-2? Afinal, o esquema de três zagueiros funciona quando todos são bons. E Leo está de saída para a Europa, deixando apenas Pereira e Réver na área. Mas Leo de fato sairá?

Respostas concretas para tudo isso, só a partir de 3 de agosto mesmo.

21/07/2008 17:58

 

Vem aí o novo Grêmio, técnico e cerebral

postado por Futebol Gaúcho

Contratar um jogador como Orteman para colocar na reserva é coisa de clube rico ou perdulário.

Como o Grêmio não está com essa grana toda (pelo contrário) e o presidente Paulo Odone sabe muito bem empregar o pouco dinheiro de que dispõe para investimento, vem coisa nova aí.

Teoricamente, a vinda de Orteman para um meio-campo que recém agregou Tcheco e Souza seria um caso de superposição. Os três são meias que sabem marcar, cada um deles é o chamado terceiro-homem, e não haveria problema de o uruguaio Orteman ser o segundo-volante (“Na Argentina aprimorei o quesito marcação”, garante ele) .

Como o Grêmio não é rico nem perdulário, os três chegam para jogar.

E, juntos, só podem integrar um meio-campo de quatro. Ou seja, o técnico Celso Roth prepara a mudança do esquema: do 3-5-2 para o 4-4-2. Sairá um dos três zagueiros e ficará um cabeça-de-área no setor. Que deixará de ser o ótimo Eduardo Costa, de volta ao Espanyol.

Quem será esse cabeça-de-área? Um dos garotos William Magrão e Rafael Carioca? Ou um dos dois contratados, Amaral e Makelelê? Ou, ainda, Réver, uma vez que ele já foi volante e, de quebra, seria o zagueiro a sobrar ?

Há quem rejeite todos esses nome peça a contratação de alguém do nível de Tcheco, Souza e Orteman.

Seja como for, agosto marcará o fim daquele Grêmio em que nove corriam para um armador criar. Vem aí um Tricolor mais redondo, tocador e cerebral. Mas, é claro, isso se Celso Roth conseguir equilibrar seus impulsos defensivos com o futebol que essa nova turma gosta de jogar.

Afinal, como ele mesmo diz, o Grêmio está na parte de cima da tabela porque sabe marcar, e o troféu que ele exibe com orgulho é a defesa menos vazada do campeonato.

14/07/2008 17:35

 

Inter apresenta Taison, que em breve será passado

postado por Futebol Gaúcho

O Inter perdeu Fernandão, Sidnei e Iarley e, em conseqüência desse "desmanche", se disse que precisaria urgentemente de reforços. Precisa?

Depois da promissora atuação no Gre-Nal e da confirmação do encaixe nos 3 a 0 sobre o Coritiba, pode-se afirmar que, se vier alguém, das duas uma: ou tem mais gente sendo vendida ou o reforço amargará uma reserva.

Da gororoba, saiu um time. As novas convicções da praça dão conta que, depois da breve era Roger, o futebol do Grêmio não tem futuro. Imediato, pode ser. Mas, como a janela de agosto tem mão dupla, por ela entrarão Tcheco e, se o negócio não gorar, também Souza. Que, juntos, têm condições de recuperar a qualidade perdida e dar à equipe um futebol de alegrar viúvas.

A assimetria com o calendário europeu, que abre janelas, e agora o assédio de piratas árabes tornaram a montagem e a remontagem de times mais dinâmicas e dramáticas do que já eram.

Taison jogou duas partidas e meia pelo Inter e nas entrevistas desta segunda-feira os dirigentes precisaram prometer que ele não sairá – até o final do ano.

Apesar dos alertas de perigo de Tite, que o lançou, o menino empolga os colorados: bola grudada ao pé, velocidade, drible em direção ao gol. E mais ainda os empresários, que já acumularam excelente material para o DVD.

O futuro é logo ali – a janela de janeiro. Como a prometida alegria será curta, lamenta-se a perda de trechos de passado. “Podia-se estar usufruindo do futebol de Taison há três ou quatro meses” dizem os críticos do técnico anterior, Abel Braga, rejeitando a prescrição do crime, se é que este existiu.

Tempos fugidios. Que, além de levar os melhores, transformam em pó apostas e opiniões.

07/07/2008 17:22

 

Dupla Gre-Nal pode crescer com garotos

postado por Futebol Gaúcho

Para produzir sua melhor atuação neste Brasileiro, no 1 a 1 com o Grêmio, o Internacional de Tite recuperou duas qualidades: garra e organização tática. E acrescentou uma nova, a velocidade.

Com Fernandão, técnico mas lento, ela não podia existir a não ser nas arrancadas solitárias de Nilmar. Com Gil, também não. Com Adriano, o time recebeu uma velocidade cega, improdutiva. Com Taison, finalmente, Nilmar ganhou o parceiro que pedia, para complementar seu futebol. E o meio-campo, com outra alternativa de lançamentos, provou que não merecia as pichações.

Calhou que a velocidade lúcida de Taison é a qualidade de um jovem cheio de vontade e identificação com o clube – veio junto aquela oxigenada que tanta gente pedia desde os tempos de Abel Braga. E, segundo Tite vem aí Walter, outro grande potencial de atacante.

Diante das dificuldades colocadas pelo Inter, o Grêmio expôs deficiências que até então, por um motivo ou outro, não eram consideradas.

Celso Roth reclamou que seus jogadores não tentaram o lance individual. Mas como exigir isso do ala-direita Paulo Sérgio, por exemplo? Dali só sai a bola rifada, o chuveirinho do acaso. Enquanto isso, o ousado Felipe Mattioni curte uma reserva – e isso depois de atuações superiores às do titular. Não deve ser por preconceito contra garotos. Se fosse isso, Hélder não estaria na ala-esquerda. Roth deve estar levando em conta algum outro fator. Mas, levando em conta apenas a qualidade de cada um, está claro que a posição é de Felipe.

O zagueiro Leo, 20 anos, será vendido agora em julho, e o presidente Paulo Odone já avisou que não vai comprar ninguém – vai repor com outros jovens talentos, como Héverton e Wagner. Tudo bem. Enquanto eles são trabalhados, há ali os experientes Pereira, Réver e Jean.

Nem tudo é com a juventude. Para se tornar um time confiável, o Grêmio precisa de alguém que dialogue com Roger no serviço de armação. Esse homem existe, é Tcheco, que só entrará pela janela de agosto. Até lá, monólogos de Roger – quando não for bem marcado.

30/06/2008 13:21

 

Quem disse que Gre-Nal não tem favorito?

postado por Futebol Gaúcho

Pela primeira vez, nas últimas três temporadas, o Grêmio chega a um Gre-Nal como favorito – e não se diz isso para lhe calçar um salto alto, como acusam os tricolores radicais.

Nos seis clássicos disputados a partir de 2006, o sempre bem organizado Grêmio de Mano Menezes empatou três, perdeu um e venceu os dois últimos, numa época em que o incenso era atirado sobre o Inter.

Agora, o Tricolor terá de abraçar essa. Por quê? Porque quando se pensa o confronto deste domingo é obrigação lembrar que: 1. o local é o Olímpico; 2. o Tricolor é vice-líder com 16 pontos e o Colorado roça a zona de rebaixamento, com sete; 3. o time de Celso Roth tem a melhor defesa e o de Tite uma das piores do campeonato; 4. o Inter atravessa a semana com a auto-confiança abalada pelas últimas derrotas fora de casa e, o Grêmio, estimulado pela campanha não menos que brilhante.

Roth tem a seu favor o fato de que não precisa mexer no time, e, se o fizer, será para melhor – Eduardo Costa no lugar de William Magrão, sem contar que Leo retornará à zaga.

Por melhor que as inevitáveis mudanças dêem certo nos coletivos, o Inter não terá a mínima certeza de que elas aprovarão na realidade. A confiança, que costuma resultar do entrosamento, só poderá vir de outro fator, como a inspiração individual.

As equipes que ponteiam a tabela têm em comum um futebol de agilidade e objetividade. Louva-se a defesa do Grêmio, mas o time ostenta a atual posição também porque o meio-campo – aí incluídos os alas – e o ataque são muito rápidos na resolução das jogadas.

O Inter tem um problema que cresce diante de adversários com essa qualidade: a lentidão. Só consegue atacar trocando passes curtos, ganhando volume no campo adversário, e, quando perde a bola, não tem tempo de se recompor. A turma volta a trote. Contrariando o básico do futebol, o Inter toma gol de contra-ataque como visitante.

Mas clássico é clássico, e tudo pode sair ao contrário do que se projeta.

PELO AR
Com três centroavantes descartados – Fernandão vendido e Iarley e Wellington fazendo gols por outros times – o Inter tem contado apenas com Nilmar para marcar na casa dos outros. Nilmar fez o gol de honra nas três partidas que disputou como visitante, contra Flamengo, Portuguesa e Vitória.

Se os dois times se anularem na bola andando, ainda assim quem tem mais chances de vencer é o Grêmio. Sua força aérea – Pereira, Leo, Réver e agora Marcel – tem sido decisiva na bola parada.

Mas...

23/06/2008 14:24

 

O Grêmio merece um torcedor mais otimista

postado por Futebol Gaúcho

O Grêmio não mais surpreende os gremistas. O sentimento, agora, é de receio.

Depois de seis rodadas, o time que seria candidato ao rebaixamento se não mandasse Celso Roth embora emparelha com Flamengo e Cruzeiro, dividindo a liderança com diferença mínima de saldo, e ostenta o melhor desempenho fora de casa. Aliás, nesse quesito já chegou a 50% do rendimento de todo o Brasileiro passado.

E o que se nota é temor de que tudo vá por água abaixo ali adiante.

Um pouco é da tradição gremista isso de o pessimismo explícito sempre esconder a esperança íntima mais legítima.

Mas tem outro ingrediente aí. Os que detonaram Celso Roth não querem dar o braço a torcer. Então, repetem aquela conversa de que Roth começa bem mas logo se complica.

O time do Grêmio, formatado e funcionando bem, merece um apoio mais alegre, mais otimista.

17/06/2008 10:00

 

Nelsinho foi um mero bode na sala

postado por Futebol Gaúcho

Tite começou a suceder Abel Braga no comando técnico do Internacional nesta quinta-feira, depois de uma engenhosa operação engendrada para destruir a rejeição dos colorados a ele, tido por gremista.

Credite-se ao presidente Vitório Piffero a resistência a Tite, o que retardou sua contratação, mas não a preferência por Nelsinho Baptista. A chegada do nome de Nelsinho à mesa de especulações, e as insinuações, em off, de que este era o preferido de Piffero, foi obra do ex-presidente Fernando Carvalho.

Nelsinho não é rejeitado, é odiado pelos colorados desde 1996, quando, ao trocar o Inter pelo Corinthians, disse que ia "para um clube grande".

Tite, o preferido do vice de futebol Giovanni Luigi – e do próprio Carvalho, até então um colaborador informal – dividia a torcida. Carvalho, então, teve a idéia de colocar o bode na sala, dizem que por sugestão do ex-presidente gremista Fabio Koff, com quem ele divide atribuições na sede do Clube dos 13, no bairro Moinhos de Vento.

O bode era Nelsinho. Que, nas enquetes do dia seguinte, foi enxotado por 90% dos torcedores convidados a escolher entre ele e Tite. Estava aberto o caminho para o convencimento de Piffero de que o ex-técnico do Grêmio, mas também do Palmeiras, do Corinthians, do Atlético-MG e outros, era o ideal para o momento.

O presidente voltou de Buenos Aires, onde passeava com a esposa, quarta-feira à noite, tirou de letra a pecha de admirador de Nelsinho e mandou assinar o contrato com Tite. Com uma só condição: contrato até dezembro, e não por um ano e meio como sonhava para Muricy ou Autuori.

Foi para bolar as jogadas mais difíceis, como essa, que Fernando Carvalho assumiu o cargo de assessor especial do departamento de futebol, agora formalmente.

12/06/2008 18:46

 

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