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Inter bota a bola no chão e vai pra cima. O São Paulo só se defende

postado por Futebol Gaúcho

Antes da final da última Copa do Mundo, alguém da seleção holandesa, não me lembro quem, soltou uma frase de efeito: “Decisão não se joga, se ganha”.
O São Paulo deve ter vindo a Porto Alegre com esse conselho na cabeça, mesmo com o fracasso de quem o deu.
Limitou-se a marcar atrás e esperar um erro do adversário. Isso não faz justiça a sua história.
O Inter, ao contrário, jogou bem, jogou bonito, teve paciência, e foi premiado com um gol que, como reconheceu Rogério Ceni, não resultou de erro do São Paulo, mas do talento de Giuliano.
O Inter pode até perder a classificação no Morumbi, quinta-feira. O Tricolor dispõe de grandes jogadores e terá o apoio de umas 70 mil pessoas. Mas duvido que o time de Celso Roth adote uma postura semelhante à do Ricardo Gomes no Beira-Rio. Porque a fama de retranqueiro do Celso sempre foi injusta e porque esse grupo de jogadores do Inter só sabe jogar assim, trocando passes e atacando.
Grandes atuações de Sandro, Guiñazú, D’Alessandro, Taison e Giuliano – este pela grande movimentação e pelo gol de centroavante. Aliás, não por acaso é o artilheiro do time na Libertadores, mesmo entrando ao longo dos jogos.

29/07/2010 00:39

 

Enquanto o Inter mostra força, o Grêmio vira bagunça

postado por Futebol Gaúcho

Se havia comando no vestiário do Grêmio, deixou de existir neste domingo, depois da briga entre Jonas e Rodrigo. Virou casa-da-mãe-joana. O técnico Silas e o vice-presidente de futebol Meira já passavam a mão sobre a cabeça de jogadores que não se empenhavam. E, neste domingo, o presidente Duda Kroeff chegou ao absurdo de considerar “sinal de indignação” um gravíssimo ato de indisciplina.
Ou o Grêmio volta atrás e toma medidas severas – aliás, era a hora boa para mudar tudo – ou se prepare para batalhas aflitivas, literalmente.
x.x.x.x.x
Ao vencer o Flamengo com o seu misto o Inter manteve alto o astral para a decisão de quarta-feira, pela Libertadores. Perder ou empatar era alternativa para o roteiro, tudo em nome da preservação dos titulares para o jogo prioritário – a decisão de quarta, pela Libertadores. Mas chegar à quarta vitória consecutiva, poupando oito titulares, bota a auto-estima nas alturas.
Se bem que misto com Tinga e Guiñazú juntos merece outro nome.
Quanto a Rafael Sobis: fora de competição há mais de dois meses, mostrou total falta de ritmo no primeiro tempo, mas foi adquirindo essa condição ao longo do segundo. Isso só acontece com quem é bom de bola. Mas, para começar contra o São Paulo, ainda pareceu pouco.

25/07/2010 20:27

 

Grêmio recupera a garra, Inter exibe alta técnica

postado por Futebol Gaúcho

Grêmio 1, Vasco 1. A sorte de Silas ficou para ser decidida domingo contra o Cruzeiro em Minas Gerais. Nada mais lógico, já que o gramado alagado, próprio para pólo aquático, impediu que se julgasse sua capacidade de organização. Mas já ganhou pontos por sua capacidade de remobilização. A equipe apática e vadia do jogo contra o Prudente deu lugar àquilo que a tradição do Grêmio chama de punhado de bravos.
O torcedor está doído, vê seu time na zona de degola enquanto o rival sobe para o G-4. Mas, se Silas conseguir manter sua turma indignada e agregar um pouco mais de qualidade à armação das jogadas, o Grêmio dificilmente perderá para o Cruzeiro – e aí embalará rumo ao meio da tabela.
x.x.x.
O Internacional já havia vencido de virada, 3 a 2 sobre o Goiás depois de estar perdendo de 2 a 0 – também fora de casa, e mais, usando time misto. Mas o 2 a 1 sobre o Galo na Arena do Jacaré foi mais interessante, por fazer parte de uma seqüência, de um novo processo.
Mais do que por confirmar seu jeito para bons começos, Celso Roth chama a atenção por estruturar um time tão ousado que beira a altivez – logo ele, que firmou imagem de retranqueiro.
O Inter marcando por pressão no terreiro do Galo. Pareceu irresponsabilidade, pois afinal enfrentava o velocíssimo Tardelli. Tomou gol de contra-ataque, continuou tocando bola no campo adversário e, em conseqüência disso, chegou ao empate. E enquanto não chegou à vitória não abandonou esse estilo.
É mesmo um novo jeito: o Inter avança sua defesa quando tem a bola, e recua os homens de frente quando a perde, o que o torna compacto e facilita a troca de passes. Tinga, que se destacou como organizador – mas cansou no segundo tempo, e poderia até ter saído mais cedo – chamava a linha de zaga sempre que o time retomava a bola. Contribuição de quem passou quatro anos na Alemanha, onde os times são compactos por definição.
Esse time pode ser eliminado pelo São Paulo na semifinal da Libertadores – o que agradaria o demitido Jorge Fossati, que, aos solavancos, levou a equipe até essa fase. E por que não, se estamos falando de futebol? Mas isso não tiraria os méritos de Roth, que transformou um grupo temeroso e descosturado num conjunto corajoso e eficiente praticamente com os mesmos jogadores.

22/07/2010 00:17

 

Ou o Grêmio chacoalha tudo ou terá longa vida na zona

postado por Futebol Gaúcho

Novo habitante da zona do rebaixamento, o Grêmio precisa de uma sacudida para sair dali. E não se sabe se Silas será o cara que vai fazer isso. Pelo que falou o vice de futebol Luiz Onofre Meira, ele está mais para sacudível. As palavras do cartola foram interpretadas como um ultimato ao técnico: ou vence o Vasco, quarta-feira, ou a diretoria cede à pressão.
O elenco do Grêmio está mal formado. Culpa da soberba dos cartola. Mas Silas tem sua parcela de culpa. Esperar dez minutos para reforçar o ataque, diante de um Grêmio Prudente que perdera um de seus jogadores e segurava o 1 a 0, é inadmissível. O 2 a 0 veio como castigo para tanta hesitação.
Mas, cá entre nós, vá alguém saber se adiantaria. Esse Grêmio abriga alguns jogadores muito apáticos, para os quais tanto faz estar perdendo ou ganhando. Bom, também é verdade que o técnico não tem coragem de colocá-los contra o parede.
Ou o Grêmio se sacode ou permanecerá na zona da má fama por sabe-se lá quanto tempo.
O erro, um dos erros, foi ter interpretado a conquista do Gauchão como superioridade sobre o Inter, um parâmetro enganoso. Era o Inter de Fossati. Com os mesmos jogadores, o Colorado está provando que seu potencial era muito mais rico. Organizado, o sistema defensivo se fechou, como era vital. Os armadores se movimentam muito, e se aproximam para urdir jogadas. Só falta prender mais a bola na frente e ser mais contundente, como se viu no 2 a 1 sobre o Ceará. Mas isso faz parte das coisas que Roth precisa resolver, em vez de reclamar delas. De qualquer forma, o salto do 15º para o 7º lugar em duas rodadas do pós-Copa prova que o trabalho é bem feito.

18/07/2010 22:50

 

Se tem que ser gaúcho, que seja Mano

postado por Futebol Gaúcho

Ricardo Teixeira volta a apontar seu binóculo para as coxilhas em busca do novo comandante da Seleção, coxilhas aqui entendidas como lugar de técnico gaúcho.
Diz-se que está entre Felipão e Mano Menezes.
Bueno, se tem que ser gaúcho, quero abrir meu voto. Que seja Mano.
Felipão está oito anos mais velho e mais rico, e portanto mais senhor de si e menos paciente para administrar estrelismos.
Mano está no ponto: maduro e em crescimento. E, o que é mais importante: em busca do ápice que seu conterrâneo atingiu e deixou para trás.
Competência: não discuto a de Felipão, mas a de Mano é inquestionável.
Quanto ao olho e ao gosto por jovens, o lançamento de Lucas com 17 anos, Carlos Eduardo numa fogueira de Libertadores e a do zagueiro Leo num Gre-Nal são exemplos suficientes (para só falar no Grêmio, já que não conheço a base do Corinthians).
Além do mais, é difícil imaginar que Belluzzo esteja disposto a pagar esse mico – armar um festerê para apresentar Felipão à sociedade palmeirense e dez dias depois concordar em cedê-lo à Seleção (falo isso porque o gaúcho disse que só sai se houver acordo entre as diretorias).
Mano! Mano! Mano!

15/07/2010 16:00

 

Na nova largada, Inter sai bem na frente do Grêmio

postado por Futebol Gaúcho

O Grêmio que abra o olho. Dominado pelo Vitória no primeiro tempo, virou dominador no segundo, mas desde quando chuveirinho é a melhor alternativa de ataque de time que se preze? O empate veio no acaso, mas, se não houver crescimento urgente, a turma de Silas deve cuidar para não resvalar para posições mais perigosas da tabela.
As jogadas pelas laterais não fluem, falta reforçar ali. Diz-se que Douglas joga quando quer, mas é preferível tê-lo com pouca vontade do que sem alguém que ponha o pé sobre a bola no meio-campo, como nesta quarta.
Em resumo, sem o mínimo de harmonia na articulação das jogadas, a dupla Jonas/Borges, que é o que o Grêmio tem de melhor, morre à míngua.
O Internacional está mais adiantado. Depois de um primeiro tempo em que ameaçou repetir a nulidade ofensiva de treinos e amistosos, deslanchou e goleou o Guarani em pleno Brinco de Ouro.
Andrezinho entrou muito bem, no lugar de um Giuliano que errara tudo, exceto o passe para Kleber no lance do primeiro gol. Com ele dialogando com D’Alessandro, o time toma conta do meio-campo e o toque de bola se faz em alto nível. Mas Mestre André continuará reserva, como aconteceu no reinado de técnicos anteriores. Vá saber...
A segunda vitória fora de casa – contra apenas uma como mandante – reafirmou o contra-ataque como melhor estratégia, melhorou a auto-estima de Taison e Alecsandro e turbinou a confiança para as encrencas que vêm por aí.

15/07/2010 01:13

 

Celso Roth, uma boa escolha do Internacional

postado por Futebol Gaúcho

A escolha de Celso Roth para suceder Jorge Fossati no cargo de técnico do Internacional não foi tão escolha assim. Ela se seguiu à impossibilidade do primeiro convidado, Abel Braga, e à pouca disposição do segundo, Adilson Batista. Felipão não chegou a ser contatado. Mas foi boa.

Primeiramente porque Celso tem competência – é atualizado em estruturação tática, líder, motivador. Segundo, porque, como homem da aldeia, conhece os caboclos, e muito mais do que os cogitados.

Celso perde para Felipão, seu criador, mas ganha de Adilson em todos os quesitos. Ultimamente, até na simpatia. Sem contar que nunca se declarou torcedor desse ou daquele clube.

Interessante, também, a confissão de que pesou para sua escolha o 100% de aproveitamento contra o próximo adversário na Libertadores. Nos últimos dois anos os times comandados por ele, Grêmio e Galo, enfrentaram o São Paulo quatro vezes e venceram as quatro.

Nessas horas, o pensamento mágico tem uma força enorme.

12/06/2010 19:12

 

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