DIVINO FONSECA

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Vem aí um Grêmio melhor do que o de 2008?

postado por Futebol Gaúcho

O Grêmio de 2009 será mais forte do que o de 2008. Quem afirma é o vice-presidente de futebol do Tricolor, André Krieger. Analisando-se as dispensas e os reforços, a gente tende a concordar com ele – excetuando-se o caso do primeiro volante, pois será difícil encontrar alguém como Rafael Carioca, que foi vendido ao Spartak Moscou. Mas não esquecer que mesmo jogadores comuns crescem nos sistemas armados por Celso Roth.
FÁBIO FERREIRA e RAFAEL MARQUES – Zagueiros eficientes, embora nada tenham de especial. Vieram para a reserva do trio Léo, Réver e Thiego, que devem começar como titulares.
RUY – Deficiente na marcação como lateral, pode ser considerado um bom ala – e o Grêmio, afinal, joga no 3-5-2. Inferior a Felipe Mattioni, que está para ser vendido, e superior a Paulo Sérgio, hoje no Vasco. Mas o titular deve ser Souza.
FÁBIO SANTOS - Ala-esquerda muito melhor do que Hélder e Anderson Pico.
DIOGO – Volante trazido do Figueirense, forte na marcação e mais ou menos no apoio. Posição ainda não resolvida. De repente, Celso Roth revela mais um da casa, como fez com Rafael Carioca. Adilson, promovido há dois anos, pode ter sua hora. Ou, quem sabe, um garoto dos juniores, como Tiago Dutra ou Paulinho, que são ótimos.
ALEX MINEIRO – Indiscutível salto de qualidade. Se estivesse no Olímpico em 2008, o Grêmio teria mais chances de ser campeão brasileiro, já que seu ponto fraco foi o ataque. Para companhia do carequinha goleador, Roth terá Perea, ou Reinaldo, ou até alguém melhor, se os dirigentes cumprirem a promessa de trazer outro atacante de qualidade indiscutível.
É possível que o Grêmio ainda perca Leo. Aí, Fábio Ferreira ou Rafael Marques terá sua chance. O setor não deve sofrer muito. Armar sistemas defensivos com jogadores medianos é o grande talento de Celso Roth. Além disso, o stopper Réver será promovido a líbero, função onde rende mais. Assim, se não faltar criatividade aos atacantes, o Grêmio terá de fato um time superior ao de 2008.


26/12/2008 20:31

 

Elogios ao São Paulo aumentam mérito do Grêmio

postado por Futebol Gaúcho

Assim como deu São Paulo poderia ter dado Grêmio, como sugerem os tricolores gaúchos?
Se você concorda que num campeonato longo, de pontos corridos, acaba dando a lógica, precisa discordar daquela colocação.
Pelo terceiro ano consecutivo, venceu a combinação de poder financeiro e competência. E ela é mortal.
O Imortal Tricolor dominou o primeiro turno e o São Paulo, o segundo. No primeiro, enquanto o time de Celso Roth flanava – vindo de uma preparação de um mês, bem armadinho, e com o acréscimo psicológico de quem precisava lavar a honra –, o de Muricy Ramalho, envolvido com a Libertadores, carecia de saúde e encaixe.
No segundo, enquanto o Grêmio oscilava, basicamente por limitações de qualidade e quantidade de elenco, o São Paulo, já saudável e encaixado, fez a diferença com a qualidade de seus armadores e atacantes, já que em eficiência defensiva as duas equipes se pareceram. E, é claro, pesou o carisma de Muricy, um tipo de comandante fundamental para campanhas de longo curso.
Mas veja que os dois ficaram separados por apenas três pontos. Assim, quanto mais elogios você fizer ao São Paulo, mais mérito estará conferindo ao Grêmio.
PS. Estaria a dupla Gre-Nal invertendo vocações? Nos últimos anos, o Internacional tem se dado mal em competições de pontos corridos e obtido sucesso nas de eliminatórias, antiga especialidade do Grêmio – que odiava o sistema no qual hoje se dá tão bem. Será porque o Inter tem se abastecido de jogadores na Argentina?

08/12/2008 16:35

 

Inter ganhou o título em La Plata

postado por Futebol Gaúcho

Foi fundamental a vitória no Ciudad de La Plata, viu-se agora. Aquele 1 a 0 heróico, com dez homens, deu ao Internacional a tranqüilidade necessária para administrar a situação no jogo da volta, passar por cima das esperadas dificuldades (time argentino não se entrega nunca) e, por fim, arrancar o caneco da Sul-Americana na raça.
O Estudiantes usou um 3-5-2 cuidadosíssimo, mesmo precisando da vitória. E se deu bem, mesmo sem capacidade de infiltração. Tocar, cavar faltas, mandar a zagueirada para a grande área e tentar o gol foi sua única jogada ofensiva – tudo isso, porém, orquestrado pelo ainda genial Veron.
Para o Inter, foi fundamental que o cracão argentino tenha cansado. Aliás, o time argentino inteiro desabou na prorrogação.
Aí, foi encaixotado pelo superior preparo físico colorado e acabou cedendo a vitória na marra. Aliás, o elétrico Taison em cima de Desábato, que já sentia câimbras, foi uma providência inteligente de Tite. Inteligente e audaciosa. Taison substituiu ninguém menos do que Alex, o craque do time, que estava numa jornada infeliz.
Grande atuação de Danny Morais, o substituto do titular Indio. Um monstro na defesa, ao lado do também ótimo Álvaro, e providencial no lance do gol. Destaque também para Edinho e D’Alessandro. E Nilmar, que pagou com o gol todo o sacrifício do Inter para mantê-lo durante a janela de agosto.
No Estudiantes, o grande Veron acima de todos. Que pena que esteja terminando. Além dele, Boselli, pelas paredes, o armador Benítez e Desábato, que foi um desastre em La Plata mas, aqui, tendo um zagueiro a mais no setor, esteve impecável antes de cansar.

04/12/2008 02:17

 

Dois tricolores parecidos decidem o título

postado por Futebol Gaúcho

Se “o Grêmio vai sair campeão”, como cantava sua torcida nos melhores momentos, não se sabe. Mas, depois de ameaçar desandar, o time de Celso Roth conseguiu produzir o final mais condizente com a média de sua campanha: chega à rodada final com chance de título.
Se isso foi possível graças ao tropeço do São Paulo diante do Fluminense, em casa, pode-se contrapor o empate do Grêmio com o Figueirense no Olímpico – mais até do que a derrota para o Vitória no Barradão – para se explicar essas aproximações e distanciamentos entre os dois.
Num campeonato em que mais do que nunca a eficiência pesou mais do que o brilho, o mais certo é ir compondo a média das campanhas a cada rodada.
As emoções finais fazem justiça aos dois times mais competentes ao longo do campeonato. Se no primeiro turno o Tricolor gaúcho disparou, no segundo a campanha arrasadora foi do paulista. Com estilos iguais: marcação tenaz, bola parada, bola aérea. Cada um contando com um jogador que mete a bola onde quer – Jorge Wagner e Tcheco. Pareceu que a diferença (tirando a da folha de pagamento, que é outro assunto) esteve na eficiência específica do artilheiro do Morumbi, Borges. Com tanta igualdade, o detalhe decidiu. Pelo menos até aqui.
Três pontos a separar as duas campanhas é um bom tamanho. Mas essa distância ainda pode ser desfeita.
Que Brasileiro!

01/12/2008 11:53

 

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