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MARCEL MERGUIZO
Meu pai me jogava na piscina do clube desde pequenininho. Depois, fui levado a uma escolinha de basquete. Meses depois, era o camisa 8 de um time de futebol e 5 no de futsal. No colégio, fui campeão no atletismo e no vôlei. Adolescente, passei a jogar tênis. Mas, no final, virei jornalista - meu esporte favorito - no qual já escrevi sobre golfe, rali, boliche, esqui, hóquei sobre grama, nado sincronizado, badminton, esgrima...
marcelm@lancenet.com.br |
Como vou ensinar geografia para o meu filho?postado por Outro lado do esporte Não tenho filho(a) ainda, mas começo a ficar preocupado com o futuro dele(a). Ou melhor, em como vão ensinar geografia em alguns anos.
Vejamos:
O Rali Dakar não passa pela África. Antes, era Paris-Dakar e não largava da França.
A Austrália disputa as eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo.
A Copa Sul-Americana já teve um campeão mexicano.
Ah, então é o esporte que está mudando a geografia mundial, né?
Não, o Rock'n'Rio passado foi em... Lisboa!!! Raios... em Portugal. E de rock'n'roll teve... Ivete Sangalo.
Eu quero meu velho Atlas de volta. Lá, pelo menos, sei que está tudo errado. Mas a URSS fica no mesmo lugar, a Iuguslávia também, assim como Tocantins. Ué, cadê Tocantins no Atlas?
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PS: Uma tradição, infelizmente, foi mantida: hoje morreu mais um piloto no Rali Dakar. Triste!
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Ano novo, vida novapostado por Outro lado do esporte Não sei por que, sinto-me na obrigação de dar uma explicação para os dois ou três leitores deste blog.
Caro e raro leitor, 2009 começou com mudanças. Óh, que novidade! Eu sei, é piegas mesmo... Mas, de repente, você, o leitor do blog que não é meu parente nem companheiro de redação, ainda não sabe: mudei!
Sim, a partir de agora, não sou mais o editor da Revista A+ (como nos últimos dez meses), tão pouco continuo na publicação antes semanal hoje mensal (como nos últimos três anos). Mas continuo no LANCE!. Na verdade, agora faço parte da equipe de editores do jornal (ou melhor, Diário, como gostam por aqui).
Aprendi muitos nesse tempo de revista. Adoro fazer revista. Amo esporte em geral! "Então volta pra lá, pô", você pode querer dizer! "E pára de encher o saco, de me fazer perder tempo lhe lendo", emendará. Ok, pode parar de ler... Obrigado, porém, se continuou. Afinal, lhe devo uma explicação.
Voltando ao assunto, aproveitei muito o período escrevendo sobre esportes olímpicos, esportes bizarros, esportes alternativos, esportistas e atletas dos mais diversos tipos. Conheci muita gente bacana. E, dizem, já era um especialista na área. Dizem... Eu ainda estava aprendendo, garanto. "E por que não continuou?" Ah, mudanças são sempre benvindas (é assim na nova ortografia? Desculpem, não sei. Droga! Urgh...)
Mas mudei. Novo desafio: escrever, editar, ser especialista em futebol. Fu-te-bol!!! Iup, vai ser fácil. De futebol todo mundo (ou seria qualquer um?) entende. Entende ou dá palpite? Xiii... Crise de consciência? Não devia ter mudado, né? Nos "outros" esportes eu era especialista. Agora, sou mais um...
Como ser diferente nesse meio? Ah, já sei... Sou criativo (e modesto?). Vou me diferenciar (eita palavrinha da moda, viu...).
Não, o público do futebol é exigente. Você, por exemplo, só está aqui porque gosta muito de futebol, ora bolas de capotão. Não adianta, vou ter que decorar todos os esquemas, as escalações, o nome dos técnicos, do XV de Jaú de 1983 ao Bangu de 72. Por quê? Porque você deve saber... Não, não, porque vocês esperam que eu saiba. Nossa, como joga o Manchester City, quem é o lateral-esquerdo do Getafe e o presidente do Verdy Tokyo?
Ai, ai, ai... Onde fui me meter. Jornalista que escreve sobre futebol vira nome de estádio. O Brasil é o país do futebol. Nelson Rodrigues era cronista esportivo, não? Veríssimo é colorado! Você sabe o time que eu torço? Não!? Putz, isso é bom ou ruim? Um dia vou escrever como Armando Nogueira e, daí, saberá meu time, é isso?
Pronto, agora já sabe! Não o meu time, mas sobre as mudanças. Que responsabilidade!!!
Jornalismo esportivo é jornalismo como outro qualquer! Jornalismo é jornalismo, na guerra ou no buraco de rua. Mas jornalismo futebolístico é diferente. É jornalismo? Deveria ser... Quase sempre é. Mas é diferente! A discussão é longa, fica pra outro dia. Ok?
Mas já sinto o peso da responsabilidade. Por exemplo, se escrevo qualquer coisa sobre futebol, recebo mil emails, são dezenas de reclamações, sugestões, elogios. Se dou a notícia do ano em outro esporte, dois ou três parabéns (sim, aqueles leitores fiéis). Se faço um post gigante então, como este, que não serve para nada (será mesmo?), ninguém me escreve. Ninguém lê? Então este texto não existe. Se não o leem (agora é sem acento, né?), não existe, certo?
Não, não posso pensar assim. Tenho responsabilidade. É só lembrar do número de pessoas que vi no Réveillon com camisetas de time, ou comemorativas no melhor estilo "6-3-3" e "2009 Fenomenal".
Agora, pense. Se as pessoas se vestem assim na passagem de ano, imagine quantas não incluem nos pedidos um título pro time, um ano melhor para seu clube de coração, um novo ídolo... Nossa, caiu a ficha. Futebol é mais importante na vida das pessoas do que elas mesmo imaginam. Melhor eu tomar cuidado com o que escrevo. Caramba! Eu não deveria publicar este post, então? Já era... É muito grande para apagá-lo. Foi.
Feliz 2009!!!
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Cartinha para Maria Sofia, herdeira fenomenalpostado por Outro lado do esporte Seja bem-vinda, Maria Sofia.
Sei que você ainda não sabe ler (afinal, são apenas dois dias de vida). Mas seu pai pode guardar este recado de hoje e lhe mostrar no futuro. Então, ele vai lembrar que passou o Natal no hospital ao seu lado e da sua mãe.
Primeiramente, é bom você saber que seu pai ainda era chamado de Fenômeno na época. E não podia ser diferente, pois ele foi um dos melhores jogadores da história. Foi? Sim, foi. Pode olhar nos livros, nos arquivos dos jornais (quando você estiver lendo, talvez não saiba direito o que é jornal, mas é uma espécie de internet do passado).
Depois que você nasceu, papai Ronaldo ainda jogou. Não como antes. Mas também não posso dizer se foi bom ou ruim... Desculpe, é melhor ele contar. O importante é que você nasceu em um período de festas. Todos estavam felizes! Veja as fotos e repare como sua mãe Bia já está bem mais magrinha. Viu? Seu pai? Aí, é outra história.
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Obama, Amy, frutas e crises do esporte em 2008postado por Outro lado do esporte A sina do jornalista que trabalha ligado ao esporte - como nós, aqui no LANCE! - é chegar em qualquer festinha, seja ela entre familiares, amigos ou colega de trabalho é falar sobre esporte.
No fim de ano, então, é fazer ou participar de lista dos melhores e/ou piores do ano... esportivo, claro. Urgh... Não que seja ruim, mas a gente também vai ao cinema, adora música, lê (outros cadernos do) jornal, assite TV (sem ser mesa-redonda)... Não parece, mas somos "normais"!
Contudo, até para relembrar fatos importantes de 2008 também fora do esporte, fiz um esforço (sim, esforço porque pensar não é tão simples assim) e preparei a minha retrospectiva da seguinte forma:
Prêmio "Barack Obama"
Personalidade de 2008. Em ano olímpico, o troféu fica dividido entre os dois maiores nomes dos Jogos de Pequim: Usain Bolt e Michael Phelps. Assim como o presidente eleito dos Estados Unidos, este velocista jamaicano e este nadador americano quebraram barreiras e marcas seculares para ficar, para sempre, na história da humanidade!
Prêmio "Amy Winehouse"
Personalidade polêmica do ano? Só pode ser ele: Ronaldo! Fenômeno dentro e fora de campo, assim como a cantora vencedora de seis Grammy este ano. Ela, apesar do talento, apareceu tanto nas páginas policiais quanto nas musicais. Ele também, com passagens nos boletins médicos. No entanto, ainda brilham em seus palcos (ou, ao menos, desejamos que brilhem). De gordo que saiu com travestis, no fim do ano, Ronaldo transformou-se na esperança corintiana para 2009. Prêmio para ele: Fenômeno, a Amy dos gramados em 2008.
Prêmio "Ingrid Betancourt"
Premiação especial às mulheres do Brasil. Assim como a política franco-colombiana que conseguiu escapar da FARCs este ano, após anos sequestrada, Maurren Maggi e a equipe feminina de vôlei do Brasil merecem todas as honras. Afinal, todas elas passaram por momentos dos mais difíceis que se pode passar na vida e, em 2008, alcançaram a glória máxima.
Prêmio "Heath Ledger"
Quem o acompanha há mais tempo, sabia do talento. Mas, este ano, chegou ao auge. Poderíamos estar falando apenas de Heath Ledger, ator favorito aos prêmios cinematográficos do início de 2009 por sua espetacular atuação em "Batman - Cavaleiro das Trevas", como Coringa. Mas os elogios servem também para outro ídolo que surgiu este ano: César Cielo. Cesão emocionou o mundo na piscina do Cubo D'Água, em Pequim, após o ouro nos 50m livre. Infelizmente, para azar do cinema, Ledger faleceu após as gravações de Batman. Felizmente, para sorte do esporte e do Brasil, Cielo será por muitos anos um dos maiores atletas de nosso país.
Prêmio "Padre voador"
Tão atrapalhado quanto o padre que morreu após tentar voar amarrado a balões, somente as da Ferrari ao tirar algumas vitórias - e o título, por que não? - do piloto Felipe Massa.
Prêmio "CQC"
Comandados pelo brilhante Marcelo Tas, os repórteres do CQC, da Band, dominaram a TV com o melhor programa do ano. Já o São Paulo, do trabalhador Muricy Ramalho, dominou mais uma vez o futebol no país. Revelações? Ambos os times têm. Estrelas? Também. Mas o segredo que faz das duas equipes as melhores do Brasil é simples: trabalho sério, meu filho!
Prêmio "Isabella e Eloá"
Mea culpa, sim! A imprensa erra muito e errou bastante em 2008, como na cobertura dos casos das tragédias de Isabella Nardoni e Eloá Pimentel. Assim, ao meu ver, também erra no trato com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). E os gastos do Pan? E o legado? E os gastos da candidatura Rio-2016? Acorda, imprensa! CPMI neles. Vamos investigar!!! Afinal, quem não deve...
Prêmio "Mulher Melancia"
Tão vergonhoso quanto a glamourização das mulheres frutas (da Melancia ao Moranguinho) foi o xororô dos botafoguenses no ano. Tem gente que gosta, outros acham engraçado. Porém, estes bumbuns e aquelas lágrimas vão ficar marcados como um fato dos mais ridículos de 2008. Merecem citação a Dança do Quadrado e a queda de Diego Hypólito na Olimpíada.
Tragédia do ano
A tragédia do ano, no esporte, foi a derrota do Fluminense, com o Maracanã lotado, na final da Libertadores. Derrota nos pênaltis. Sem mais. Até para não ser injusto e comparar, de verdade, com uma tragédia como a que assolou o estado de Santa Catarina.
Crise das crises
Bancos quabrando, demissões, empresas pedindo empréstimos aos governos pelo mundo todo. Dos Estados Unidos à Europa, dos pampas ao Acre, todos sentiram o efeito da "marolinha". E no esporte, qual a crise mais "Crise" do ano? A do Vasco da Gama. Herança de Eurico Miranda que levou o clube para a Série B em 2009.
E que venha 2009...
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