Blog do André Kfouri

André Kfouri, 34, é jornalista. Começou sua carreira na rádio Jovem Pan, em 1993. Desde 95, é repórter da ESPN Brasil. Nunca pensou em outra profissão, e se considera privilegiado por não conseguir diferenciar trabalho de diversão. E ainda não acredita que é pago para cobrir eventos esportivos.

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postado por André Kfouri


Depois de conversar com Denílson e Kléber, os dois jogadores do Palmeiras que foram expulsos na derrota de domingo para o Goiás, Toninho Cecílio não respondeu se eles receberam alguma punição.

O gerente de futebol limitou-se a dizer que "a diretoria tomou as providências que achou necessárias" com relação aos atacantes.

Antes de seguirmos, tornar (ou não) público um assunto interno de um clube é uma decisão que precisa ser respeitada. Cada um sabe o que lhe faz bem.

Mas como, na segunda-feira, o mesmo Toninho havia falado em punição financeira para o que a diretoria do Palmeiras considerou expulsões "desnecessárias" (a de Kléber, a terceira em dez jogos; a de Denílson, a primeira, mas depois que o jogo tinha terminado), o fato é que se a multa não foi aplicada, pelo menos foi cogitada.

Durante a entrevista, Toninho foi perguntado se um clube pode "mexer no salário de um atleta".

A resposta foi que um clube "pode fazer o que achar que deve".

Na hora, lembrei de dois casos: a multa de 40% do salário que o São Paulo aplicou em Adriano, e a ameaça do Schalke 04 de taxar o brasileiro Rafinha em 25 mil euros por dia de atraso na apresentação (Rafinha desembarcou em Cingapura com a Seleção Olímpica, não parece muito preocupado com a cotação do euro).

O blog recebeu comentários e e-mails sobre o tema, e tratou de procurar quem conhece o assunto.

Nas relações "normais" de trabalho, é impensável um funcionário ser multado por seu empregador.

Advertências, suspensões, até demissão, estão previstas nas leis trabalhistas. Mas chegar ao fim do mês e ver que um percentual do seu salário não foi depositado, porque você levou uma com o cabelo do seu chefe, é ficção.

Mas não no futebol.

O Dr. Luiz Felipe Santoro (entre outras qualidades, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo), consultor informal deste blog, explica que o contrato de trabalho padrão de um jogador brasileiro de futebol está de acordo com a CLT, mas tem cláusulas peculiares garantidas pela Lei Pelé.

Uma delas permite que um clube multe um jogador, em caso de desrespeito às normas do contrato, em até 40% dos seus vencimentos.

Então, aí está.

No futebol, o cabelo do chefe é assunto proibido.

23/07/2008 10:55

 

OS TRÊS R's (Ramires, Robinho e Rafinha)

postado por André Kfouri


Por "linhas tortas", o cruzeirense Ramires foi merecidamente convocado para a Seleção Olímpica.

Que ele (nem ninguém) não ache que o fato de ser suplente de Robinho tira o brilho de seu futebol.

Sobre o veto do Real Madrid a Robinho, cabe uma pergunta: quem será que o clube espanhol quer enganar?

Alegar uma lesão no púbis (que não é novidade), na véspera da apresentação à Seleção, beira o escárnio.

Robinho também tinha a lesão semanas atrás, quando estava oficialmente liberado para jogar em Pequim. Então o que mudou?

Talvez nada, e o plano dos espanhóis fosse exatamente esse: arrumar mais uma rusguinha com a CBF, por conta da queda-de-braço (vencida pelo clube, lembre-se) antes da Copa América de 2007.

Ou talvez tudo: a negociação com o Chelsea.

Não duvido que Robinho chorou ao saber que teria de viajar para a Áustria com o time, em vez de para Paris, onde encontraria a Seleção.

Mas acho que aí tem algo além da frustração por não ir aos Jogos: Robinho não vai por causa dos interesses de um clube que ainda não decidiu se quer ficar com ele.

Seu contrato será renovado se Cristiano Ronaldo não for contratado.

A posição do Real Madrid em relação ao brasileiro é mais uma prova de que, apesar de leis e regulamentos, cada caso é um caso.

Robinho tem mais de 23 anos e não vai a Pequim.

Kaká, idem.

Ronaldinho tem mais de 23 e vai.

Nos dois primeiros exemplos, o clube não libera por que não lhe interessa. No último, o clube libera porque lhe interessa. É assim que funciona.

E temos o interessante caso dos alemães, que ainda não chegaram a um acordo em relação aos Jogos Olímpicos.

O Werder Bremen, como se imaginava, estava apenas jogando para a torcida ao negar a liberação de Diego. Na hora, ele foi.

E o Schalke 04 avisa que vai multar Rafinha em 25 mil euros por dia de atraso, ameaça encerrar seu contrato, e ainda processar a CBF.

Isto porque Rafinha tem idade olímpica (e coragem, diga-se). Para que bispo o clube alemão vai reclamar?

22/07/2008 10:20

 

NOTINHAS PÓS-RODADA

postado por André Kfouri


(Fim-de-semana histórico para os times baianos: bateram os líderes das duas divisões do Campeonato Brasileiro.)

Interrompemos nossa programação para um boletim extraordinário: o Flamengo se internou numa clínica particular no Leblon para uma lipoaspiração.

É de apenas 3 pontos a diferença do líder para o quarto lugar.

As notas:

* O Fluminense já vislumbra a saída do calabouço, após a vitória (1 x 0: Thiago Neves - 12.499 pagantes no Maracanã) sobre o Figueirense.

* Nada de errado no lance do gol, disputa normal de Washington com o goleiro Wilson.

* Belo gol do lateral Paulo Sérgio, decidindo o jogo (Grêmio 1 x 0 Cruzeiro - 28.217 pagantes no Olímpico) que valia a vice-liderança do campeonato.

* Cada jogo no Olímpico tem sido uma festa.

* O Ipatinga goleou (4 x 1 na Portuguesa: Rodriguinho-2, Halisson, Dias-contra e Marinho, 2.825 pagantes no Ipatingão) a Portuguesa, após oito rodadas sem vitória.

* Incrível a atuação da defesa da Portuguesa, especialmente no terceiro gol: tinha a bola dominada na área, cedeu o escanteio e ainda fez o gol contra.

* A vitória do Goiás (3 x 2: Alex Terra-2, Paulo Henrique, Alex Mineiro e Jéci - 17.316 pagantes no Serra Dourada) sobre o Palmeiras talvez tenha sido o melhor jogo da rodada.

* Lance interessante: no segundo tempo, Marcos espalmou um chute forte que passou no meio das pernas do zagueiro. Na enorme maioria das vezes, é gol.

* Dez rodadas depois, o Santos venceu (1 x 0 no Sport: Kléber Pereira - 13.918 pagantes na Vila Belmiro) um jogo.

* O trio de arbitragem anulou um gol legal de Roger, para o Sport, quando o jogo estava 0 x 0.

* O Atlético Paranaense, que não vencia há três rodadas, bateu (3 x 1: Joãozinho, Márcio Azevedo, Alan Kardec e Ânderson Aquino - 17.806 pagantes na Arena) o Vasco e lhe transferiu a sequência negativa.

* O Vasco está a apenas um ponto do calabouço, junto com mais quatro times.

* Duvidoso o pênalti de Guiñazu em Ticão, que deu origem ao gol do Náutico no empate (1 x 1: Radamés e Nilmar - 15.431 pagantes nos Aflitos) com o Internacional.

* No gol do Inter, Nilmar estava em clara posição de impedimento.

* A segunda derrota seguida (1 x 0 para o Vitória: Dinei - 41.827 pagantes no Maracanã) diminuiu a vantagem do Flamengo para um ponto, na liderança do campeonato.

* Erro da arbitragem ao marcar impedimento no gol de Diego Tardelli, quando o jogo estava 0 x 0.

* Bela virada do Atlético Mineiro (3 x 2 no Coritiba: Keirrison, César Prates-contra, Gedeon, Petkovic e Eduardo - 6.569 pagantes no Mineirão) sobre o Coritiba, que vencia por 2 x 0.

* Virada que muitos atleticanos não viram, pois se recusaram, em protesto contra a diretoria, a entrar no estádio.

* Terceira vitória (2 x 1 no Botafogo: Rogério Ceni, Carlos Alberto e Dagoberto - 17.598 pagantes no Morumbi) seguida do São Paulo, às portas da área-vip.

* De que a defesa do Botafogo reclamou no segundo gol?

******

* Pela Série B, o Corinthians fez o que pôde para perder sua invencibilidade (1 x 0 para o Bahia: Elias - 33.205 pagantes no Pacaembu), após 11 jogos.

* O Bahia é o "caçador de invictos": já tinha derrubado o Avaí, na nona rodada.

21/07/2008 12:20

 

COLUNA DOMINICAL

postado por André Kfouri


O Ginásio do Ibirapuera lotava, naquela época, para ver jogos de basquete, como qualquer ginásio brasileiro lota, hoje em dia, para ver jogos de vôlei.

Corinthians, Monte Líbano, Sírio... faziam grandes jogos diante de grandes públicos, entregavam um espetáculo de alta qualidade para quem estava acostumado a ver a Seleção Brasileira masculina disputar os Jogos Olímpicos.

Anos 80. Perdi a conta de quantos jogos vi, in loco, no Ibirapuera.

Lembro de Rocky Smith, um armador americano que jogava no Corinthians, e tinha um arremesso de canhota que parecia dotado de mira a laser.

Lembro de Cadum, ganhando um título paulista para o Monte Líbano com um ganchinho nos últimos segundos.

Lembro até de um jogo que deu um barulho danado, porque o Corinthians tinha de ganhar do Sírio por um determinado número de pontos, mas só vencia por 2 nos segundos finais. Mauri roubou uma bola na defesa e fez a bandeja, enquanto o banco do Sírio gritava para ele não fazer a cesta. É que, empatado, o jogo foi para a prorrogação, dando nova chance ao Corinthians. Se perdesse por dois pontos, o Sírio estaria classificado do mesmo jeito...

Há quem diga (e conversei sobre isso dia desses com Zé Boquinha) que o Corinthians perdeu a bola de propósito para que o jogo terminasse empatado.

Lembranças de uma época em que o Ibirapuera também lotava para a ver a seleção masculina.

Marcel, Oscar, Nilo, Guerrinha, Marquinhos, Carioquinha... a geração que ganhou os Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, numa tarde de domingo que não perde em nada para qualquer outra tarde de domingo na história do esporte brasileiro.

Época em que o Brasil jogou em Moscou, em Los Angeles, em Seul. Também jogou em Barcelona e Atlanta, já na década de 90. Achávamos que a CBB era mal administrada, e era mesmo, mas jamais imaginávamos que veríamos quatro ciclos olímpicos passarem pela televisão.

O que prova como a atual administração da confederação, com Gerasime Bozikis no comando desde 1997, é ruim. É bem pior do que ruim.

Nossa seleção masculina é o retrato de um país que não tem juvenis, não tem campeonatos, não tem projeto, não tem esperança.

Mas tem um presidente que acha que está tudo bem, que essas coisas acontecem, e que já avisou que será candidato, em maio de 2009, a prolongar sua prestação de serviços ao nosso basquete.

Ou ao basquete dele, forma melhor de descrever a situação.

No frigir dos ovos, como bem diria minha avó: em 11 anos da "Era Grego", jamais um jogador brasileiro de basquete pisou numa quadra olímpica.

Se isso não é suficiente para mandá-lo embora, quero saber o que será.

******

Se você tem filhos pequenos, sabe o que os Backyardigans significam.

Pois eles estão se apresentando em curta temporada, em São Paulo.

Não perca tempo, e vá.

Cem milhões de euros por Kaká, e o Milan disse não.

Não sei o que me impressionou mais, a oferta ou a resposta.

Por falar em Milan, cometeram o deslize de apresentar Ronaldinho (Deus queira que o tal "Dinho" não pegue...) com uma camisa sem nada às costas.

Camisa de time de futebol, por mais bonita que seja, sem nome e número, é pijama.

Pelo menos para mim.

Ainda o Milan: o técnico Carlo Ancelotti disse que pensa num 3-2-1, do meio para a frente.

Seedorf, Pirlo e Gattuso; Kaká e Ronaldinho; Pato.

Muito otimismo, eu sei. Mas imagine só.

Tenho gostado da maneira respeitosa e madura como a Polícia Federal tem tratado a opinião pública brasileira.

A julgar pelo episódio do diálogo (mal editado) com o delegado Protógenes Queiroz, a PF nos tem em altíssima conta.

Bom fim de domingo.

20/07/2008 14:28

 

CAIXA-POSTAL

postado por André Kfouri


De folga na TV, no último fim-de-semana antes da aventura chinesa.

Aos assuntos:

Márcio escreve: Até que ponto ele (Caio Júnior) foi profissional, se já tinha contrato assinado, ganhava o que ele e o Flamengo concordaram em receber e em pagar? Como um "profissional" com contrato assinado ainda aceita ainda abrir negociações com outro time?

Resposta: Dois pontos: Caio recebeu uma proposta, o que é diferente de "abrir negociações". E quase todo contrato hoje em dia tem a famosa claúsula que diz que "em caso de uma proposta do exterior...". Não tenho certeza absoluta que o compromisso entre o Caio e o Flamengo tinha essa linguagem, mas sou capaz de apostar que tinha (quando era técnico do Palmeiras, ele também recebeu uma oferta do Catar). Dessa forma, quando o fax chegou, ele chamou a diretoria do clube para conversar. Esse tipo de situação acontece em todos os setores.

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Gibran escreve: Ouvi o presidente do Corinthians dizendo que, na compra do Jô pelo Manchester City, a equipe inglesa não era obrigada a comprar os 10% (dos direitos econômicos) do Corinthians. Isso é possível? Por exemplo, no caso Hernanes. A multa é de 25 milhões de euros, O São Paulo possui 75%, o jogador 8% e a Traffic 17%. Seria possível o Barcelona negociar as partes do São Paulo e do Hernanes, levar o jogador, e deixar a Traffic chupando dedo?

Resposta: Não sei se esses percentuais estão precisos, mas sim, é possível. Direitos econômicos podem ser divididos, como é comum atualmente. Em tese, quem decide sobre o negócio é o proprietário da maior parte dos direitos. Também em tese, os outros "donos" podem optar por não negociar seu percentual, se assim quiserem. Há negociações sendo discutidas, nesse momento, de jogadores brasileiros indo para o exterior, em que empresários decidiram não vender seus percentuais agora, apostando numa trasferência posterior (já dentro do mercado europeu) mais lucrativa. E há casos em que o clube é dono de uma porcentagem menor, e não decide nada. Citando o próprio São Paulo e Alex Silva: o empresário dele (Juan Figger) é dono de 80% dos direitos econômicos. Se o agente quiser vender, o clube não tem como impedir.

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Gustavo escreve: Em que medida os memoráveis resultados da seleção brasileira na Copa de 58 deveram-se à fragilidade dos adversários? É certo que os campeões seriam craques em qualquer época e a conquista tem todo mérito, mas quanto aos concorrentes, pareciam, pelas imagens disponíveis, ainda estar aprendendo a jogar futebol, sobretudo no sistema defensivo, como se vê no último gol da decisão, por exemplo.

Resposta: A cada época, o futebol tem suas particularidades e desequilíbrio de forças. Não seria correto dizer, por exemplo, que a Seleção Brasileira de 1970 ganhou a Copa do México graças à fragilidade dos adversários? O mesmo não poderia ser dito sobre o time campeão do mundo em 2002? Quando há um claro domínio sobre os outros concorrentes, essa é uma conclusão óbvia. Mas é também uma conclusão que leva mais em conta quem é fraco, do que quem é forte. Eu prefiro olhar pelo outro lado.

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Roberto Carlos escreve: Você acredita na possibilidade dos jogadores do Vasco fazerem corpo mole para prejudicar a imagem do Roberto Dinamite, em solidariedade ao Eurico Miranda? Afinal, o Eurico sempre foi odiado por grande parte dos dirigentes e imprensa, mas para os jogadores, entre eles o Edmundo, sempre foi considerado um paizão.

Resposta: Não duvido de nada no futebol, mas algumas coisas são mais difíceis de acreditar. Não acho que o presidente de um clube ser X ou Y faça diferença para a grande maioria dos jogadores. Esse tipo de situação acontece entre jogadores e treinadores. De mais a mais, cada presidente tem seu mandato, e os resultados imediatos do time não interferem em nada. Seria um "boicote" inútil.

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Obrigado pelos e-mails, e até sábado que vem.

(mensagens para a Caixa-Postal do blog: akfouri@lancenet.com.br, ou clique no link do lado direito da página)


"Eu não quero matá-lo. O que eu faria sem você?"

O Curinga, em "Batman: O Cavaleiro das Trevas".

19/07/2008 13:06

 

MAIS NOTINHAS PÓS-RODADA

postado por André Kfouri


O líder perdeu, e a área-vip está espremida.

Ruim para o Flamengo, bom para o campeonato.

As notas do fechamento da décima-segunda rodada:

* Na vitória (1 x 0: Nilmar - 24.343 pagantes no Beira-Rio) sobre o Atlético-MG, o Internacional produziu o que se espera dele neste campeonato.

* Futebol de candidato ao título.

* O placar mínimo não descreve o que aconteceu em campo.

* O campeonato agradece o esforço do Coritiba, que impôs ao Flamengo (1 x 0: Rodrigo Mancha - 34.741 pagantes no Couto Pereira) sua primeira derrota fora de casa.

* A defesa de Édson Bastos, após chute de Obina aos 37' do segundo, valeu tanto quanto um gol.

* O Flamengo é líder há oito rodadas.

* Sobre o gol de empate do Vasco (1 x 1 com o Goías: Romerito e Luizão - 4.083 pagantes em São Januário), dizia-se antigamente: "testou de olhos abertos..."

* Cabeçada tecnicamente perfeita do zagueiro vascaíno, aos 46' do segundo tempo.

* Se tivesse vencido, o que não fez por pouco, o Goiás estaria fora do calabouço.

18/07/2008 13:03

 

NOTINHAS PÓS-RODADA

postado por André Kfouri


O Cruzeiro pressiona o líder, que joga hoje.

O Palmeiras volta ao G-4.

E o Santos perdeu de novo.

As notas:

* A goleada (4 x 0: Zé Carlos, Wellington Paulista e Jorge Henrique-2, 10.007 pagantes no Engenhão) sobre o Ipatinga deixou o Botafogo exatamente na metade da tabela.

* Esperto passe de Thiaguinho para Jorge Henrique, no quarto gol.

* Gols só no segundo tempo, no empate entre Sport (2 x 2: William Magrão, Durval, Rodrigo Mendes e Fumagalli - 24.625 pagantes na Bombonilha) e Grêmio.

* Se o importante é estar "no bolo", os gremistas não podem reclamar.

* A Portuguesa perdia por 2 x 0, mas virou (3 x 2: Felipe, Gilmar, Edno, Patrício e Jonas - 2.266 pagantes no Canindé) para cima do Náutico, com gols aos 38' e 45' do segundo tempo.

* Segunda derrota seguida do Náutico, que se descolou da área-vip da tabela.

* Dez jogos sem vitória para o Santos, após a goleada (3 x 0: Edu Salles-2 e Tadeu - 10.007 pagantes no Orlando Scarpelli) aplicada pelo Figueirense.

* Cuca pediu demissão, mas o presidente do Santos disse não.

* Após bater o Vitória (3 x 1: Hugo, Dagoberto, Éder Luis e Dinei - 35.000 pagantes no Barradão), o São Paulo está a um ponto do G-4.

* O Vitória estava perfeito nos últimos cinco jogos em casa.

* Gol "pinball" de Elicarlos, aos 40' do segundo tempo, para decretar a vitória do Cruzeiro (1 x 0 - 15.247 pagantes no Mineirão) sobre o Atlético Paranaense.

* Os mineiros estão isolados na vice-liderança.

* O Palmeiras é sócio da área-vip, após a vitória (3 x 1: Kléber-2, Washington e Maicosuel - 13.568 pagantes no Palestra Itália) sobre o Fluminense.

* Kléber foi o clone de Alex Mineiro, na exibição de poderio ofensivo em que o Palmeiras deveria ter marcado mais gols.

* Logo mais, três jogos fecham a décima-segunda rodada, todos às 20h30:

Beira-Rio: INTERNACIONAL X ATLÉTICO-MG
Couto Pereira: CORITIBA X FLAMENGO
São Januário: VASCO X GOIÁS

17/07/2008 04:13

 

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